Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

08
Mai 02

 

 

É o findar da tarde. Em breve, esta penumbra que me envolve cede o lugar à escuridão nocturna.

O frenesim dum dia de trabalho chega ao fim. Para trás, ficam o retinir do telefone, o buzinar dos automóveis, as conversas gritadas, o som estridente do telemóvel.

O silêncio ganha espaço. É preciso ouvi-lo, porque no nosso dia a dia, são cada vez mais raros, os momentos de serenidade e de quietude.

No silêncio, escuto Deus e o Seu silêncio.

Silêncio desconcertante, nesta óptica humana que me impede de ver mais longe, face às catástrofes que assolam a humanidade, às doenças incuráveis que nos perseguem, aos ataques terroristas que nos matam, à fome, à guerra, à morte de tantas crianças inocentes.

“Os meus inimigos insultam-me e a toda a hora me perguntam: “Onde está o teu Deus?” (salmo 42)

Posso não ter resposta imediata ou adequada. Contudo, eu sei que o meu Deus, Deus que cala, que não felicita nem reprova, é meu protector e salvador. Nele coloco toda a minha confiança.

Como o salmista, digo também: “porque hei-de estar desanimado e preocupado?”

Calam-se as palavras. Ajoelhado na noite da minha fé, acredito e “suspiro por Ti, meu Deus”.

E, neste silêncio tranquilizador que me invade, tenho a sensação de vislumbrar a Tua face Senhor.

 

publicado por aosabordapena às 16:18

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