Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

27
Mai 04

 

Desde o dia 25 de Abril de 2004, os portugueses, em especial, contam com mais uma intercessora no Céu. É a Beata Alexandrina, beatificada na Praça de S. Pedro por Sua Santidade o Papa João Paulo II.

Nascida na freguesia de Balasar, concelho de Póvoa de Varzim a 30 de Maio de 1904, veio a falecer a 13 de Outubro de 1955, depois duma vida de contínua imolação por amor de Jesus e pela conversão dos pecadores.

Aos 14 anos de idade, quando estava sozinha sofreu um encontro desagradável com um homem que, com más intenções, conseguiu entrar em sua casa.

Para se ver livre de tal situação, não hesitou em saltar por uma janela aberta que dava para o quintal, a qual distava do chão quase quatro metros, facto que muito veio a contribuir para a sua doença.

Impregnada por sentimentos de uma intensa caridade cristã, era uma alma profundamente eucarística.

Jesus Eucaristia era o seu bem mais precioso; a sua missão incendiar o mundo com o amor de Jesus e de Maria; os sacrários, a salvação dos pecadores e a integridade física do Santo Padre eram as suas preocupações constantes.

Mulher de muita e fervorosa oração escolheu para a sua campa as seguintes palavras:

“Pecadores, se as cinzas do meu corpo podem ser-vos úteis para vos salvar; aproximai-vos, passai sobre elas, calcai-as até que desapareçam, mas não pequeis mais. Não ofendais mais a Nosso Senhor! Pecadores, tantas coisas queria dizer-vos! Convertei-vos! Não ofendais a Jesus, não queirais perdê-LO eternamente! Ele é tão bom! Basta de pecar! Amai-O! Amai-O”.

Que a sua vida de oração, de amor a Jesus Sacramentado, de aceitação da dor e da sua oferta a Deus pela salvação dos pecadores, seja para nós um exemplo a seguir.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 14:21

08
Mai 04

 

 

 

Realizou-se nos dias 17 e 18 de Abril de 2004, a peregrinação nacional da Sociedade de S. Vicente de Paulo a Fátima, subordinada ao tema “Honra teu Pai e tua Mãe”, a qual foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal.

Do Conselho Central da Diocese, estiveram presentes 33 elementos entre vicentinos e acompanhantes.

Do programa, apraz salientar a realização da Assembleia Vicentina, no Centro Apostólico Paulo VI, o qual se encontrava repleto, a Saudação a Nossa Senhora na Capelinha das Aparições, a renovação do Compromisso Vicentino e consagração à Virgem e a adoração do Santíssimo Sacramento na Basílica.

Fátima … é sempre Fátima. Ponto de encontro de raças, povos e línguas, a Cova da Iria, esteja sol, frio ou chuva, continua a exercer o seu fascínio e a tocar os sentimentos mais profundos de todos aqueles que rumam ao Altar do Mundo para procurar a paz e o perdão, redobrar as forças, agradecer as graças obtidas ou colocar nas mãos da Mãe os problemas, angústias e aflições.

Assim aconteceu mais uma vez também com os vicentinos que anualmente vêm junto da sua protectora para a saudar e pedir ajuda e estímulo para continuar a luta contra as desigualdades e mergulhar na aventura da partilha e da descoberta do “Servo Sofredor” na pessoa do pobre, do marginalizado, nesta sociedade de egoísmos, «da imagem, da ostentação e do economicismo» e cuja maioria anónima e silenciosa sofre de solidão, de privações de vária ordem e da indiferença daqueles que foram bafejados pela sorte.

Fazendo minhas, as palavras de D. Manuel Martins «o que aconteceu em Fátima, não foi mais uma peregrinação ou mais uma assembleia. Foi sobretudo uma experiência pascal de Cristo Vivo, de Cristo Ressuscitado».

 

 

 

publicado por aosabordapena às 19:36

05
Mai 04

 

 

 

Crer é certeza, força no caminhar, um começar de novo. O cristão, caminhante peregrino, é um cidadão de fé e esperança que caminha em direcção a Deus.

Pressente que Alguém está com ele, mas não O sente. Está de noite, na noite da fé.

No seu íntimo, palpita o desejo do infinito e no seu coração o desejo de amar esse Deus que hoje quase se vislumbra e amanhã logo se afasta, mas que está connosco na certeza da fé.

Deus é a eterna odisseia no meio de tantas contradições, uma eterna aventura de procura incessante.

Um dia, a peregrinação terrena acabará bem como a fé e a esperança, essa nau esbelta que nos há-de transportar ao porto definitivo – Deus.

Ficará o Amor, a Pátria Celeste, a Vida Eterna, possessão total de vida interminável.

Ter fé é dar o salto de pé, sem garantia prévia, como Maria: “Servirei o Senhor como Ele quiser”. É correr o risco, renunciar à segurança da retaguarda, apostar por Deus como Abraão.

A Fé é um compromisso vital e comprometedor na pessoa de Jesus. É apostar tudo por Alguém que não é uma quimera, uma abstracção, mas um Deus Vivo. É apostar tudo por Jesus sem outra garantia que não seja o próprio Jesus.

A Fé é um dom, o primeiro dom de Deus, o fundamento absoluto de todos nós, a completa certeza na perfeita escuridão.

A vida com Deus é vida de Fé. E a Fé não é sentir mas saber. Não é emoção mas convicção. Não é evidência, mas certeza.

A certeza de que Deus está sempre PRESENTE.

 

publicado por aosabordapena às 19:29

Maio 2004
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
28
29

30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
as minhas fotos
As minhas visitas
counter customizable Exibir My Stats
mais sobre mim
pesquisar