Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

29
Out 99

 

 

   Fundada em 1833 a Sociedade de S. Vicente de Paulo, Ozanam e os amigos foram ter com o seu pároco, P. Olivier, para lhe perguntar que pobres deviam socorrer.
   Se a primeira abordagem foi difícil, por se tratar dum eclesiástico que desconfiava das iniciativas dos leigos, tal foi rapidamente ultrapassado, dada a convicção e empenho demonstrados.
   A Sociedade, organiza-se então com o apoio experiente da Irmã Rosália que, desde sempre encorajou sem hesitação, estes oito jovens e divide-se em secções: oito em França e uma em Roma.
   Decorridos 12 anos após a sua fundação, as Conferências contavam já com nove mil membros.
   Indiferentes aos sarcasmos e zombarias que alguns lhes dirigiram, nomeadamente o seu colega Pedro Chéruel, futuro historiador, “não passais duns pobres jovens e tendes a pretensão de socorrer as misérias de Paris. Num instante, faremos pela humanidade o que só em vários séculos vós poderíeis fazer”, não lhes resta outro caminho senão prosseguir sorrindo. Estavam convictos da justiça da sua missão.
   A sua força era reavivada pela amizade que os havia reunido, e pelo exemplo dos “confrades” que se erguiam um pouco por toda a França e no estrangeiro.
   A aprendizagem efectuada não foi junto da cátedra de professores, mas sim junto dos pobres, servindo-os e testemunhando “que eles são, depois de Cristo os nossos senhores, as imagens sagradas de Deus a Quem não vemos mas a Quem amamos”.
   Eram oito os jovens cujo coração se encontrava impregnado de humildade e caridade.
Cada um deles teria podido reivindicar o título de fundador ou de co-fundador das Conferências de S. Vicente de Paulo.
   Porém reconhecem, com toda a naturalidade, o papel eminente desempenhado por Ozanam, assumindo tal, em declaração de 30 de Março de 1856 (três anos após a sua morte), a qual foi assinada por quinze “membros da primeira Conferência de Saint Étienne – du – Mont, em Paris”.
 
publicado por aosabordapena às 16:15

20
Out 99

(Monte Nebo,na Jordânia, local, segundo a

Tradição, donde Moisés avistou a Terra Prometida)

 

O terceiro ano de preparação do grande Jubileu impõe que olhemos o mundo, a grande aldeia global, com redobrado espírito de solidariedade, dispostos a perdoar, contribuindo assim para uma civilização onde impere o amor.

O mundo já não se divide entre bons e maus, mas entre “peregrinos” que, apesar da dureza da caminhada e das quedas nos precipícios, se levantam com humildade e força para ultrapassar os próximos obstáculos, e aqueles que se refugiam, exclusivamente, na sombra de ídolos enganadores, como o dinheiro, o poder e o sucesso, que, ilusoriamente, enchem a vida de grandes nadas.

Sem amor, atento o seu carácter universalista e multiforme, o homem não se realiza na sua plenitude.

Não é a política, o progresso da técnica ou das ciências que lhe podem dar a felicidade.

Pode parecer utopia propor, nesta sociedade consumista, caminhos de renúncia e humanização.

Contudo, preparar o Jubileu é abandonar tudo aquilo que nos impede de amar e de nos deixarmos amar; é pormo-nos em estado de alerta e de responsabilização, em todos os domínios: na ecologia, na ética, na família, no trabalho, não para fugir ou negar o mundo, mas para caminhar com ele, de forma criativa, inventando novos circuitos de solidariedade, de justiça e de esperança; é, nesta sociedade que pretendemos mais justa, mais humana e mais digna de homens que são irmãos, ser um agente de transformação e não um sujeito massificado que vai com os outros e para onde os outros o empurram; é neste ano do Pai, anunciar o mistério de Deus, o Seu amor pelos homens, manifestado em Jesus Cristo.

É falar de Deus às pessoas, aos homens e mulheres nossos companheiros de viagem, através do testemunho da oração e da caridade evangélica.

É, nesta “idade da melancolia”, perscrutar horizontes de esperança onde o egoísmo e a mediocridade serão derrotados pelo amor e pela inteligência.

 

publicado por aosabordapena às 15:42

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