Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

27
Dez 09

 http://indexbonorvm.blogspot.com/2009/08/mortificacao-crista-cardeal-desiderio.html

 

 
 
 
É esta a primeira obra de misericórdia corporal que nos impele e estimula para uma acção concreta, para um trabalho prático.
É uma ordem que o Senhor nos dá. Não nos manda investigar ou teorizar acerca da razão porque determinada pessoa ou região do mundo chegou a uma situação de carência, de necessidade, mas sim manda-nos intervir.
Perante quem sofre, o amor cristão e a fé num Deus que se empenhou em matar a fome dos que O seguiam levam a uma atitude activa e urgente se quisermos minorar a sua dor e angústia.
A solicitude para com os pobres faz crescer a fidelidade à nossa vocação cristã, é um testemunho da caridade fraterna, uma prática de justiça que agrada a Deus.
Diz S. Gregório Magno, (Past. 3, 21) que «quando damos aos pobres as coisas indispensáveis, não lhes fazemos generosidades pessoais; apenas lhes restituímos o que lhes pertence. Cumprimos mais um dever de justiça do que um acto de caridade.»
Esta obra de misericórdia é a expressão dum coração capaz de amor oblativo que sabe olhar para as pessoas com a compaixão de Jesus, que, vendo a necessidade alheia seja ela qual for, fica incomodado e tudo faz pelo outro que pode habitar bem perto de si, ou viver lá longe, noutros países mais pobres.
Cumprir esta obra de misericórdia é antes de tudo saber que milhões de pessoas padecem de fome; que em cada 3,6 segundos morre uma pessoa à mingua; significa ter a capacidade de renunciar ao supérfluo, de partilhar qualquer que seja a forma ou o destino, significa intervir pessoalmente para fazer alguma coisa.
Podem ser pequenas gotas, mas não deixam de ser importantes no oceano imenso da necessidade.
Como recompensa, Deus prometeu que faria descer a sua bênção e alegria sobre aqueles que dão «sem que o coração fique pesaroso» (Dt 15, 10) e, no juízo definitivo, há-de dizer «aos da sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer, …».
 (Mt 25, 34-35)
 
publicado por aosabordapena às 18:36

19
Dez 09

 

 
O meu amor é o meu peso. Para qualquer parte que vá, é ele quem me leva. O Vosso Dom, Senhor, inflama-nos e arrebata-nos para o alto. Ardemos e partimos. Fazemos ascensões no coração e cantamos o «cântico dos degraus».
É o Vosso fogo, o Vosso fogo benfazejo que nos consome enquanto vamos e subimos para a paz da Jerusalém celeste. «Regozijei-me com aquilo que me disseram: «Iremos para a casa do Senhor». Lá nos colocará a «boa vontade» para que nada mais desejemos senão permanecer ali eternamente.
publicado por aosabordapena às 16:19

 Foto da Net

 
O Mestre foi assaltado na sua cela, mas o ladrão não achou nada para roubar. Depois que ele saiu, o Mestre sentou-se à porta de casa, contemplou por instantes o luar e disse: “Coitado! Se eu lhe pudesse dar pelo menos a fascinação da lua!...”
(Autor desconhecido)
 
publicado por aosabordapena às 15:44

16
Dez 09

 

 
Dizer SIM a Deus, aceitando a Sua vontade e as Suas permissões, em qualquer circunstância, deve ser a atitude de todo o cristão, pois Deus não seria Deus se, um dia, permitisse alguma coisa na nossa vida sem ter como objectivo atingir um bem maior para nós. 

(Autor desconhecido)

publicado por aosabordapena às 15:29

http://estudoreligioso.wordpress.com/2008/10/20/o-poder-da-orao/

 

 
Orar é dialogar, pressupondo, portanto, duas entidades (emissor e receptor) ligadas entre si por uma corrente de afectividade e confiança.
É nesta base de reciprocidade que o nosso diálogo com Deus se deve processar.
Cada um, porque diferente na maneira de ser, saberá encontrar o ritmo e a forma mais prática e profícua de oração.
São belas as orações que os manuais propõem. Contudo, não será de admirar se, após a recitação duma oração de outrem, repetida por nós, o coração ficar frio, insípido e com uma sensação de desconforto que só a sinceridade dum diálogo aberto, “de olhos nos olhos”, se assim podemos dizer, pode transformar numa experiência de proximidade e intimidade.
Em segredo com o Pai, na montanha ou na praia, deambulando sozinhos ou no meio da multidão, nas viagens, em casa ou no trabalho, o nosso coração deve elevar-se para o Senhor e, livre e espontaneamente, invocá-LO com expressões de cariz pessoal, conformes à situação e estado de espírito do momento, como sendo gritos do coração que só o Pai, na sua imensa solicitude, pode compreender e aceitar.
Esta relação filial, diária e constante, contribuirá, por certo, para uma suave concretização, nesta vida atribulada, do «Saboreai e vede como o Senhor é bom».
publicado por aosabordapena às 14:52

15
Dez 09

 

 
 
Em Angola, terra de encanto,
Nasceste.
A Senhora da Muxima,
Miramar e Maianga,
A Ilha e Baía de Luanda,
O mar do Mussulo e Mutamba
São nomes que só agora
Percebeste.
Moldaram-te o ser,
Estes lugares,
 O mar,
As acácias em flor
E a luz do entardecer.
No teu olhar
Há imensidão
De horizontes tropicais.
Há calor
Coragem e determinação,
Luta e ousadia
Componentes do teu viver,
Caldeado em dor e sofrimento,
Em sonho e realidade,
À procura do amor
E da felicidade.
 
publicado por aosabordapena às 15:10

14
Dez 09

 

 
 
Parece ter sido ontem.
Porém 38 anos
Já lá vão
Devorados pela voracidade
Do tempo.
Fruto dum amor profundo,
Que doce encanto,
Quando te pegámos
E nos encantámos
Pelo teu sorriso e candura,
Pelo teu olhar vivo
E deslumbrado
À procura do mundo.
Ansiosamente esperada,
Eras novelo de lã
De suave textura,
Docemente embalada
Em teias de ternura.
Hoje, Mulher e Mãe
De coração grande, generosa,
Não te deixes vencer
E amedrontar
Pelas dificuldades da vida.
Lembra-te que a rosa
Só é rosa
Porque também
Espinhos tem.
 
 
publicado por aosabordapena às 14:41

04
Dez 09

 Imagem da Net

 

 O MCC reconhece a necessidade de responder ao apelo do saudoso Papa João Paulo II que logo no início do seu pontificado, afirmava ser necessária uma nova evangelização na Igreja, caracterizada por um novo ardor, novo entusiasmo e novos métodos.
Outra coisa não seria de esperar já que fazendo parte da Igreja, não nos podemos fechar sobre nós próprios, mas devemos pensar o MCC como parte integrante de um conjunto mais vasto de que todos fazemos parte – um só corpo, que é Cristo e uma só Igreja a qual se deseja dinâmica, interpelativa e apelativa para os homens dos dias de hoje.
Não se trata de inventar um novo Evangelho, pois este é sempre o mesmo, é preciso sim, perante a realidade presente, impregnada de materialismo exagerado, ateísmo e indiferença religiosa, verificar qual o melhor método e forma de anunciar a Boa Nova de Jesus Ressuscitado.
Diz S. Paulo «anunciar o evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se impõe; ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho».
Conscientes desta responsabilidade, os cursilhistas não se devem limitar à vivência interna das ultreias, de ir a uns tantos funerais ou rezar uma série de fórmulas de manhã e à noite. Tudo isso é bom, mas é preciso ir mais longe.
Recordemos o episódio dos discípulos de Emaús.
Regressavam a casa desiludidos, desanimados. Jesus, em quem depositavam a esperança de que viria redimir Israel, havia sido crucificado e morto e “já lá ia o terceiro dia” e tudo estava na mesma. É certo que havia uns rumores, mas a Ele ainda não O tinham visto.
Jesus interveio e reaparece nas suas vidas. Acede a ficar com eles e, pela explicação da Palavra, pelo Pão dado como alimento, reconheceram-no e o ardor dos seus corações explodiu, tanto que não se quedaram em suas casas a saborear o momento, mas levantaram-se, voltaram para o mundo e contaram o que lhes havia acontecido.
Os cursilhistas também se devem assemelhar aos discípulos de Emaús.
Recobrar a coragem, a passividade, o desânimo, tomando com renovado fervor a Sagrada Eucaristia. Esta fonte de energia inesgotável, aliada à Palavra de Deus que nos deve ser servir de farol, aliada à oração saída do coração e não só dos lábios, aliada ao amor ao próximo, farão do nosso testemunho de vida uma forma eficaz de evangelizar, pois os outros certificar-se-ão que os actos praticados são coerentes com a fé professada.
Problema sério do MCC, aliás comum a outros movimentos, é o da renovação geracional. Parece-me que o campo privilegiado de escolha de candidatos à frequência dos cursilhos se situa, geralmente, em candidatos que já passaram à situação de reforma ou estão em vias disso, o que não traz ao Movimento o necessário rejuvenescimento. Com o aproximar do “Outono da vida” algumas pessoas, geralmente já ligadas à Igreja, procuram «aplainar melhor os caminhos e endireitar as suas veredas», daí a sua adesão e perseverança na vida do Movimento. É bom, mas a renovação geracional não se opera.
A vida familiar dos jovens casais com filhos, a crise económica, a dificuldade em faltar ao emprego, especialmente na iniciativa privada, e a diminuição do salário daí resultante, são factores que influem na adesão aos convites formulados para participar nos cursilhos, impedindo assim a renovação geracional desejada.
Contudo, e apesar de todas as dificuldades não devemos desanimar, mas pedir ao senhor da Messe, que «não nos deixe ociosos nas praças, sentados à beira dos caminhos, sonolentos, desavindos, a remendar bolsas e redes», mas que nos envie para anunciar Cristo Ressuscitado no qual os homens encontram respostas para as suas angústias.
publicado por aosabordapena às 19:04

 

 

 Vivemos um tempo de ganância e de usura. Tempo de mediocridade, do salve-se quem puder.

Na ribalta mediática, a corrupção e os pseudo combatentes na luta contra a dita, como se tal flagelo, pudesse ser erradicado por via legislativa; o descrédito da justiça, ministrada por homens de quem se espera independência e imparcialidade; protagonistas públicos, como políticos e comentadores da vida nacional, vomitando azedumes e ressentimentos, insinuando e insultando-se.
Gestores e banqueiros indiciados por má gestão, tráfico de influências, remunerados a peso de ouro.
Os senhores do mundo continuam a alimentar a guerra e a ignorar que a humanidade caminha a passos largos para uma catástrofe ambiental.
Na outra margem da vida, milhões de desempregados e de esfomeados, alimentam a esperança diária da sobrevivência, enquanto noutras latitudes cresce a abastança e o desperdício.
Angústias reprimidas, silêncios consentidos, vozes “sem voz”, dão corpo a uma imensa maioria que pacientemente espera a hora da “revolta social” e da libertação.
Outros preferem o conformismo e viver comodamente instalados no silêncio das suas acções, das suas mordomias, alheados dos problemas e sofrimentos alheios.
Quem ganhará esta aparente guerra surda?
Os egoístas, os pobres, os poderosos, os que lutam por um mundo melhor?
A resposta depende de todos nós.

 

 

publicado por aosabordapena às 16:18
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03
Dez 09

 Tirado da Net

 

Como vem sendo tradição na família, na noite de Consoada, antes de abrir as prendinhas, é costume os mais novos, (antigamente eram as filhas, agora são os netos), mostrarem algumas das suas habilidades.
Uns cantam, outros dançam, outros dizem uns versos feitos de propósito para a ocasião.
Assim para o Natal deste ano vamos dizer:

 

 
 
 

 

Maria -  Na Noite de Natal
                Há muita luz    
                É Noite Santa
               Já nasceu Jesus.
João -    Cantam os Anjos no Céu
                E nós também
                Já nasceu Jesus
                Na gruta de Belém.
Ambos - Nesta Noite de Natal
              Damos as Boas-Festas
              Ao pai e à mãe
              E a vós também.
 
Adriana
 
Hoje o mar de S. Pedro do Estoril
Está alteroso
E o céu enevoado.
No horizonte, dois barcos
Aguardam vez
Para entrar na baía de Cascais
Enquanto isso, penso no Natal.
É preciso preparar o Natal.
Natal festa
Natal comunhão
Natal feito coração.
Mas, parece-me, Senhor,
Que, este ano, os homens
Não querem viver o Natal.
Andam tristes, amargurados
Pela gripe A assustados.
Há desemprego, corrupção,
Violência nos lares,
Crianças a morrer de fome,
Mortes por ciúme,
E nos olhares, nas palavras
Vislumbram-se laivos de azedume.
Apesar disso, Senhor,
É preciso que haja Natal.
Natal, esperança renovada
Natal, sonho, utopia.
Não nos deixes, Senhor, adormecer
Desanimados e de braços cruzados,
Mas fazei-nos sonhar.
Dai força e alento à humanidade
E aos pobres e desempregados
Que o Teu Natal, Senhor, e a sua magia
Lhes tragam “o pão-nosso de cada dia
 
 

 

publicado por aosabordapena às 19:21

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