Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

18
Set 99

 

(Jordânia- Monte Nebo) 

 

Desde tempos imemoriais que o homem, na sua labuta diária, tenta a explicação daquilo que não compreende, do inacessível, recorrendo ao sobrenatural.

Desde igual forma, dada a sua fragilidade, nos momentos de incerteza e dor, dúvida e ansiedade, não hesita, valendo-se da sua crença, em pedir a intervenção de Deus.

Para o cristão, não é difícil sacralizar todos os momentos da sua vida e empenhar-se em vivê-la com sentido, tendo como prioridade o encontro com Deus.

Jesus, logo no início da sua vida, expressa tal prioridade, aquando do seu encontro no templo, junto dos doutores, respondendo a seus pais: “Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai? (Lc 2, 49)”.

Hierarquizar valores, manter as referências morais e éticas, descobrir o valor do mundo em que vivemos, sem o despojar da envolvente sagrada, é o caminho certo para descobrirmos a presença de Deus em nós e nos outros, e em todos os momentos da vida.

O mundo sem Deus é “informe e vazio”. O homem sem Deus não tem perspectivas, torna-se fútil e não aprecia a sua condição humana, já que a vive como uma fatalidade, a que não se pode subtrair.

O Cristianismo é a religião da esperança. Esperança numa vida nova – a vida eterna.

Neste ano, fim de milénio, procuremos viver de acordo com a lei de Deus, para que, enquanto esta vida efémera durar, possamos, já que “somos cidadãos do céu”, aplanar o caminho e preparar-nos para a grande viagem.

Procuremos fazer da vida um permanente período de Advento, tempo de preparação, não só para o Natal, como também, para o encontro definitivo com Aquele “que é, que era e que há-de vir” (Ap 1, 4).

Deus espera-nos. Crer na ressurreição da carne e na vida eterna, confere à nossa existência um rumo preciso e elimina a perspectiva sombria de apenas vivermos para a morte.

 

publicado por aosabordapena às 15:12

 S. Vicente de Paulo

 
 
Frederico Ozanam sente-se inquieto, e juntamente com um amigo, passa das palavras e dos sentimentos para a acção concreta.
No bairro onde moravam, vivia um pobre homem, num sótão, a quem levaram lenha para o Inverno; no dizer do padre Ozanam, irmão de Frederico, “foi a centelha que em pouco tempo, devia incendiar, no fogo divino da caridade, a Sociedade de S. Vicente de Paulo”.
Na sociedade de então, digladiavam-se uma burguesia orgulhosa, embrenhada na ciência e na indústria e o mundo dos operários e dos explorados, cuja situação poderia desembocar em graves revoltas sociais.
Ozanam não ignora a gravidade da situação e atento aos sofrimentos dessa gente, proclama que “é preciso envolver a França numa rede de caridade”.
Era preciso agir e não ficar pelas boas intenções. Ozanam e alguns dos seus amigos decidem então criar uma Sociedade em que, entre amigos, só se tratasse de religião e de caridade.
Assim se fez, e posteriormente foi decidido tomar por patrono S. Vicente de Paulo, tendo Ozanam, na ocasião produzido o seguinte comentário: “Reflecti bem, pois acabais de tomar uma grave decisão, porque um Santo patrono, não é uma insígnia banal para uma Sociedade, como um S. Dionísio ou um S. Nicolau para um cabaret. Nem sequer um nome honorífico, sob o qual se pode fazer boa figura no mundo religioso.
É um “modelo” que nos devemos esforçar por realizar, como ele mesmo realizou o modelo divino de Jesus Cristo. É uma vida que se deve continuar, um coração no qual devemos aquecer o nosso, uma inteligência na qual devemos procurar as luzes; é um modelo na terra e um intercessor no céu …”
 
publicado por aosabordapena às 14:33

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