Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

03
Jul 09

 

Foto da Net

 

 

Consultando o Ideias Fundamentais constata-se que o MCC surgiu ao terminar a década de quarenta do séc. XX devido à constatação dos seus iniciadores de que «o mundo estava de costas voltadas para Deus, para Cristo e a sua Igreja».

Preconizava-se então que «toda a solução apostólica para ser eficaz, deveria dirigir o seu olhar para a vida humana e que não bastava uma solução parcial e individualista mas que era necessária uma transformação ambiental que atingisse todos e tudo».

A finalidade última era a de transformar em cristã uma sociedade que tinha deixado de o ser.

Ainda segundo o Ideias Fundamentais as linhas fundamentais de acção eram:

a) Uma pastoral de evangelização. b) Um despertar a fome de Deus. c) Uma pregação de conversão. d) Uma visão da Igreja como sacramento universal de salvação. e) Uma visão do cristão como apóstolo. f) Uma visão do mundo como o conjunto de pessoas que Deus quer redimir.

Se verificarmos a situação actual constatamos que o nosso mundo, o mundo no qual vivemos é um mundo surdo à Palavra de Deus.

Um mundo que tem outros deuses: a imoralidade, a vaidade, a corrupção, o dinheiro e o prazer fáceis. É um mundo onde impera uma indiferença atroz ao divino, ao transcendente e que tem uma apetência exagerada pelas coisas materiais. O homem de hoje não sente a necessidade de Deus. Apesar das grandes tragédias naturais, das mortíferas guerras que ensanguentam e enlutam o mundo, dos ataques terroristas que o atemorizam, o homem vive alheado de Deus. Devido á evolução da técnica, da ciência, das novas tecnologias, o homem sente-se como já não precisando de Deus para nada.

Daí que as premissas dos iniciadores do Movimento continuam integralmente válidas e actuais face á conjunta actual.

A renovação do Movimento passará, talvez, por um esforço de actualização dos meios, formas e linguagem; talvez, por uma maior exposição e intervenção públicas de modo a atingir de uma forma mais eficaz o homem nosso irmão que vive a nosso lado e o leve a pensar, por exemplo, na transitoriedade da vida e da sua condição de peregrinos de passagem para a “Casa do Pai”; que o leve a pensar que a felicidade está mais no “ser” do que no “ter”; que Deus é um Pai misericordioso disposto a perdoar e que quer salvar todos os homens, pois nenhum Lhe é indiferente.

Na conferência inaugural do V Simpósio do Clero de Portugal que terminou aqui em Fátima no passado dia 8, o Bispo D. Rino Fisichella defendeu “ a necessidade de reflectir sobre o contexto em que se realiza o anúncio de salvação actualmente, senão corre-se o risco de se usarem linguagens incompreensíveis para os nossos contemporâneos.”

Também no passado dia 6, o papa Bento XVI referiu na sua habitual catequese das quartas-feiras que o objectivo da nossa vida deve ser «conhecer Jesus», porque se isso não acontecer» ficamos sempre a sós, connosco mesmo, como frente a um espelho, cada vez mais sós» e exortou os presentes na audiência geral «a deixar-se conquistar por Jesus, a estar com Ele e a convidar também os outros a partilhar esta companhia indispensável».

São estes desafios que também se colocam aos cursilhistas. Precisamos de um novo Pentecostes.Com a nossa vontade, a acção inspiradora do Espírito Santo, a intercessão de Maria e em especial a intercessão do nosso patrono o Apóstolo S. Paulo levaremos a bom termo a tarefa de anunciar aos outros a fé no Crucificado – Ressuscitado

De Colores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 21:53

 

 

16, 30 horas. Praia de Carcavelos. Uma ligeira brisa fazia ondular os chapéus de sol. Corpos tisnados pelo sol atapetavam o imenso areal. A água estava quente e as ondas vinham suavemente demoronar-se na praia. Hoje fui acompanhado pelos meus netos: Adriana, João e Daniela e pela avó Elisa. Feliz coincidência foi termos encontrado a prima Carolina e a mãe. O João e a Daniela gostaram da aventura de enfrentar as ondas do mar agarrados ao avô. O pior foi que, passados alguns minutos, começaram a tiritar de frio o que fez com que terminasse mais cedo a brincadeira.

Entretanto a Adriana e a Carolina, porque mais crescidas, já se aventuravam mar adentro furando as ondas.

Depois de enxutos e vestidos foram lanchar os seus yogurtes e saborear um bom gelado. Ao longe passava um grande transatlântico rumo ao mar imenso e o céu era atordoado por uma esquadrilha de cinco helicopteros.

O vento continuava a soprar ligeiramente. Era altura de regressar a casa para um reconfortante duche.

publicado por aosabordapena às 21:24

01
Jul 09

 

 

É o Movimento dos Cursos de Cristandade a forma e o caminho escolhido pelos cursilhistas para viver e conviver na fé, e também um caminho de santificação pessoal e de exercício apostólico no sentido de dar a conhecer aos outros a infinita misericórdia de um Deus que morreu e ressuscitou para nos salvar, para que também nós, libertos do pecado, possamos um dia igualmente fruir da glória perene que Jesus nos prometeu.

Nesta perspectiva, o MCC é a casa comum que nos alberga, animados de um só espírito e vontade e donde partimos, para que, pelo testemunho e vivência pessoal no dia a dia das nossas vidas, possamos anunciar a toda a gente, aquele Jesus, fonte de água viva que nos interpela e envia como mensageiros da sua doutrina.

Por isso o MCC é a “Casa do Pai”, onde não há lugares marcados nem deve imperar a intriga, a inveja e o ciúme; onde não há ricos nem pobres, onde os cursilhistas se sentam à mesma mesa para falar da sua vida espiritual, dos seus êxitos e fracassos, e onde vão buscar a fortaleza para viver mais cristãmente e ser fermento evangélico nos locais e ambientes que frequentam e por onde passam.

E sendo o MCC “ casa, lar, viveiro” onde germinam as mais diversas flores e árvores, não pode deixar de haver unidade. Unidade nos objectivos, unidade na acção, unidade na conjugação de esforços.

Para além da unidade tem que haver comunhão que dê solidez a essa unidade. Comunhão de ideias, comunhão no sentido da inter ajuda pessoal, comunhão de alegrias e tristezas, comunhão alicerçada pelo amor fraterno que aceita e integra as diferentes sensibilidades e temperamentos, para que a “Casa do Pai” terrena, seja uma verdadeira forja onde se lançam os alicerces dum verdadeiro espírito de grupo e onde se aprendem a estreitar os laços de amor comunitário, nas suas mais variadas vertentes, característica que deve ser primordial dos cursilhistas e que foi o sinal de união e reconhecimento dos primeiros cristãos. Estes «eram assíduos ao ensino, à união fraterna, à fracção do pão e às orações» e «tinham um só coração e uma só alma». (Actos Apóstolos, 2, 42 e 4, 32)

Que melhor caminho podemos encontrar para a transformação do MCC numa verdadeira escola de amor e de comunhão senão seguir o seu exemplo? 

De colores

 

 

 

publicado por aosabordapena às 22:12

 

São Pedro do Estoril. Hoje fui á praia com a minha neta Adriana. O dia estava sombrio e a chuva ameaçava. Porém, por volta das 10h, o tempo tornou-se mais ameno o que facilitou umas horas de repouso, porque tomar banho era impossível já que as ondas estavam alterosas. A bandeira vermelha assim o assinalava.

Este facto permitiu uma observação mais atenta  do que se passou nesta manhã enevoada. Apesar de tudo, o areal era um mar de gente. Crianças com os seus bonés garridos tornavam o ambiente agradável. As suas brincadeiras, os seus risos, os seus choros, as suas trapalhices eram motivo de observação. Havia, entre outras, crianças da Escola 31 de Janeiro da Parede; da creche e infantário "A Curiosidade" de Idanha-a-Velha(sugestivo nome o desta instituição),  da Colónia de férias do "Século". Uns brincavam á bola, outros lutavam contra o mar evitando que a àgua destruisse as suas pirâmides e fortalezas de areia reforçando-as com montes de areia.

Abrigadas junto a um muro, um grupo de idosas cantava alegremente melodias dos seus tempos de jovens.É o relembrar da meninice, a derrota da solidão, a afirmação de que ainda existem.

Ao longo da praia deambulavam elementos da Assoçiação "Criar afectos" ostentando as suas camisolas alaranjadas contendo além da sua identificação,o slogan "Eu fui à praia".

Criar afectos, uma necessidade urgente dos dias que correm. Contra ventos e marés é imperioso criar afectos que amenizem as relações pessoais e as relações colectivas.

Foi uma manhã diferente que passei com a minha neta. Amanhã há mais.

publicado por aosabordapena às 18:42

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