Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

27
Nov 04

 

O Papa João Paulo II beatificou no passado dia 2 de Outubro, na Praça de S. Pedro, no Vaticano, o último imperador da Áustria, Carlos I de Habsburgo, reconhecendo-o como «um exemplo para quem tem responsabilidades políticas na Europa».

Na cerimónia participaram os quatro filhos ainda vivos do imperador, Otto de Habsburgo, a rainha Fabíola da Bélgica, a princesa Astrid e o príncipe Lorenz.

Cerca de 30 mil fiéis assistiram ao evento, entre os quais vários descendentes dos Habsburgo e representantes das famílias aristocratas europeias.

O Papa beatificou ainda a visionária alemã Anna Katharina Emmerick, a monja italiana Ludovica de Angelis, que esteve 50 anos ao serviço das crianças na Argentina, e os religiosos franceses Pierre Vigne e Joseph Marie Cassant.

A história de Carlos da Áustria, nascido a 17 de Agosto de 1887, cruza-se com a queda do império austro-húngaro a 11 de Novembro de 1918, quando forçadamente abdicou do trono, tendo escolhido a ilha da Madeira para exílio político, onde desembarcou no dia 19 de Novembro de 1921.

Casado a 21 de Outubro de 1911 com a princesa Zita de Borbone-Parma, o casal teve oito filhos.

Uma «gripe com localização bronco pulmonar» leva-o à morte aos 34 anos, no dia 1 de Abril de 1922, com o olhar dirigido ao Santíssimo Sacramento. Como recordou ainda no leito da morte, o lema da sua vida foi: «todo o meu empenho é sempre, em todas as coisas, conhecer o mais claramente possível e seguir a vontade de Deus, e isto de forma perfeita».

Carlos suportou o seu sofrimento sem lamentações, perdoando a todos aqueles que o tinham magoado e ofendido.

Reduzido à pobreza «adoeceu gravemente, aceitando a doença como sacrifício pela paz e a unidade dos seus povos». «Serviu o seu povo com justiça e caridade», explicou o cardeal José Saraiva Martins, perfeito da Congregação para a Causa dos Santos, na cerimónia de promulgação do decreto que reconheceu o milagre. «Procurou a paz, ajudou os pobres, cultivou com empenho a sua vida espiritual. A fé apoiou-o desde a juventude, sobretudo no período da I Guerra Mundial e no exílio na ilha da Madeira, onde morreu santamente», acrescentou o cardeal português.

O seu exemplo e comportamento ao longo da vida são a confirmação de que a aceitação dos desígnios de Deus a nosso respeito, são o caminho certo para a santidade e a felicidade enquanto vivemos a transitoriedade desta vida terrena.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 14:07

07
Nov 04

 

(Convento de Cristo em Tomar)

 

   O Francisco, jovem estudante da antiga Escola Industrial
e Comercial de Bragança, hoje, Escola Abade de Baçal,
gostava das «coisas da Igreja».
   Havia frequentado com empenho a Catequese, tendo sido
acólito na sua Paróquia.
Recebido o Sacramento do Crisma, o Francisco, jovem,
mas adulto na fé, continuava imparável nos seus estudos.
Contudo, no seu íntimo, a ideia dum maior comprometimento
com Jesus, esse Jesus que deixou a casa, a família, os bens
e a própria vontade, para fazer a vontade do Pai e se entre
gar a fazer bem aos que mais precisavam dele; esse Jesus
que evangelizou os pobres, acolheu e perdoou pecadores,
promoveu os marginalizados pela lei e pela sociedade,
começou a germinar e o seu “coração ardia-lhe no peito”
 como aos discípulos de Emaús.
   Era uma tarde cinzenta de Outono. O pai, a mãe e o
irmão mais novo estavam confortavelmente a ver televisão.
   O Francisco decide-se e lança-lhes a pergunta: e se eu
fosse para o Seminário?
   O pai, atónito, fez de conta que não ouviu. A mãe ficou
inquieta e ansiosa.
 O irmão continuou a ver o filme.
   O certo é que, no ano seguinte, o milagre aconteceu.
O Francisco entrou no Seminário, levando no coração a
concordância do pai, a saudade da mãe e o orgulho e
 incentivo do irmão.
   Aí chegado, cedo viu confirmada a ideia que tinha
do Seminário: o local privilegiado da formação dos futuros
padres, formação essa que abrange vertentes tão variadas
como a humana, cristã, espiritual, científica e pastoral;
 cedo interiorizou que no dia a dia do Seminário se aprende
a viver em comunidade, se reza, se medita; que há activida
des lectivas, tempos de estudo, desporto e lazer como
teatro, música, visitas culturais etc.…
   Perspicaz, e tendo conhecimento de que alguns dos
seus companheiros de aventura, não podiam suportar o
custo integral dos estudos por dificuldades financeiras das
suas famílias, o Francisco ficou a saber que o Seminário vive,
para além do contributo das famílias que podem, de
contributos de sacerdotes, leigos e de instituições; do
ofertório das paróquias em géneros e dinheiro na semana
dos Seminários; da constituição de bolsas de estudo a favor
dos mais carenciados.
   Com o partilhar da sua história e do seu dia a dia,
quis o Francisco desassossegar as consciências, e alertar
todas as comunidades cristãs de que o Seminário precisa
do empenhamento e da participação de todos; que ajudar
com orações e materialmente o Seminário é urgente para
que os futuros pastores do povo de Deus não deixem de
receber a necessária formação, para que um dia possam
exercer em plenitude o seu múnus sacerdotal.
   Todos os domingos, o Seminário retribui, oferecendo a
Eucaristia pelos seus benfeitores e amigos.
   Sejamos sensíveis aos apelos do Francisco.
A partilha é uma forma de evangelizar.
 Não deixemos de ajudar o nosso Seminário.
   (Este Francisco imaginário partilha integralmente o ser
e o sentir do autor)
publicado por aosabordapena às 16:52

03
Nov 04

 

Paira no ar um aroma adocicado das flores outonais misturado com o odor intenso das velas ardendo suavemente.

O cemitério, lugar de repouso transitório, cede lugar a um movimentado ponto de encontro social onde, sentimentos como saudade, recolhimento, tristeza, contrastam com situações de exagero e superficialidade. É assim a vida. É assim o homem.

Neste dia em que recordamos os nossos amigos e entes queridos que se purificam no purgatório, antes da sua entrada na glória, é ocasião propícia para recordar a insignificância humana, ou seja que, no dia da nossa morte, tudo continuará como se nada tivesse acontecido.

O trânsito fluirá normalmente, os cafés continuarão a funcionar e o arraial não será interrompido.

É, pois, tempo de reflexão. Para o cristão, a vida não acaba com o cessar do ritmo biológico. É na morte que começa a verdadeira vida.

É urgente estabelecer prioridades, fazer desde já a reserva, preparar a bagagem, sem medo do excesso de peso. O «nosso tempo há-de cumprir-se», mais cedo, mais tarde, mais logo, que será sempre «o quando Deus quiser». 

Apesar de aparente contradição, devemos ficar alegres, pois no purgatório onde os nossos se encontram, há alegria. E há alegria, porque há esperança, embora dolorosa. Esperança da visão de Deus que nos concedeu a nós que ainda peregrinamos neste mundo terreno e passageiro, o poder de aliviar as penas das almas do purgatório, de acelerar a sua entrada no paraíso, rezando e fazendo boas obras. Tal tem concretização através do dogma consolador da comunhão dos Santos, pela relação e interdependência de todos os fiéis de Cristo, os que estão na terra, no céu ou no purgatório.

Comemoração dos Fiéis Defuntos. Tempo de saudade, de silêncios e de esperança. A nossa está em Jesus que venceu o desespero e ressuscitou dentre os mortos. Com Ele havemos nós e os nossos defuntos de ressuscitar. É esta a Sua promessa e a nossa esperança.

Reconciliemo-nos com os nossos mortos e peçamos ao Senhor que lhes dê o eterno descanso.

Novembro 2004

Paira no ar um aroma adocicado das flores outonais misturado com o odor intenso das velas ardendo suavemente.

O cemitério, lugar de repouso transitório, cede lugar a um movimentado ponto de encontro social onde, sentimentos como saudade, recolhimento, tristeza, contrastam com situações de exagero e superficialidade. É assim a vida. É assim o homem.

Neste dia em que recordamos os nossos amigos e entes queridos que se purificam no purgatório, antes da sua entrada na glória, é ocasião propícia para recordar a insignificância humana, ou seja que, no dia da nossa morte, tudo continuará como se nada tivesse acontecido.

O trânsito fluirá normalmente, os cafés continuarão a funcionar e o arraial não será interrompido.

É, pois, tempo de reflexão. Para o cristão, a vida não acaba com o cessar do ritmo biológico. É na morte que começa a verdadeira vida.

É urgente estabelecer prioridades, fazer desde já a reserva, preparar a bagagem, sem medo do excesso de peso. O «nosso tempo há-de cumprir-se», mais cedo, mais tarde, mais logo, que será sempre «o quando Deus quiser». 

Apesar de aparente contradição, devemos ficar alegres, pois no purgatório onde os nossos se encontram, há alegria. E há alegria, porque há esperança, embora dolorosa. Esperança da visão de Deus que nos concedeu a nós que ainda peregrinamos neste mundo terreno e passageiro, o poder de aliviar as penas das almas do purgatório, de acelerar a sua entrada no paraíso, rezando e fazendo boas obras. Tal tem concretização através do dogma consolador da comunhão dos Santos, pela relação e interdependência de todos os fiéis de Cristo, os que estão na terra, no céu ou no purgatório.

Comemoração dos Fiéis Defuntos. Tempo de saudade, de silêncios e de esperança. A nossa está em Jesus que venceu o desespero e ressuscitou dentre os mortos. Com Ele havemos nós e os nossos defuntos de ressuscitar. É esta a Sua promessa e a nossa esperança.

Reconciliemo-nos com os nossos mortos e peçamos ao Senhor que lhes dê o eterno descanso.

 

publicado por aosabordapena às 20:06

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