Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

17
Nov 09

  

 

 

É raro o dia

Que não aparece

Sentado, naquele banco

Do jardim.

Barba hirsuta

Cabelo desgrenhado

De sacos e lixo

Sempre rodeado.

Nos olhos a tristeza.

As mãos trémulas de frio.

Nos lábios, breves sorrisos,

Que as brincadeiras

Do pequeno rafeiro,

Inseparável companheiro,

Sempre lhe provocam.

Abre a sacola.

O cão espera.

Pão, fruta, cerveja!

Migalhas de vida.

E assim, retemperado,

Diariamente recomeça

A aventura de novo dia.

Enquanto for dia.

 

 

publicado por aosabordapena às 19:11

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