Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

27
Mai 05

 

 

A seguir aos momentos de dor e comoção pela morte do Papa João Paulo II, instalou-se uma grande ansiedade no seio do “povo de Deus”.

Com efeito, após o início do conclave no dia 18 de Abril, as horas arrastavam-se e o fumo negro ia adiando a notícia pela qual todo o mundo crente e não crente ansiava.

Dia 19, pelas 17 horas e 50, eis que o fumo branco brotou da chaminé da Capela Sistina. A confirmar a sua aparição, às 18 horas e 5 em ponto, os sinos da Cidade Eterna repicaram efusiva e festivamente.

A emoção tomou conta da multidão presente na Praça de S. Pedro e dos milhões de pessoas que, de olhos cravados no pequeno ecrã, ansiosamente esperavam a anunciada notícia.

Às 18 horas e 43 a varanda central da Basílica abriu-se finalmente e, lentamente, o cardeal protodiácono anunciou ao mundo: “Habemus Papam”. Joseph Ratzinger que escolheu o nome de Bento XVI.

Uma explosão de alegria e de entusiasmo irrompeu quando Bento XVI surgiu à janela, acenando, como querendo abraçar o mundo, um sorriso rasgado estampado no rosto, um olhar tímido e humilde.

Eis as primeiras palavras do 265º Sumo Pontífice da Igreja Católica: «Queridos irmãos e irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os cardeais escolheram-se a mim, um simples e humilde trabalhador das “vinhas do Senhor”: o facto de o Senhor saber trabalhar e agir, mesmo com meios insuficientes, consola-me e, acima de tudo, faz-me confiar nas vossas preces. Com a alegria de Cristo Ressuscitado, confio no Seu apoio constante. Caminharemos com a ajuda do Senhor, e Maria estará ao nosso lado».

Palavras suficientes para provocar uma onda de alegria, propícias a uma imediata aceitação e adesão em torno da sua figura.

Palavras prenunciadoras de esperança neste pontificado que ora se inicia, tendo ao leme um grande teólogo, um grande intelectual, mas sobretudo «um Papa que seja santo, que seja amigo de Jesus Cristo, um verdadeiro católico, que ame Deus e a Sua obra e que ame a Sua Igreja» no dizer do Sr. P. João Seabra.

Que o Espírito Santo lhe dê a sabedoria para enfrentar com coragem os grandes desafios que se colocam à Igreja Católica neste mundo complexo e conturbado em que vivemos e assim possa cumprir, com eficácia, o mandato de Jesus: Bento XVI «apascenta as minhas ovelhas».

 

publicado por aosabordapena às 18:33
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06
Mai 05

 

É o mês de Maio, liturgicamente, um mês de excelência.

No mês em que se cultua, de forma expressiva e afectuosa, a Bem-Aventurada Virgem Maria, a Igreja celebra solenemente a Ascensão do Senhor, o Pentecostes, a Santíssima Trindade e o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Ascensão de Cristo é a etapa final duma história de amor. Deus amou tanto a humanidade pecadora que lhe deu o próprio Filho para a salvar.

Jesus ao encarnar no seio de Maria desceu do Céu e participou da nossa humanidade, «tornando-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado». (Heb 4, 15) «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do Homem». (Jo 3, 13)

A Sua Ascensão ao Reino glorioso do pai deu aos homens a esperança de também eles, «irem um dia ao Seu encontro, como membros do Seu Corpo».

É esta esperança que dá força e razão de ser à nossa fé. Com a Ascensão do Senhor não ficámos órfãos.

Nos céus, Cristo exerce permanentemente o Seu sacerdócio, «sempre vivo para interceder a favor daqueles que, por Seu intermédio, se aproximaram de Deus». (Heb 7, 25)

Na terra, a Sua presença real na Eucaristia é o modo único pelo qual Cristo quis ficar presente na Sua Igreja, para alimentar a nossa vida espiritual e reforçar a nossa união com Ele, para nos purificar e comprometer com os mais pobres, para que se efective a unidade dos cristãos.

No Pentecostes, o Espírito Santo, manifesta-se, dá-se e comunica-se como pessoa divina guiando os caminhos do homem, de forma misteriosa e surpreendente, rumo à «Casa do Pai», fazendo frutificar durante a sua peregrinação terrena, graças ao seu poder e acção, «amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e auto-domínio».

(Gal 5, 22-23)

No Pentecostes, revelou-se plenamente a Santíssima Trindade, mistério central da fé e da vida cristã. «A fé católica é esta: venerarmos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem confundir as pessoas nem dividir a substância: porque uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo, uma só é a divindade, igual a glória, coeterna a majestade». (Catecismo I. Cat. 266)

Com a festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, o povo de Deus presta homenagem de forma solene e pública a tão precioso dom – a presença eucarística de Cristo.

A sua presença é força, é vida em abundância, é amor sem limites por parte Daquele que nos fala e diz: "sou Eu, aqui, presente no meio de vós; Eu, que morri por vós, vivo agora por vós e quero viver em vós, para fazer de vós minhas testemunhas, para vos libertar dos vossos medos e preocupações, para inundar o vosso ser de silêncio e serenidade. Tenham confiança. Eu nunca vos abandonarei".

 

 

publicado por aosabordapena às 16:46

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