Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

20
Jan 01

 

 

 

Comemorou-se no passado dia 10 de Dezembro, o 52.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Apesar do progresso da humanidade no campo científico e tecnológico, e dos constantes apelos à paz e a uma cultura onde impere a solidariedade e o respeito pela vida e bem-estar de todos os cidadãos, constata-se que grande número de países, faz, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, letra morta.

Segundo a Amnistia Internacional, são as crianças as grandes vítimas da fúria humana em todo o mundo. Mais de cem milhões de crianças vivem nas ruas. Em numerosos países, a tortura de menores é uma prática comum por parte das forças policiais.

As crianças são vítimas indefesas de maus-tratos, pedofilia, violações, pobreza, mutilações, obrigadas a fazer a guerra e a matar, a trabalhar duramente, quando deveriam brincar e estudar. “Estes abusos continuam a ser a grande vergonha do mundo, uma realidade diária, “ignorada” pelos governos, um pouco por todo o lado. A maioria das crianças sofre, em silêncio; as suas histórias nunca são contadas, os seus algozes nunca são chamados a prestar contas”, denuncia aquela Organização.

E o que se passa no nosso país? Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, no ano 2000, foram apresentadas naquela associação 3358 queixas relativas a violência doméstica, referindo-se 2238 a maus-tratos por parte do cônjuge ou companheiro.

A Amnistia Internacional denunciou também maus-tratos aos presidiários, nas cadeias portuguesas.

Segundo a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, do Ministério do Trabalho e Solidariedade, mais de metade dos pareceres emitidos em 1999 (52%) incidiam sobre casos de mulheres despedidas de empresas, por estarem grávidas.

É deveras doloroso o desrespeito pelos direitos humanos que se verifica neste início de milénio.

Consciencializar e educar as pessoas sobre os direitos humanos, é tarefa urgente.

Combater e denunciar as situações de injustiça é obrigação de todos, em especial, dos cristãos.

Não o fazer é negar a Boa Nova de Jesus, especialmente direccionada para os pobres, os marginalizados e oprimidos, pelos quais tinha sempre uma predilecção especial.

 

 

publicado por aosabordapena às 15:35

07
Jan 01

 

Neste início de ano, século e milénio, a esperança num mundo mais justo e mais humano, renasce no coração do homem.

A humanidade tem vivido momentos dramáticos.

As doenças incuráveis, a droga, a fome, as guerras, a violência gratuita, o ressurgimento de sentimentos racistas e xenófobos são, entre outros, espinhos cravados nas aspirações dos homens que anseiam por um mundo de paz, harmonia e felicidade para todos.

A natureza, revoltada pelos crimes com que diariamente é agredida, reage com violência. Os cataclismos, as epidemias, os terramotos, as inundações, são sinais visíveis e aterradores dessa revolta.

Contudo, a par destes acontecimentos e situações críticas, há também sinais de esperança.

A vitalidade dos movimentos apostólicos, o empenhamento pessoal de tantos cristãos na construção de um mundo melhor, a repercussão mundial das palavras e gestos do Santo Padre, apelando à defesa dos valores da vida e da família, da justiça, do amor e da paz, são alavancas impulsionadoras no sentido, não só da renovação e fortalecimento da Igreja, como também, da transformação da sociedade.

Nesta voragem materialista que nos envolve, não podemos esquecer a generosidade da Igreja Missionária que, com o suor do rosto e o sangue dos seus mártires, provoca ondas de fraternidade solidária junto dos mais pobres, lutando a seu lado, por melhores condições de vida de dignidade, progresso e liberdade.

A par destes contributos, não podemos esquecer, neste mês em que a unidade cristã é motivo de prece ao Senhor, a contribuição efectiva dos membros de todas as outras religiões, preocupadas com a promoção da paz e do diálogo ecuménico.

Por isso, apesar das nuvens que possam ensombrar os nossos horizontes, é proibido aos cristãos ter medo. Aos nossos ouvidos ecoam as palavras de Jesus: «Porque estais com medo, homens de pouca fé?».

Esta interpelação é, não tanto, uma suave censura, mas sobretudo um apelo ao incremento de fé e de confiança na sua mensagem salvadora.

Ao iniciar este 3.º milénio, somos, pois, convidados a assumir o permanente desafio de confiar totalmente em Cristo, de assumir o seu projecto e de ousar pô-lo em prática nos nossos corações e na sociedade, já que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Respondamos afirmativamente. Jesus nos recompensará.

 

publicado por aosabordapena às 14:06

Janeiro 2001
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
as minhas fotos
As minhas visitas
counter customizable Exibir My Stats
mais sobre mim
pesquisar