Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

15
Nov 09

 

 

 

O homem, minúsculo grão de areia da espantosa engrenagem que é o universo criado por Deus, é um ser frágil, “formado do pó da terra”, inconstante, um eterno insatisfeito.

Fruto da sua fragilidade, da sua cegueira e sede crescente de “ter e poder”, não poucas vezes ofende a Deus e aos homens seus irmãos.

E quando tal acontece, o coração endurece, a consciência pesa, as relações tornam-se azedas e os comportamentos agressivos.

É o corte da harmonia e estabilidade emocionais, da ausência de paz e tranquilidade.

Nestas condições, o nosso Deus, sempre acolhedor e compreensivo, espera com ternura o regresso do “filho pródigo”, porque «Deus é Amor», é perdão.

Como então à mulher adúltera, também hoje, Jesus continua a dizer-nos: «Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar». (Jo 8, 10-11)

Consciente da misericórdia divina, o cursista encontra na reunião do seu Grupo uma forma de crescer espiritualmente, um apelo constante à perfeição e à conversão, um incentivo para não desistir, um alento nos fracassos.

Poderíamos dizer que ser cursista é um projecto de santificação, de crescimento na Fé, Esperança e Caridade por meio da oração, da aprendizagem e actualização constantes da Palavra de Deus, pela acção concreta em prol dos mais necessitados, aqueles que Deus acarinha de forma especial.

Conversão dos comportamentos, das mentalidades, das relações interpessoais, conversão do coração, é o grande desafio de todos os cristãos e dos cursistas em particular, desafio alicerçado na força do Espírito de Deus, pois só o Espírito vence as tendências humanas negativas.

Este tempo santo da Quaresma que Deus na sua infinita misericórdia nos permite estar a viver, é a época propícia para arrepiar caminho, para recuperar o tempo perdido, para a conversão ao Deus que nunca se zanga e nunca castiga o homem pecador.

Tempo de acolher o chamamento do Senhor: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve». (Mt 11, 28-30)

Que mais pode o cristão desejar?

 

publicado por aosabordapena às 19:14

 

 (Wadi Kharar, nas margens do Rio Jordão.

Pensa-se ter sido neste local onde S. João

Baptista baptizou Jesus)

 

O mundo em que, por dom divino, nos é dado hoje viver, é um mundo em rápida e constante transformação, globalizado, altamente competitivo, que não se compadece com aqueles que não conseguem acompanhar o ritmo alucinante imposto pela concorrência desenfreada, pelo apelo ao consumo, pela procura do sucesso a qualquer preço.

É um mundo técnica e cientificamente avançado, mas infeliz, em que as pessoas vivem durante mais tempo, têm mais qualidade de vida, mas que, simultaneamente é gerador de guerras, de milhões de pobres, de um número incontável de deslocados e refugiados. 

É um mundo cruel que destrói inúmeros excedentes alimentares quando há tanta gente com fome. É um mundo inseguro, onde o terrorismo grassa, as atrocidades se sucedem e o desrespeito pela vida humana, com especial referência pela vida das crianças, atinge limites inimagináveis. 

Em termos de valores morais e comportamentais, assiste-se a uma crescente degradação e a uma indiferença religiosa assustadora.

O homem julga poder prescindir do Criador, por isso esquece-se de Deus, o qual continua, na Sua infinita misericórdia, a fazer brotar a vida em todas as suas vertentes e latitudes, apesar da insensatez humana.

Perante este quadro negro, o cursista não pode atemorizar-se e refugiar-se no seu pequeno núcleo familiar, no seu restrito grupo de amigos, no seu grupo de ultreia. Precisa saber olhar o mundo para mais saber sobre Deus e poder influir pela oração, pela acção e pelo testemunho na sociedade, com vista a minorar as agruras em que vivem os homens seus irmãos. Como seres eminentemente sociais que somos, seres de relação e co-responsáveis pelos que caminham connosco, dependentes do trabalho e da vida de outros irmãos, do seu modo de ser e de estar, é o cursista desafiado a destruir o próprio egoísmo e a lutar por uma sociedade mais solidária, mais caritativa e mais feliz.

O mundo anda cansado de tantas ilusões, de tantas promessas e falsas expectativas. Cansado de esperar. É pois urgente que o cursista decida actuar e participar na história humana do dia a dia, como cristão autêntico, que deseja o melhor para a Humanidade e cujo sonho seja a paz, a derrota da fome e da solidão, a fraternidade universal, a adesão de todos os homens à Boa Nova de Jesus Ressuscitado, cuja obra redentora pretende a salvação de todos os homens e da qual o cursista deve ser obreiro empenhado.

Cabe-lhe ainda, de igual forma, contribuir por todos os meios ao seu alcance, para o crescimento duma consciência moral e social, de modo que, todos e cada um dêem as mãos, e unidos caminhem já neste mundo, gozando da felicidade que Deus Criador quer participada por todos os seres humanos.

E então Deus, olhando ternamente do “Seu condomínio celestial”, ficará “satisfeito” com o trabalho desenvolvido pelos cursistas em todo o mundo; verá que o mundo aqui e além se encontra salpicado de oásis de felicidade, fruto do “sal e fermento” cursistas; e como nas origens, apesar da fragilidade humana, «vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa». (Gn 1, 31). E o Senhor continuará a «percorrer o jardim pela brisa da tarde», (Gn 3,8), na certeza de que a missão do Filho Redentor tem nos cursistas, os seus melhores continuadores.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 19:10

Foto da Net

 

 

 Relativamente ao pré-cursilho, o ideal seria de facto estudar e seleccionar previamente os ambientes prioritários.

No entanto, as dificuldades começam logo por definir o que se entende “por ambientes prioritários” e o que é que define o grau de prioridade.

E as questões são imensas. São prioritários os ambientes difíceis, ou os de grande amplitude? Os ambientes rurais ou os citadinos? Os ambientes já ligados à Igreja ou os baptizados afastados.

Como é sabido, há uma grande indiferença e ignorância relativamente a temas religiosos, pelo que o terreno de captação para os cursilhos está “cheio de pedregulhos” e portanto limitado.

O pré-cursilho é sempre uma fase difícil, cujo desenvolvimento geralmente se deixa sempre para os últimos dias.

 Como se consegue convencer um adulto a frequentar um cursilho, se ele só vai à Igreja nos baptizados, na comunhão dos filhos e nos funerais?

Daí que, o cursilho ou é infrutífero, ou são convidados os que é possível arregimentar, geralmente pessoas de idade avançada e já ligados à prática religiosa.

No pós-cursilho, verifica-se que há uma grande taxa de ausência de perseverança, quando não de desistências, sobre a qual temos que nos interrogar.

Será que o cursilho não produziu efeitos? Será que não foram satisfeitas as expectativas dos novos cursilhistas? Será que os candidatos foram mal escolhidos?
Muitas outras questões se poderiam colocar. Apesar de tudo, importa ir caminhando confiantes na acção do Divino Espírito Santo para quem nada é impossível, cientes de que as mediações por onde antes passava a fé: a família, a escola, a cultura, o meio, deixaram, em parte, de o ser pois estão em decadência.

Às vezes, como disse o P. Francisco Libermann é preferível «esperar a hora de Deus, não querer fazer as coisas, converter, salvar, antes da hora de Deus, aceitar os ritmos de Deus.»

De colores

 

 

publicado por aosabordapena às 19:07

 

(By Noorish)

 

 

É Domingo. Estamos em Novembro.
Já cheira a Natal.
O frio apareceu … já se sentiu!
E a tarde, com a noite,
Desde cedo se confundiu.
Enquanto isso, lá fora,
A chuva e a ventania
Numa estranha sinfonia
Fustigam as árvores do meu quintal.
 
publicado por aosabordapena às 18:09

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