Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

27
Dez 00

 

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      No passado dia 16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação, Kofi Annan, secretário-geral da ONU, apelou aos governos, à sociedade civil, empresas e organizações internacionais, para se unirem no combate à fome, à subnutrição e à pobreza no mundo.

      Gesto admirável e altamente humano.

      Na mensagem que então difundiu, relembrou a urgência deste combate “pois uma em cada cinco pessoas dos países em vias de desenvolvimento não tem acesso à alimentação, com qualidade suficiente. Uma grande tragédia humana continua a afligir o mundo. Hoje, 800 milhões de homens, mulheres e crianças vêem ser-lhes recusado o direito humano mais fundamental – o direito à alimentação”

      Depois de recordar que em África, “uma em cada três crianças sofre de subnutrição crónica e que seis mil crianças, em idade pré-escolar, morrem todos os anos, em consequência da fome”, Kofi Annan, apontou algumas medidas, para que, no novo milénio, se possa erradicar ou minorar a pobreza.

      Conseguir que os alimentos cheguem às mãos e à boca dos que deles necessitem; eliminar as causas que estão subjacentes à pobreza; promover o aumento de cultivo de alimentos; adoptar políticas de crescimento económico que reduzam verdadeiramente a pobreza. Apostar em políticas que dêem mais oportunidades de emprego aos pobres e criação de redes de segurança, para os extractos mais vulneráveis, são desafios que os governos das nações devem corajosamente enfrentar.

      Segundo o Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, divulgado aquando da Jornada Mundial da Luta contra a Pobreza, que teve lugar a 17 do mesmo mês, o rendimento acumulado das 200 pessoas mais ricas do mundo, eleva-se a um bilião de dólares, enquanto os 582 milhões de pessoas que habitam os 43 países mais pobres só atingem um rendimento de 146 mil milhões de dólares.

     Segundo o Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento Humano 2000, elaborado no âmbito daquele programa, “cem milhões de crianças vivem e trabalham na rua, 30 mil morrem todos os dias, com doenças várias, a maior parte das quais poderia ser evitada, e um quinto da população dos países em vias de desenvolvimento tem uma esperança de vida inferior a 40 anos”.

     Neste Ano Jubilar que está prestes a findar, não podem os cristãos deixar de reflectir sobre o problema da fome e os números referidos.

     Seguramente, tal reflexão desassossegará muitas consciências.

     É tempo de agir. A vertente social do Jubileu impele-nos à prática activa da caridade cristã, segundo a opção e as disponibilidades de cada um.

Cristo recompensar-nos-á.
 
 
 

 

publicado por aosabordapena às 18:54

05
Dez 00

 

Transportemos o nosso pensamento para a Galileia e, mais concretamente, para a cidade de Nazaré, ao lar da Sagrada Família.

Sendo aparentemente uma família igual à do seu e nosso tempo, é contudo, por especial eleição divina, modelo para todos os cristãos.

Maria, que se “perturba” aquando do anúncio pelo anjo Gabriel de que conceberia e daria à luz o filho do Altíssimo, obedece à vontade de Deus.

Reconhecendo a sua fragilidade e receio perante tamanho desígnio, não hesita e manifesta uma disponibilidade total, tornando-se “escrava do Senhor”.

Maria, jovem mãe, concebendo em seu seio Aquele cujo “reinado não terá fim”, não se envaidece perante as suas vizinhas e amigas, mas, antes, na sua humildade, glorifica ao Senhor.

S. José é o marido e pai incansável, que trabalha de sol a sol para o sustento do lar, o homem justo que se preocupa com o bom-nome da família e com o seu bem-estar.

O seu respeito por Maria, o saber estar, discreto, mas sempre presente, o braço amigo que acaricia, conforta e auxilia, são atributos, que fazem de S. José o modelo ideal para todo o pai e marido.

E que dizer de Jesus Menino? Apenas que lhes “era submisso” e que “crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens”.

É esta Sagrada Família que celebramos no último dia deste ano jubilar 2000, dia especialmente escolhido pela diocese para o Jubileu das Famílias.

Melhor motivação não podia haver. A época é propícia à renovação do compromisso assumido no casamento, propícia a uma reflexão acerca do “modus vivendi familiar”, à revitalização das relações familiares.

Vivendo numa sociedade onde as relações entre as pessoas são muitas vezes de anonimato, de rivalidade e de egoísmo, é a família aquele oásis, onde se goza o calor humano que alimenta e faz florescer a felicidade.

A saúde relacional de um povo e também da Igreja depende da vitalidade que reina na mais pequena célula da sociedade e da Igreja, que é o lar familiar.

Se aí existe respeito mútuo e forem cultivados os valores da fraternidade, da justiça, da paz, da partilha, da simplicidade, da verdade e responsabilidade, a sociedade ficará mais enriquecida e humanizada, e as relações interpessoais mais facilitadas.

Se na família há amor, este transbordará e inundará os corações de todos aqueles cuja história pessoal com ela se cruzar, e é sinal de que aí habita Deus.

Neste fim de Ano Jubilar, roguemos ao Senhor que fortaleça a nossa família, que o Espírito Santo a transforme em verdadeira “igreja doméstica” e que o terceiro milénio que se avizinha, traga a todas as famílias do mundo, paz, prosperidade e as maiores felicidades em Cristo Senhor.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 19:50

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