Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

27
Mai 12

  

 

 

Era dia de festa.

Jerusalém celebrava,

Com grande esplendor,

A aliança do Sinai,

Aliança de amor

Entre Israel e o Pai.

Reunidos em oração

Os apóstolos esperam,

Ansiosos, a força

“Do Prometido”,

O sopro do Senhor,

A fonte da vida.

A sua missão é pregar,

Anunciar a Boa Nova,

Testemunhar

 Jesus ressuscitado,

“Ir pelo mundo Inteiro,

O Evangelho proclamar”.

Como “forte rajada de vento”.

A promessa foi cumprida.

O Espírito Santo

É movimento,

Alegria e acção

Bálsamo na dor

Paz no coração.

Vem Espírito do Senhor,

“Divino esquecido”,

Desata a nossa língua,

Ilumina o nosso tempo,

Tempo de fome,

De muita míngua.

Precisamos, Senhor,

Nestas horas de sofrimento,

De angústia,

De “ raiva” contida,

Do impulso regenerador

Do Vosso Espírito de Amor.

(Mc 16,15; Act 2)

 

publicado por aosabordapena às 21:57

25
Mai 12

 

 

Sexta-feira.

Vinte e cinco de maio.

Os telejornais

Mostraram ao mundo

Imagens de horror

E relataram

Uma insuportável história

De repressão e dor.

Mais de cem pessoas,

Quarenta e nove delas

Crianças indefesas,

Foram selvaticamente

Assassinadas,

Pela brutalidade dum regime

Cego, surdo e mudo

Aos anseios de liberdade

Do seu povo sofredor.

Crianças de Al Houla

Cidade mártir da Síria

A quem foi roubado

O sonho e a esperança:

O vosso sangue derramado

Talvez não ponha fim

À complacência,

À impotência

Dum mundo insensível

À dor e sofrimento.

Mundo dominado

Por interesses económicos

Pela usura e ganância,

Mundo sem coração

Que não respeita

A vida humana,

Patético espectador

Da” banalidade” da morte,

Complacente com o agressor,

Agressivo

Com os deserdados da sorte.

O vosso sangue derramado

Pode não ser suficiente

Para mudar o rumo da história.

É contudo grito ensurdecedor

Seiva de esperança

Que clama justiça

E não vingança.

E um dia a Síria renascerá

E de terra queimada

Em campo de odoríferos jasmins

Se transformará.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 22:22

20
Mai 12

 

 

 

Subiste ao Céu, Senhor,

Mas connosco

Ficaste na Eucaristia.

A força do Espírito

Libertou-nos das amarras,

Deu-nos coragem

E alento,

Para ser testemunhas

Da Tua mensagem

«Até aos confins do mundo».

Não nos deixes, Senhor,

Ficar embasbacados

E parados

«De olhos fixos no céu»,

Mas impele-nos

Para a vida.

Faz-nos arregaçar as mangas

Para amassar o presente

Com gomos de esperança

Em melhores dias.

E nas dificuldades,

Dá-nos a Tua mão.

Transforma o nosso egoísmo

Em solidariedade

E fraternidade,

A ver o outro

Como irmão.

(Act 1)

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 17:57

17
Mai 12

 

 

 

Primeiros dias de maio,

Este ano

De águas mil,

Sombrio e friorento,

Como não se via

Há muito tempo.

Espreito pela janela.

O tempo convida á quietude do lar.

Ao longe,

Uma suave neblina

Acaricia a cidadela

E a chuva cai sem cessar.

São cinco horas da tarde.

Num canal de televisão,

Uma jovem é entrevistada.

Palavras amargas,

De desespero e desalento,

Saem-lhe da boca

E do coração.

É um relato de violência,

Um grito de angústia, 

De sofrimento e dor.

Uma vida sem sorte,

Pedindo justiça

E a prisão do pai ameaçador

Que a quer matar,

E a quem deseja a morte

Para poder ser feliz.

Como é possível, Senhor?

A entrevista terminou

E um amargo de boca nos ficou.

Ficámos quedos, sem palavras,

Perante este drama humano

De quotidianos mil,

De lutas e carências,

De lágrimas escondidas

E dolorosas experiências.

Até quando, Senhor,

Tanto ódio, desamor e maldade?

Lá fora, anoitece.

E a chuva continua a cair

Com intensidade.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 22:01

10
Mai 12

 

 

 

 

Rostos sombrios

Deambulam pela cidade,

 Muitos mendigos,

De olhares vazios

São elos partidos

Da sociedade.

 Há desespero no olhar

E lágrimas ao anoitecer.

Há empregos perdidos

Vidas desfeitas,

Corações feridos

Vidas por acontecer.

Como Job sofredor

Perante a dificuldade, dizemos,

A nossa esperança está no Senhor.

«Ele restituirá ao homem a sua justiça»,

Livrá-lo-á da humilhação,

Repor-lhe-á a dignidade

«E aos governantes tirará a razão».

(Jb 12, 24; Jb 33,26)

 

 

publicado por aosabordapena às 23:10

03
Mai 12

 

   Foto Carmo Jovem

 

Deus silencioso,

O homem angustiado,

Desassossegado,

Clama por ti.

Porque rejeitas

O seu lamento?

Cercado por “malfeitores”

Espoliado dos seus direitos,

Sente-se abandonado,

Injustiçado,

Dos seus sonhos

Desalojado.

 

«Meu Deus, porque nos abandonaste?».

 

Deus de silêncio,

É no silêncio que morais.

Vinde

Atendei a queixa e o lamento

Do Vosso povo

Que “não tem sossego”

E vive em sofrimento.

 

«Porque não respondes?»

Onde estás, Senhor?

 

Creio que um dia farás justiça

E que «os pobres comerão

E serão saciados».

Diante de Vós,

Os “malfeitores  se prostrarão”

E serão julgados,

Pois Deus sempre ouviu

Quem socorro Lhe pediu.

(Salmo 22)

 

 

publicado por aosabordapena às 20:08

Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
11
12

13
14
15
16
18
19

21
22
23
24
26

28
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
as minhas fotos
As minhas visitas
counter customizable Exibir My Stats
mais sobre mim
pesquisar