Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Nov 04

 

O Papa João Paulo II beatificou no passado dia 2 de Outubro, na Praça de S. Pedro, no Vaticano, o último imperador da Áustria, Carlos I de Habsburgo, reconhecendo-o como «um exemplo para quem tem responsabilidades políticas na Europa».

Na cerimónia participaram os quatro filhos ainda vivos do imperador, Otto de Habsburgo, a rainha Fabíola da Bélgica, a princesa Astrid e o príncipe Lorenz.

Cerca de 30 mil fiéis assistiram ao evento, entre os quais vários descendentes dos Habsburgo e representantes das famílias aristocratas europeias.

O Papa beatificou ainda a visionária alemã Anna Katharina Emmerick, a monja italiana Ludovica de Angelis, que esteve 50 anos ao serviço das crianças na Argentina, e os religiosos franceses Pierre Vigne e Joseph Marie Cassant.

A história de Carlos da Áustria, nascido a 17 de Agosto de 1887, cruza-se com a queda do império austro-húngaro a 11 de Novembro de 1918, quando forçadamente abdicou do trono, tendo escolhido a ilha da Madeira para exílio político, onde desembarcou no dia 19 de Novembro de 1921.

Casado a 21 de Outubro de 1911 com a princesa Zita de Borbone-Parma, o casal teve oito filhos.

Uma «gripe com localização bronco pulmonar» leva-o à morte aos 34 anos, no dia 1 de Abril de 1922, com o olhar dirigido ao Santíssimo Sacramento. Como recordou ainda no leito da morte, o lema da sua vida foi: «todo o meu empenho é sempre, em todas as coisas, conhecer o mais claramente possível e seguir a vontade de Deus, e isto de forma perfeita».

Carlos suportou o seu sofrimento sem lamentações, perdoando a todos aqueles que o tinham magoado e ofendido.

Reduzido à pobreza «adoeceu gravemente, aceitando a doença como sacrifício pela paz e a unidade dos seus povos». «Serviu o seu povo com justiça e caridade», explicou o cardeal José Saraiva Martins, perfeito da Congregação para a Causa dos Santos, na cerimónia de promulgação do decreto que reconheceu o milagre. «Procurou a paz, ajudou os pobres, cultivou com empenho a sua vida espiritual. A fé apoiou-o desde a juventude, sobretudo no período da I Guerra Mundial e no exílio na ilha da Madeira, onde morreu santamente», acrescentou o cardeal português.

O seu exemplo e comportamento ao longo da vida são a confirmação de que a aceitação dos desígnios de Deus a nosso respeito, são o caminho certo para a santidade e a felicidade enquanto vivemos a transitoriedade desta vida terrena.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 14:07

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