Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

18
Set 99

 S. Vicente de Paulo

 
 
Frederico Ozanam sente-se inquieto, e juntamente com um amigo, passa das palavras e dos sentimentos para a acção concreta.
No bairro onde moravam, vivia um pobre homem, num sótão, a quem levaram lenha para o Inverno; no dizer do padre Ozanam, irmão de Frederico, “foi a centelha que em pouco tempo, devia incendiar, no fogo divino da caridade, a Sociedade de S. Vicente de Paulo”.
Na sociedade de então, digladiavam-se uma burguesia orgulhosa, embrenhada na ciência e na indústria e o mundo dos operários e dos explorados, cuja situação poderia desembocar em graves revoltas sociais.
Ozanam não ignora a gravidade da situação e atento aos sofrimentos dessa gente, proclama que “é preciso envolver a França numa rede de caridade”.
Era preciso agir e não ficar pelas boas intenções. Ozanam e alguns dos seus amigos decidem então criar uma Sociedade em que, entre amigos, só se tratasse de religião e de caridade.
Assim se fez, e posteriormente foi decidido tomar por patrono S. Vicente de Paulo, tendo Ozanam, na ocasião produzido o seguinte comentário: “Reflecti bem, pois acabais de tomar uma grave decisão, porque um Santo patrono, não é uma insígnia banal para uma Sociedade, como um S. Dionísio ou um S. Nicolau para um cabaret. Nem sequer um nome honorífico, sob o qual se pode fazer boa figura no mundo religioso.
É um “modelo” que nos devemos esforçar por realizar, como ele mesmo realizou o modelo divino de Jesus Cristo. É uma vida que se deve continuar, um coração no qual devemos aquecer o nosso, uma inteligência na qual devemos procurar as luzes; é um modelo na terra e um intercessor no céu …”
 
publicado por aosabordapena às 14:33

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