Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

25
Fev 00

 

                                                         
   Frederico Ozanam foi enviado para Paris, por seu pai, para estudar Direito e assim poder exercer advocacia.
   Porém o seu coração e gostos traíam-no frequentemente e as Letras perseguiam-no.
   Obediente, contudo, a seu pai, licencia-se, em fins de 1834 em Direito, e no ano seguinte, consegue a licenciatura em Letras.
   Terminado o doutoramento em Direito, em 1836, regressa a Lyon, grande cidade industrial, onde “em nenhuma outra parte, o homem precisa mais de Deus”. Terra de denso nevoeiro e de contradições, cidade dada ao misticismo que não esquecia os quarenta santos de Lyon e Viena, mas onde o egoísmo da burguesia rica e a miséria dos inúmeros pobres caminhavam, lado a lado, indiferentes.
   É nesta paisagem de contrastes violentos que evolui a vida de Ozanam.
   Tendo prestado juramento como “advogado do tribunal real de Lyon” sente-se feliz por ter, como bom filho, cumprido a vontade do pai.
   Contudo a sua alma recta e pura não podia satisfazer-se com o ambiente “irrespirável do tribunal”.
   Céptico em relação aos advogados e ao seu sentido de justiça, foi, certo dia, censurado pelo ministério público, em tom de mofa, pela ingenuidade em defender, com ardor, a causa dum indigente.
   Ozanam, indignado, não se conteve, e perguntou ao magistrado se para ele, o exercício da justiça e a defesa do pobre, não passavam duma comédia.
   Desconhece-se a resposta ou se chegou a ser dada.
   Decididamente, a barra dos tribunais não fora feita para ele. Não encontrava nela a paz de espírito nem de coração.
   E o seu desgosto era evidente, como escrevia a um amigo: “A justiça é o último asilo moral, o último santuário da presente sociedade. Vê-la rodeada de imundície é para mim motivo de indignação renovada, a cada instante …Este género de vida irrita-me; quase todos os dias regresso magoado do tribunal”.
 

 

publicado por aosabordapena às 15:50

04
Fev 00

 

Tendo a Celebração Jubilar do ano 2000 uma muito forte conotação com a Sagrada Escritura, a partir do Antigo Testamento, mais concretamente, com os livros do Êxodo, do Levítico e do Deuteronómio, pareceu-nos pertinente falar-se da Bíblia, também designada Sagrada Escritura, pela santidade dos seus escritos, como fonte inspirada da Palavra de Deus.

Assim, sob a epígrafe acima apontada, é nosso objectivo relembrar não só o seu papel fundamental, desempenhado por personagens cuja acção se destacou, ao longo da história divina, relatada pela Sagrada Escritura, mas sobretudo suscitar o desejo de ler, reler e meditar a Bíblia, em espírito de oração, para assim se alcançar “a sublime ciência de Jesus Cristo” (Fil 3, 8).

Constitui a Sagrada Escritura, o conjunto dos livros escritos por inspiração divina, através dos quais Deus se revela a Si mesmo e nos dá a conhecer a Sua vontade de salvação.

Divide-se a Sagrada Escritura em duas partes: Antigo Testamento, que contém a Palavra de Deus, antes da vinda de Jesus Cristo ao mundo, e o Novo Testamento, que contém a Palavra pregada directamente por Jesus Cristo e depois transmitida pelos apóstolos e autores sagrados.

A Palavra de Deus, no Antigo Testamento, foi transmitida através da tradição oral e da escrita, que começa a ganhar corpo, a partir de David, e compreende, conforme o género literário predominante, os seguintes livros:

Históricos – Pentateuco ou colecção dos cinco livros de Moisés (Génesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronómio), Josué, Juízes, Rute, 2 livros de Samuel, 2 livros dos Reis, 2 livros de Crónicas, Esdras, Neemias, Tobite, Judite, Ester e 2 livros dos Macabeus. 

Sapienciais – Os livros de: Job, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Ben Sira.

Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oseias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Constituem o Novo Testamento os Evangelhos, os Actos dos Apóstolos, as Cartas de S. Paulo, a Carta aos Hebreus, as Cartas Católicas e o Apocalipse.

O Novo Testamento, antes de ser escrito, foi transmitido oralmente. Jesus não escreveu nada e os apóstolos, antes de escreverem, pregaram a nova Palavra.

Os evangelistas S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João, inspirados pelo Espírito Santo, procederam à sua recolha e fixaram-na, por escrito, dando origem à Sagrada Escritura do Novo Testamento, através da qual a Palavra chegou até nós.

O Novo Testamento contém os livros inspirados que narram a vida, doutrina e obra de Jesus Cristo e entre esses livros, ocupam o primeiro lugar, na ordem de importância, os quatro Evangelhos, porquanto são o seu principal testemunho.

Os outros livros do Novo Testamento, Actos dos Apóstolos, Cartas e Apocalipse, confirmam a doutrina dos Evangelhos, explicam-na e desenvolvem-na. Narram os começos da Igreja e a sua propagação e anunciam o seu fim glorioso.

A Igreja chama à Sagrada Escritura “a fonte pura e perene da vida espiritual”. Sendo livro de Deus, a Sagrada Escritura é também livro do cristão, onde este deve ir buscar os conselhos e ensinamentos que necessita para a sua vida de pessoa consciente e digna.

A isso nos exorta a Santa Igreja. Disso nos deram exemplo, entre outros, grandes Santos, fazendo da palavra de Deus, norma de vida.

Adquirir ou reavivar o hábito da leitura da Sagrada Escritura é de primordial importância.

Fazê-lo, com espírito religioso, é entrar em contacto com Deus; é rezar.

 

 

publicado por aosabordapena às 21:45

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