Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

03
Nov 00

 

É o mês de Novembro consagrado às Almas do Purgatório.

Perante a nossa memória desfilam os entes queridos, amigos e conhecidos. A dor e a saudade fustigam os nossos corações.

O temor da morte, «caminho que seguem todos os mortais» invade os nossos pensamentos e leva-nos a reflectir acerca da sua inevitabilidade e da nossa condição de peregrinos neste mundo.

Para o cristão que viva integralmente a sua fé no «Senhor da vida e da morte», apesar do sofrimento e angústia, não há razão para temer. Diz S. Paulo que «se morrermos em Cristo, com Ele também havemos de ressuscitar, pois sabemos que Cristo, ressuscitado dentre os mortos, já não morre» (Rom 6, 8-9).

A certeza de que esta vida não termina no momento em que «Deus retira o hálito de vida», e que a meta da nossa peregrinação é a Jerusalém celeste, onde Cristo está ressuscitado, serve para o crente de lenitivo para as suas lágrimas e de auxílio para a superação da dor e do luto que a morte provoca.

Para quem crê na vida eterna e na ressurreição dos mortos, a morte é a passagem para a morada permanente, para o dia sem noite, para a bem-aventurança da presença de Deus.

Por isso, é importante prepararmos o caminho e proceder como se cada acto do nosso dia fosse o último, pois «a um só passo está a morte diante de nós» (1 Rs, 20). O cristão, baptizado em Cristo, deve morrer diariamente. «Estando ainda vivos, somos a toda a hora entregues à morte, por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal» (2 Cor 4, 11).

Assim sendo, o cristão deve, pelas certezas em que acredita, pela confiança na misericórdia ilimitada de Deus, encarar e preparar a hora da morte com a serenidade possível, procurando sempre viver de harmonia com os mandamentos da lei de Deus, já que, «quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor» (Rom 14, 8).

Para além dessa constante preocupação, é nosso dever, enquanto membros da Igreja terrestre, aliviar as almas do Purgatório, contribuindo para apressar o seu encontro com Deus, por meio de orações, boas obras, esmolas e sobretudo com a Santa Missa.

Na Oração Eucarística há sempre um momento em que nos sentimos em comunhão de amor com os que já partiram deste mundo, pedindo a Deus que os purifique de toda a iniquidade e os acolha com bondade no reino, onde esperamos também ser recebidos um dia, para vivermos eternamente com eles, na glória celeste.

Recorda-se que a Igreja, sempre solícita, proporciona a possibilidade de ganhar indulgência plenária a quem visitar um cemitério desde 1 a 8 de Novembro e reúna os restantes requisitos, a saber: confissão, comunhão, oração pelas intenções do Papa e renúncia a todo o pecado, mesmo venial.

Neste ano jubilar, e em particular neste mês, sejamos especialmente solidários com os nossos defuntos. Que a sua recordação não fique restringida às flores e às velas com que enfeitamos as suas sepulturas, nem à lágrima furtiva que humedece os nossos olhos.

Que Deus lhes dê o eterno descanso.

 

publicado por aosabordapena às 20:01

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