Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

19
Nov 09

 

  

 

Sentado à beira-mar

Lá está o pescador

Cana em riste,

Fio esticado,

A bóia flutuando

No mar encrespado.

O anzol traiçoeiro

Mergulha, longe, no mar.

De olhos fitos nas ondas,

Sente a cana a puxar.

Com um ligeiro esticão

Ergue-a lentamente

E um pequeno peixe

Surge, preso, a baloiçar.

De imediato, renova o isco,

Saboroso petisco para o peixe enganar.

E, de novo,

Cana em riste,

Fio esticado,

A bóia flutuando

No mar encrespado.

E enquanto espera, pacientemente,

A ondulação fustiga

A falésia sobranceira

Que as águas revoltosas

Querem destroçar.

 

 

publicado por aosabordapena às 20:52

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