Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

27
Jan 05

 

Fins de Dezembro de 2004. O mar rugiu e as águas, na sua voracidade, galgaram a terra, provocando uma imensa catástrofe no sudeste asiático: 157.000 mortos e 5 milhões de desalojados.

No meu silêncio … ouço gritos lancinantes de dor, angústia e terror e, medito nas palavras do Salmista: «Diante de Ti, Senhor, a minha existência é como nada».

E, escuto-Vos, Senhor. Tentando perceber e perceber-me, debruçado sobre a insignificância humana e o quão a vida é efémera, fico a cismar … a cismar…

publicado por aosabordapena às 12:38

15
Jan 05

 

 

 Imagem da Net
  
Decorre de 18 a 25 de Janeiro, a Semana da Unidade Cristã. É pois tempo de reflexão acerca deste tema ao qual aludiu D. António Montes Moreira aquando da realização da Assembleia Regulamentar do Conselho Central da Sociedade de S. Vicente de Paulo, no passado dia 11 de Dezembro, afirmando: “A Igreja é uma comunidade, e uma paróquia não é uma estação de serviços de assistência religiosa. Uma paróquia é uma comunidade, e vivendo-se bem esse espírito comunitário, então é mais fácil criar movimentos de caridade”.
De facto, vivendo em comunidade, tudo se torna mais fácil, tudo tem mais sentido. Da união de vontades, de projectos e de entendimentos federados à volta do Pároco, pólo aglutinador dos anseios e necessidades da comunidade, resultará por certo uma comunidade mais viva e actuante, um exemplo para aqueles que vivem à margem do Reino de Deus.
Daí a importância de saber viver em comunidade. E, viver em comunidade é alegrarmo-nos com o êxito dos outros; é fazer os impossíveis por participar em todos os actos nos quais a paróquia está envolvida; é contribuir para que tudo corra bem; é sentir como nossa a angústia do fracasso quando algo não corre bem; é saber fazer e saber estar, sempre em espírito de serviço.
Mal vai uma paróquia quando minada por sentimentos de rivalidade, de competição e de ciúmes. Poderá ser um somatório de boas vontades individuais, mas paróquia é que não é.
Com estas considerações, não se pretende criticar nada nem ninguém, mas tão-somente provocar uma reflexão individual e contribuir para um aperfeiçoamento da nossa vida comunitária, da nossa relação com Deus e com os outros.
Graças a Deus que na nossa Paróquia se tem trabalhado e bem. Tal facto é visível na vertente litúrgica, social, catequética, informativa, apostólica, administrativa, etc. …
«A paróquia é a comunidade eucarística e o coração da vida litúrgica das famílias cristãs. (Cat.I. Cat. 2226) O local por excelência para louvar a Deus. Seria impensável pretender estar em íntima união com Deus, sem estar em união com os que se sentam ao nosso lado.
Diz S. João Crisóstomo (Incomprehens 3, 6), que “tu não podes rezar em tua casa como na igreja, onde muitos se reúnem, onde o grito é lançado a Deus de um só coração. Há lá qualquer coisa mais: a união dos espíritos, a harmonia das almas, o laço de caridade, as orações dos sacerdotes”.
Por isso, se queremos viver autenticamente na graça de Deus, não nos resta outra solução senão viver, cada vez mais, em comunidade.
Não desperdicemos oportunidades.
 
publicado por aosabordapena às 14:50

02
Jan 05

 

No seguimento do seu plano de actividades o Conselho Central da Sociedade de S. Vicente de Paulo da Diocese de Bragança-Miranda, através dos vicentinos e vicentinas das 3 conferências existentes na cidade, promoveu no dia 18/12/2004, uma campanha de recolha de géneros alimentares para a Ceia de Natal de 35 famílias carenciadas a qual teve lugar em dois hipermercados que, muito gentilmente, disponibilizaram os seus espaços para o efeito.

É com grande satisfação que podemos referir que, graças à generosidade da população de Bragança, sensível àqueles que sofrem e se encontram em situação de carência, foi atingido o objectivo pretendido, tendo sido recolhidos muitos bens alimentares com os quais foi possível compor os cabazes de Natal que na tarde do dia 21 foram levados à morada das famílias previamente referenciadas.

A tarde estava fria e a noite já se anunciava. A presença e a palavra amiga dos vicentinos foram para todos, motivo de alegria. A solidão foi por algum tempo derrotada.

“Olha bacalhau”, “Deus lembrou-se de mim que estou para aqui sozinho e abandonado”, ou simplesmente agradecendo com um brilho humedecido nos olhos, foram reacções que fazem pensar e que dão forças aos vicentinos para, na discrição e na humildade da sua acção, continuar a lutar contra todas as formas de pobreza, apesar de serem poucos e sem qualquer auxílio exterior aos seus próprios meios.

Neste mundo conturbado e em crise em que vivemos, tem, cada vez mais pleno cabimento a prática da caridade cristã «a maior de todas as virtudes» e «sem a qual, diz S. Paulo, eu nada sou (…) E tudo o que é privilégio, serviço, mesmo virtude …, «sem caridade, não serve para nada».

Para os benfeitores dos vicentinos e suas famílias e para os pobres por aqueles assistidos, votos de um feliz Ano de 2005.

 

 

publicado por aosabordapena às 21:23

(D. António M. Moreira)

 

Teve lugar no dia 11 de Dezembro de 2004 a Assembleia Regulamentar das Conferências Vicentinas à qual presidiu o Bispo da Diocese, D. António Montes Moreira.

Foi uma ocasião propícia à reflexão acerca da pobreza no mundo, na diocese, na cidade e na paróquia, realidade existente, bem próxima de nós cristãos que a não vemos ou não queremos ver.

Emocionamo-nos e por vezes deixamos cair uma lágrima, quando vemos relatadas na televisão, situações dramáticas de abandono, de miséria e de injustiça.

Infelizmente, e na maior parte das vezes, não passamos daí. Ficamos sensibilizados, com pena. Mas quando, no dia a dia, somos confrontados com a realidade próxima, com a possibilidade de podermos contribuir, quanto mais não seja com a nossa presença, de passar à acção, simplesmente nos demitimos da nossa obrigação de viver em comunidade.

Preferimos viver à margem de nós mesmos e dos outros, porque não vivemos em verdadeiro espírito comunitário. Como se a seara do Senhor não fosse a mesma.

Esta reflexão decorre, como foi reconhecido na assembleia vicentina, da necessidade de unir esforços, de multiplicar boas vontades, de fazer parcerias informais com outras entidades privadas ou públicas, movimentos de Igreja, etc., no sentido de despertar consciências e procurar todos os caminhos possíveis para que a fome e a miséria sejam derrotadas pois a “questão social” do tempo do Beato Frederico Ozanam continua em aberto.

Estas assembleias anuais servem, não só para o relato das actividades realizadas, como também para os vicentinos e vicentinas recuperarem forças, redobrarem esforços e se consciencializarem da importância da sua acção exercida no silêncio e na discrição do dia a dia. Acção que alicerçada na oração e na meditação da Palavra de Deus, é um meio de evangelização, de ser testemunha do amor do Cristo marginalizado pela sociedade do seu tempo, no contacto com os mais desfavorecidos.

Após a assembleia, teve lugar a celebração da Eucaristia, presidida pelo nosso Bispo e concelebrada pelo pároco P. José Carlos e pelo Sr. Cónego Nogueira Afonso, finalizando assim da melhor forma este dia de espiritualidade e reflexão vicentinas.

Seguiu-se o tradicional jantar de confraternização como expressão de amizade e do são convívio existente entre todos ao longo do ano.

A todos os que tiveram a caridade de nos ouvir, ao Sr. Dr. Pedro Guerra, ao vicentino Luís Roque, presidente do Conselho Central Masculino do Porto, a todos os vicentinos e vicentinas presentes o nosso muito obrigado pela a presença e colaboração, com votos de um Ano Novo pleno das maiores venturas pessoais e profissionais.

 

publicado por aosabordapena às 20:38

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