Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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É S. Vicente de Paulo o patrono da nossa Sociedade. Frederico Ozanam e seus companheiros não podiam ter escolhido modelo mais apropriado. Em toda a sua vida, procurou amar a Deus nos pobres, no seu dizer «nossos irmãos, nossos amos».

Mas quem foi este homem, cujo pensamento espiritual e obra reflectiram e aprofundaram as relações entre a pobreza e a caridade?

S. Vicente de Paulo nasceu em França, numa aldeia chamada Pouy, no ano de 1581, e a sua vida foi repleta de graças e bênções do Senhor. Seus pais eram lavradores pobres, mas bons cristãos.

Era preciso trabalhar muito para dar de comer aos filhos que Deus lhes havia dado. Desde pequeno, Vicente dedicou-se a guardar um pequeno rebanho de ovelhas e, mais tarde, de porcos. A sua grande inclinação ia porém para os livros. As intermináveis horas de pastoreio, passava-as a ler e a escrever.

Alguém, um dia, descobre este jovem, dotado de imensas qualidades e de invulgar inteligência e paga-lhe os estudos superiores.

A sua bondade atraía a si quantos o rodeavam. Não podia ver ninguém a sofrer. Se via alguém mais pobre do que ele, pegava em tudo o que levava e, sem chamar a atenção, como se fosse a coisa mais natural do mundo, entregava-o a quem precisava.

O pai tinha uma saca de farinha no celeiro. Quando algum pobre lhe batia à porta, Vicente de Paulo abria-lha logo e dava-lhe um pouco de farinha.

Um dia, o pai, carinhosamente, disse-lhe: «Meu filho, se continuas assim, levas-nos à ruína». E com um forte abraço estreitou-o ao coração.

Apesar da bondade do seu coração, Vicente de Paulo não nasceu santo, mas fez-se, combatendo as suas más inclinações.

Contam os seus biógrafos que certa ocasião vendeu, como se fosse seu, um cavalo alugado, e com o dinheiro conseguido, fugiu de casa, por algum tempo. Noutra ocasião, enganou os superiores do Seminário acerca da sua idade, sabendo que não podia ser ordenado sacerdote aos 19 anos.

Estes factos podem e devem servir de reflexão a todos os cristãos. Reconhecidos os erros e implorada a graça de Deus que não falta a quem a pede, com humildade e confiança, o nosso Deus, Deus de misericórdia e de perdão, está sempre disposto a perdoar e a ajudar-nos, como fez ao jovem Vicente.

Contudo, o gesto de dar e de se condoer dos pobres, viria a ser no futuro «a razão da sua existência».

publicado por aosabordapena às 15:16

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