Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

19
Fev 99

 

 

 

 (A Igreja do Redentor em Jerusalém)

 

Na revelação progressiva do seu nome, Deus manifesta-se como um Deus que salva. É através da sua experiência de salvação que o povo perceberá quem é o seu Deus. Assim, Deus surge como “Javé”, o Senhor. «O Senhor chamou-me desde o seio de minha mãe, desde o seio Ele pronunciou o meu nome» (Is 49, 1); a Abraão, Deus revela-se como “El Chadai” – Deus supremo; a Moisés revelou-se como “Eu sou aquele que sou” e promete ao povo “a libertação da opressão a que está sujeito pelos Egípcios” Ex 3,14 e 6, 2-6).

Deus vem ao encontro do seu povo para o salvar. Deus salvador é o nome de Deus.

O Verbo encarnado revela-se como um Filho e o seu nome é, para nós a expressão máxima do amor salvífico de Deus. “Por isso Deus O exaltou e lhe deu o Nome que está acima de todo o nome, para que, ao nome de Jesus tudo se prostre, nos céus, na terra e nos infernos e que toda a língua proclame que Jesus Cristo é SENHOR, para glória de Deus Pai” (Fil 2, 9-11). S. Paulo na sua 1ª. Carta aos Coríntios afirma “para nós não há mais que um só Deus, o Pai de Quem tudo procede e para Quem nós existimos: e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio do qual todas as coisas existem e nós igualmente existimos (1 Cor 8, 6).

Proclamada a divina soberania de Jesus, o seu reino é “como a semente depositada na Terra”, que “crescerá por seu próprio poder como o grão”.

Todos nós somos pois, chamados a participar deste Reino que está em crescimento até ao fim dos tempos.

Cabe-nos participar da vinha de Deus, sendo varas da videira que é Jesus, que produz frutos e não varas secas destinadas ao fogo.

O Senhor que está acima de tudo e de todos, nos dará a Sua graça para vencer todos os obstáculos que se colocarem à nossa frente.

O cristão de hoje, atento e perseverante, onde quer que viva, onde se movimente, tem obrigação de se manifestar pelo exemplo de vida e pelo testemunho da palavra, que é discípulo do Senhor que disse “Dei-vos o exemplo para que como Eu vos fiz façais vós também” (Jo 13,15).

Esta é a lei de vida e acção dos cristãos. É o “Sede Minhas Testemunhas” hoje, neste mundo onde impera a tibieza, o materialismo, o parecer mais que o ser, a ausência de solidariedade e um esquecimento do Senhor, que nos deu a vida, em detrimento de outros deuses ilusórios e passageiros.

Neste peregrinar para o Jubileu do ano 2000, soltemos as amarras com que o pecado nos aprisionou e preparemo-nos para a grande viagem, pois não sabemos a que horas ou em que dia o Senhor nos chamará a prestar contas das obras que tenhamos praticado ou omitido.

“Abriram-se livros e depois, um outro – O Livro da Vida. E os mortos foram julgados, conforme o que estava escrito nos livros, segundo as suas obras. E, aquele que não foi encontrado no Livro da Vida foi lançado no lago de fogo. Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim. Aquele que tiver sede, dar-lhe-ei a beber gratuitamente, da fonte da água da vida. Eu serei seu Deus e ele será Meu Filho. Quanto aos tíbios, aos infiéis, aos depravados, aos assassinos, aos impúdicos, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, o seu quinhão está no lago de fogo e de enxofre ardente: é a segunda morte” (Ap 20,21).

Cuidado. É tempo de reflexão. O Senhor é um Deus justo e compassivo, cheio de misericórdia que veio para perdoar e não para condenar.

Não recusemos o seu perdão.

 

publicado por aosabordapena às 13:42

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