Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

16
Set 02

 

 
É Setembro. As férias já lá vão, e um novo ano de actividade começa, alterando o calendário tradicional da passagem e início de ano, ocasião mais propícia a comemorações do que ao reinício da labuta diária.
Corpos revigorados, ânimo e esperança redobrados, facilitam esta reentrada efectiva, quando esgotada a ruptura que as férias traduzem, tudo recomeça: retorno às aulas, retoma do emprego, sonhos renovados, projectos de mudança, uma nova forma de encarar a vida.
É neste ambiente que a Catequese, a escola da Fé da nossa Paróquia, se prepara para acolher as crianças e os jovens que iniciam, ou desejam continuar a descoberta do mistério do amor de Deus pelo mundo e aprender que, “estar com Jesus” ou “permanecer n`Ele”, é a grande fonte de alegria e felicidade do ser humano.
Para levar a cabo esta nobre tarefa, são precisas pessoas de boa vontade, não importa o sexo e a idade, que se disponibilizem para os ensinar a amar aquilo e aqueles que Jesus ama.
Ser catequista é deixar o barco na praia e seguir Jesus que promete uma pesca melhor. É, mais pelo exemplo ou testemunho pessoal do que pelas palavras, contribuir para que as crianças e os jovens sintam vontade de entrar em comunhão e na intimidade com Jesus, o Amigo que nunca desilude.
Assim, este apelo é para ti, que, de ano para ano, vais adiando a concretização do desejo de te tornares catequista, “de anunciar Jesus de Nazaré, de “evangelizar” e levar os outros ao “sim” da fé em Jesus Cristo”.
Vem, junta-te a nós. A Paróquia conta contigo. Jesus chama-te. Ele te recompensará.
publicado por aosabordapena às 14:09

09
Set 02

 

Amanheceu cinzento o dia 9 de Setembro, facto de que, em regra, não desgosto.

Contudo, hoje, a minha alma encontra-se envolta num manto de pesar. Acabo de me despedir do Júlio, na Igreja da Misericórdia. A sua breve passagem pela pátria terrena, 54 anos, torna a situação mais dolorosa e deixa-me perplexo.

No sótão das minhas recordações, revejo outros companheiros de trabalho que, precocemente, o Senhor quis agregar ao Reino da Luz.

Senhor, os Vossos desígnios a nosso respeito são insondáveis!

Neste turbilhão de pensamentos em que rodopio, o meu coração eleva-se até Vós, Senhor, centro de gravidade da nossa vida, nosso destino final.

E sinto uma vontade imensa de “mergulhar as mãos no barro da vida e daí desentranhar o Reino de Jesus, e depois erguê-las ao Céu”, para que um dia antes possa dizer «bem fiz eu», do que «se eu soubera», teria procedido doutra forma.

Senhor da História, nas tuas mãos, está a chave da vida e da morte.

O Júlio acabou o seu combate. Resta-lhe o silêncio e a paz. Para nós, que sentidamente lamentamos a sua partida, o gongo continua a soar, chamando-nos ao próximo combate. Até quando?

Levanto-me. Um último olhar.

No meu silêncio, tudo é silêncio e ausência. Onde estais, Senhor?

Na escuridão da minha fé, sinto frio, tudo me amedronta.

A luz da minha lâmpada, apesar de bruxuleante, procura seguir os Vossos passos. Cobre-me, Senhor, com a Tua Presença. “Tu és o meu Lar e a minha Pátria. Em Ti quero repousar, no final do combate”.

 

 

 


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