Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

07
Nov 04

 

(Convento de Cristo em Tomar)

 

   O Francisco, jovem estudante da antiga Escola Industrial
e Comercial de Bragança, hoje, Escola Abade de Baçal,
gostava das «coisas da Igreja».
   Havia frequentado com empenho a Catequese, tendo sido
acólito na sua Paróquia.
Recebido o Sacramento do Crisma, o Francisco, jovem,
mas adulto na fé, continuava imparável nos seus estudos.
Contudo, no seu íntimo, a ideia dum maior comprometimento
com Jesus, esse Jesus que deixou a casa, a família, os bens
e a própria vontade, para fazer a vontade do Pai e se entre
gar a fazer bem aos que mais precisavam dele; esse Jesus
que evangelizou os pobres, acolheu e perdoou pecadores,
promoveu os marginalizados pela lei e pela sociedade,
começou a germinar e o seu “coração ardia-lhe no peito”
 como aos discípulos de Emaús.
   Era uma tarde cinzenta de Outono. O pai, a mãe e o
irmão mais novo estavam confortavelmente a ver televisão.
   O Francisco decide-se e lança-lhes a pergunta: e se eu
fosse para o Seminário?
   O pai, atónito, fez de conta que não ouviu. A mãe ficou
inquieta e ansiosa.
 O irmão continuou a ver o filme.
   O certo é que, no ano seguinte, o milagre aconteceu.
O Francisco entrou no Seminário, levando no coração a
concordância do pai, a saudade da mãe e o orgulho e
 incentivo do irmão.
   Aí chegado, cedo viu confirmada a ideia que tinha
do Seminário: o local privilegiado da formação dos futuros
padres, formação essa que abrange vertentes tão variadas
como a humana, cristã, espiritual, científica e pastoral;
 cedo interiorizou que no dia a dia do Seminário se aprende
a viver em comunidade, se reza, se medita; que há activida
des lectivas, tempos de estudo, desporto e lazer como
teatro, música, visitas culturais etc.…
   Perspicaz, e tendo conhecimento de que alguns dos
seus companheiros de aventura, não podiam suportar o
custo integral dos estudos por dificuldades financeiras das
suas famílias, o Francisco ficou a saber que o Seminário vive,
para além do contributo das famílias que podem, de
contributos de sacerdotes, leigos e de instituições; do
ofertório das paróquias em géneros e dinheiro na semana
dos Seminários; da constituição de bolsas de estudo a favor
dos mais carenciados.
   Com o partilhar da sua história e do seu dia a dia,
quis o Francisco desassossegar as consciências, e alertar
todas as comunidades cristãs de que o Seminário precisa
do empenhamento e da participação de todos; que ajudar
com orações e materialmente o Seminário é urgente para
que os futuros pastores do povo de Deus não deixem de
receber a necessária formação, para que um dia possam
exercer em plenitude o seu múnus sacerdotal.
   Todos os domingos, o Seminário retribui, oferecendo a
Eucaristia pelos seus benfeitores e amigos.
   Sejamos sensíveis aos apelos do Francisco.
A partilha é uma forma de evangelizar.
 Não deixemos de ajudar o nosso Seminário.
   (Este Francisco imaginário partilha integralmente o ser
e o sentir do autor)
publicado por aosabordapena às 16:52

Ah, ah, ah Este texto só me deu vontade de rir porque não conheço nenhum padre que continue a manter esse "ardor" no coração e esse amor a Jesus. Têm amor sim ao dinheiro e depressa esquecem as benfeitorias. Exemplos? falem com os trabalhadores de instituições católicas e perguntem pelos seus direitos, vejam se estão a ser cumpridos...Aqui em Bragança vejo, isso sim, padres com boas casas e bons carros, a encher os bolsos de dinheiro. São responsáveis por centros sociais e lares e não metem lá os cotos, andam na noite, dormem com mulheres, outros com homens e o Bispo fecha os olhos. A Igreja de hoje lembra o templo que Jesus escacou, quando expulsou os "ladrões" dos comerciantes. Hoje a Igreja nada mais é do que um comércio e padre uma profissão, idêntica à de político, de má raça, como os que hoje vemos na assembleia da republica. Tenham vergonhe e não sujem a boca para falar em Deus, nem enganem os pobres de espirito que nada mais têm a que se agarrar.
cristã a 7 de Março de 2010 às 21:09

Compreendo a sua indignação embora não concorde com a análise efectuada. O signatário não é padre. É um leigo que procura viver de acordo com as leis de Deus, atento aos problemas do mundo de hoje e especialmente daqueles que me rodeiam.
A Igreja porque feita de homens e mulheres não é perfeita. Cabe-nos denunciar as situações de injustiça e de perversidade caso tenhamos certezas do que afirmamos. Atirar lama para o ar apenas suja quem o faz e não ajuda à resolução dos problemas.

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