Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

07
Jul 01

 

 

 

A liturgia do dia 29 do corrente mês, 17º Domingo do Tempo Comum interpela-nos acerca da oração.

Um dos discípulos pediu a Jesus que os ensinasse a orar. Solícito, Jesus acedeu.

A oração que Jesus lhes ensinou é, simultaneamente, hino de louvor ao Pai, pedido de bens espirituais e materiais, manifestação de arrependimento e de caridade para com o próximo, oração de prevenção, atenta a fragilidade de quem a faz.

Referiu ainda Jesus que se deve pedir com impertinência, isto é, insistentemente.

“Pedi e dar-se-vos-á; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todo aquele que pede recebe; quem procura encontra e ao que bate, abrir-se-á”.

Esta certeza de atendimento é a confirmação de que o nosso Deus, não é um Deus longínquo, abstracto, mas um Deus próximo, Deus de relação que se preocupa com os seus filhos.

Jesus também rezou. A oração tem na Sua vida e actividade, um lugar de primazia.

Sabemos pelos Evangelhos que, por vezes, passava grande parte da noite, senão a noite inteira, em oração. “Retirava-se para lugares solitários e aí entregava-se à oração”.

Este modo de proceder, deve levar-nos a examinar os nossos conceitos acerca da oração e da sua necessidade, do lugar que tem de ocupar no nosso dia, nas nossas actividades e trabalhos.

Hoje, num mundo onde impera o furor do ter, um consumismo desenfreado, a exaltação da banalidade, o menosprezo pela dignidade humana, com tantas ocupações e reuniões, torna-se necessário e urgente olhar Jesus que reza, que nos ensina a rezar, que nos diz como rezar.

A oração de Jesus tem como fim último, não só o anúncio da Boa Nova, a implantação do Reino de Deus no mundo, mas também os seus discípulos, a sua fé e, sobretudo, a realização da vontade do Pai.

Vemo-Lo a rezar num lugar solitário antes de iniciar a pregação na Galileia. Encontramo-Lo em oração no Monte Tabor, aquando da Transfiguração, e na Agonia, no Monte das Oliveiras, procurando força para fazer a vontade do Pai e beber, até ao fim, o cálice que Lhe estava destinado, tendo sido confortado por um Anjo vindo do céu.

Vemo-Lo a rezar ao Pai, intimamente comovido e perturbado, antes da ressurreição de Lázaro, pois estava em causa a fé “da multidão que está em redor, para que creiam que Tu Me enviaste …”

À maneira de Jesus, também a oração dos cristãos deve ter em linha de conta o Reino de Deus, a sua expansão, a vontade do Pai Celeste e a salvação de todos os homens, pois essa é a Sua vontade. “Procurai primeiro o seu Reino e a sua Justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo”.

Outro aspecto da oração de Jesus é a Acção de Graças.

Em São Lucas podemos ler que Jesus “estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: bendigo-Vos ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque tudo isso foi do Vosso agrado”.

Precisamos todos de nos deixar imbuir desta dimensão de Acção de Graças, a qual se concretiza plenamente na Eucaristia, onde Jesus nos cumula dos seus dons e graças.

Como Jesus, Mestre do reconhecimento, saibamos ser eternamente agradecidos, pelo dom da vida e pelo privilégio de O termos conhecido e seguido.

 

publicado por aosabordapena às 14:59

02
Jul 01

 

A Mesa duma Conferência Vicentina, como sua principal animadora, é constituída, no mínimo, além do presidente, por um vice-presidente, um secretário e um tesoureiro.

É dever do vicentino aceitar o cargo para que foi eleito ou designado, salvo motivo ponderoso, exercendo-o em espírito de serviço à Sociedade e de dedicação pelo próximo.

Servir e espírito de caridade, são assim o motor que deve impulsionar os vicentinos no sentido de, através da acção, atingir os objectivos últimos da Sociedade de S. Vicente de Paulo e que se traduzem numa preocupação constante para que os entraves à justiça social, as misérias da fome e da guerra, os sofrimentos causados pelo subdesenvolvimento sejam, senão eliminados, pelo menos minorados, mesmo quando ocorram a grandes distâncias.

A dimensão do que é hoje “o nosso próximo” é muito mais vasta do que literalmente se pode deduzir.

O terceiro mundo, com toda a avalanche de problemas que enfrenta, não pode ser ignorado pelos vicentinos.

A participação em obras de cooperação com as jovens comunidades cristãs, seja através dos missionários que nos países lusófonos se debatem com falta de meios, seja directamente através das conferências vicentinas locais, é uma expressão da vocação vicentina que urge implementar. Aqui fica o desafio.

 

publicado por aosabordapena às 20:25

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