Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

27
Set 03

 

 

 

Na nossa memória, revemos a sua figura franzina detentora duma energia contagiante.

Olhar penetrante, um leve sorriso nos lábios, rosto sulcado pela miséria dos pobres a quem serviu, mãos engelhadas pelo passar dos tempos, mas sempre em atitude de oração, são marcas duma vida dedicada, como gostava de repetir, a “servir os pobres para servir a vida”.

Acção e oração. As traves mestras do seu percurso terreno. Por um lado, o amor sem limites, a dedicação aos que sofrem, aos mais abandonados da sociedade e, por outro lado, a sua fé profunda, o seu amor apaixonado a Jesus Cristo, a sua intimidade e familiaridade com Deus, o seu amor e comunhão com a Igreja.

 

Era na Eucaristia, no silêncio da contemplação, que Madre Teresa, missionária da caridade, de nome e de facto, ia buscar aquela energia que a impelia para o mundo, em busca de Jesus no pobre, no abandonado, no moribundo.

Assim escreveu D. Marcelino, Bispo de Aveiro: “Madre Teresa é a profeta que um mundo egoísta e uma Igreja distraída e dispersa precisam. Ela continuará a falar. O que a perpetua não é o ter sido “Prémio Nobel”, mas ter sido Evangelho vivo, clamor dos pobres, grito de amor”.

Madre Teresa será beatificada pelo Papa João Paulo II em Outubro 2003.

O seu exemplo deverá ser, para todos nós, motivo de reflexão. Luz e inspiração para os governantes das nações obcecados pela guerra e insensíveis aos apelos à concórdia e à resolução dos problemas que afectam a humanidade, pela via do diálogo e da tolerância.

 

publicado por aosabordapena às 19:13

 

 

 Comemorou-se no passado dia 28 de Agosto a festa do Martírio de S. João Baptista.

No meu silêncio, arrepio-me pela atrocidade e malvadez daquele rei sanguinário que o mandou decapitar, pelo simples facto de ter ousado dizer a verdade que lhe era incómoda.

S. João Baptista, homem corajoso, não se vergou perante os poderosos da terra.

Santificado e purificado no seio de sua mãe Santa Isabel pela presença de Jesus e Maria, aquando do seu encontro em Ein Karem, fortalecido por uma vida de jejum e oração, S. João Baptista é um exemplo de fortaleza e desprendimento, um poderoso intercessor em favor de todos os que sofrem perseguição, qualquer que seja a sua causa.

E no meu silêncio recordo a Igreja que sofre e é amordaçada no direito de livremente se poder exprimir e de Vos louvar, Senhor.

Nigéria, Sudão, China, Cuba, Bielorússia, Roménia, Rússia, Colômbia, Venezuela, Coreia do Norte, são países onde, actualmente, se verificam as situações mais críticas.

No meu silêncio, Senhor, curvo-me perante a coragem de todos aqueles que ao longo de 2002 sofreram por causa da fé: 100 345 cristãos foram presos, 938 morreram e 629 foram feridos.

Curvo-me perante as cruzes ignoradas e não contabilizadas de tantos cristãos que, penosamente, mas com coragem, as suportam pelo Vosso amor, no silêncio dos dias e das noites sem fim.

O Calvário repete-se diariamente, Senhor, em directo ou ao vivo e os gritos amordaçados dos que têm fome, dos doentes, dos desempregados e explorados, ecoam e ferem os nossos ouvidos.

E a Vossa pergunta angustiada “porque Me persegues?”, continua a não encontrar resposta no coração do homem.

Porquê, Senhor, e até quando?

 


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