Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

16
Jun 02

 

Amanheceu calmosa, a manhã deste dia de fins de Junho de 2002.

Ao longe, nuvens prenunciadoras de trovoada, encobrem os céus que a canícula torna opacas.

Uma paz a resvalar para uma inquietante e aparente acalmia, envolve-me, e, em vez de sossego, tranquilidade, sinto um perturbador stress que desgasta e me torna apático.

Ao pensamento, custa abstrair-se dessa materialidade que me absorve e consome.

Paulatinamente, o meu pensamento foge para Vós, Senhor. Onde estais? Que fazer a esta minha ansiedade?

O silêncio é total.

Na minha memória, ecoam as palavras de Santo Agostinho: “O Senhor fugiu dos nossos olhos para que entremos no coração e aí O encontremos”.

Deixo, por um momento, as minhas preocupações, e entro, por um instante em mim próprio, afastando-me do tumulto dos meus pensamentos confusos e procuro-O no meu silêncio e isolamento.

Eu sei que Ele está em toda a parte. Parecendo ausente, mas sempre presente. Escondido e esquecido no Sacrário daquela aldeia encravada na serra, tudo providenciando para que ao homem nada falte.

Esta certeza reconforta-me. O meu coração continua a bater, mas é um bater diferente.

Estou simplesmente diante de Ti, Senhor.


13
Jun 02

 

 

Celebra-se no dia 13 de Junho, a festa litúrgica de S. António de Lisboa, teólogo e pregador franciscano, um dos portugueses mais conhecido e festejado em todo o mundo.

É grande a devoção ao Santo dos Milagres. Poucas serão as vilas, aldeias e cidades, onde não haja igreja, ou ermida, onde ele não disponha de um altar para atender os seus devotos.

E todos lidam com o Santo português, como se fora um parente ou amigo sempre disponível e prestável.

Tudo lhe pedem, para tudo lhe batem à porta.

Coração a transbordar de compaixão e de ardentíssima caridade, S. António é, fervorosamente, interpelado nas mais variadas situações: é o padroeiro dos pobres, o auxílio de quem anda à procura de coisas perdidas, apaziguador de arrufos de namorados, mediador e padrinho de casamentos; noutros tempos, comandou os exércitos de Portugal.

Os seus sermões, incisivos, conseguiram converter para o Senhor, multidões.

Não admira, pois, que os portugueses se sintam orgulhosos do seu Santo, lhe prestem culto fervoroso e o tragam sempre no coração.

A sua vida está envolta em maravilhosas lendas contadas pelo povo, ou em livros anotadas.

Entre elas, figura o célebre sermão que S. António pregou aos peixes, deliciosa e poética alegoria, demonstrativa das dificuldades que encontrou, de princípio, no seu apostolado e que soube tornear, pela energia e encanto do seu falar.

“Ouvi a palavra de Deus, vós, peixes do mar e do rio, já que os infiéis hereges a desprezam.

…À notícia do prodígio acorreu a gente da cidade, incluindo também os hereges, e ao verem tão extraordinária maravilha, de coração compungido caíram aos pés do Santo a rogar-lhe que também a eles fizesse sermão. E S. António com tanta eloquência lhes pregou da Fé Católica, que aos hereges a todos converteu e aos fiéis os confortou na sua crença”.

 

 

publicado por aosabordapena às 17:51

08
Jun 02

 

 

Efectuou-se no dia 4 de Maio de 2002, o passeio que, anualmente, se realiza, com a prestimosa colaboração da Junta de Freguesia da Sé, que generosamente, nos disponibilizou meio de transporte, e a quem, publicamente agradecemos.

Este ano, e no mês dedicado à Mãe de Jesus e nossa Mãe, o passeio foi ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas, concelho de Vila Flor, com paragem em Mirandela, Vila Flor, e uma breve visita ao Santuário Mariano dos Cerejais, no concelho de Alfândega da Fé.

Alegria e boa disposição animaram os 34 participantes que assim puderam passar um excelente dia de sol, em animado convívio, aprendendo coisas novas, rezando e cantando.

Do Santuário, construção granítica e construído no local em que existiu outrora um castro e que terá sido um óptimo ponto de defesa, pudemos avistar as outras seis Senhoras, bem a espanhola Sanábria, o Marão, Bornes, Montesinho, Faro ou Reboredo e, na planura, o complexo agro-pecuário do Cachão.

A paisagem, pela sua singeleza, encanto e extraordinária dimensão, a todos deslumbrou.

Em Vila Flor, tivemos a oportunidade de visitar a magnífica biblioteca-museu, instalada num edifício do Século XIII.

Na biblioteca, com cerca de 20.000 volumes, são de salientar o foral de 1512, com catorze folhas ricamente iluminadas, o tombo dos bens dos condes de Sampaio, manuscrito e encadernado e com cerca de 20 kg de peso, o tombo da Vila e vária bibliografia do século XVII.

Apraz referir ainda a existência de obras de grande valor pictórico, de imagens e objectos sagrados, numismática e diversos utensílios antigos, cujo interesse e história são relevantes para o conhecimento e conservação da nossa história e cultura.

Foi um dia bem passado em que o ar puro a todos abriu o apetite e o sol ameno, convidou ao gostoso gelado.

Catequistas e jovens da nossa catequese, estão de parabéns, pela participação e forma como decorreu o passeio.

 

publicado por aosabordapena às 18:47

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