Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Jan 00

 

 
   Confrontado com cerrados ataques à sociedade cristã do seu tempo, por esta ver na esmola, uma forma de fomentar a pobreza, Ozanam responde de maneira nobre, sem atacar os seus adversários, contrapondo com a beleza do seguinte texto que vale a pena meditar: “A esmola é a retribuição dos serviços que não recebem salário. Porque, aos nossos olhos, o indigente que assistimos nunca será o homem inútil que vós supondes. Nas nossas crenças, o homem que sofre, serve a Deus, serve também a sociedade, como aquele que reza.
   Aos nossos olhos, cumpre um ministério de expiação, um sacrifício cujos méritos recaem sobre nós; temos menos confiança para abrigar as nossas cabeças sob o pára-raios dos nossos telhados do que sob a oração desta mulher e destas crianças que dormem sobre um molho de palha, num quarto andar.
   Não digais que, se consideramos a miséria como um sacerdócio, a queremos perpetuar; a mesma autoridade que nos assegura que pobres, sempre os haverá, também nos ordena que façamos tudo para que não os haja mais”.
   Estas palavras de Ozanam tiveram o condão de repor no seu devido lugar, o verdadeiro sentido da esmola, esse gesto de amor que consubstancia a caridade para com o próximo, a fé em Deus e o amor infinito de Deus para com os que a recebem e os que a praticam.
   O mérito de Ozanam e dos seus amigos foi o de ter querido reabilitar o pobre, que, sendo também filho de Deus, é um homem que merece como qualquer outro, consideração e respeito.
   Num mundo de egoísmo e materialismo declarados, não hesitaram em viver a sua fé, alimentando-a com obras de caridade.
   Tal estratégia surtiu efeito e encontrou eco ao longo dos tempos.
   Hoje, centenas de milhar de vicentinos sentem-se reconhecidos diante do Senhor, pelo exemplo de tenacidade que estes jovens de vinte anos, agrupados à volta de Frederico Ozanam lhes proporcionaram e cujo espírito de caridade acolheram, dando continuidade à sua obra, pois a caridade, além de não ter fronteiras, é uma virtude perene que muito agrada a Deus.
publicado por aosabordapena às 15:43

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