Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

21
Mai 08

 

Parece-me estar a vê-LO, subindo paulatinamente, os degraus do Templo.

O Seu rosto está calmo e distribui sorrisos à multidão que O segue e LHE acena.

Contudo, aquela que parecia ser uma tarde calma, de oração e pregação, transforma-se, não por culpa de Jesus, numa tarde algo agitada, cujo relato, hoje, nos desconcerta e nos induz a uma maior proximidade com o nosso Deus.

Deus que se indigna com as injustiças, com os impostores, com os mentirosos, com os corruptos, com os que não pagam os salários ou os impostos, com os que enganam o próximo ou o Estado, prejudicando assim a colectividade, no seu todo. Com todos eles, Jesus se “irrita”.

Transmutados hoje para os nossos tempos, os “vendilhões do Templo” continuam activos e, aos nossos olhos terrenos, incólumes. Parece que o crime compensa.

Contudo, aos cristãos (que adoram e conhecem Deus ao estilo de Jesus Cristo), compete não calar e actuar de harmonia com as leis e a vontade de Deus.

Compete-lhes denunciar as injustiças, combater a opressão, praticar a caridade e amar, sem reservas, o próximo.

Diz o Senhor: «Aquele que é mau, continue a fazer o mal, e o que é pecador, continue a pecar. Quem é bom, deve continuar a ser bom e o que é santo deve santificar-se mais. Mas, atenção! Eu virei muito em breve e trarei comigo a recompensa para dar a cada um segundo as suas obras.» (Ap.22, 11-12)

Deus, infinitamente justo e misericordioso, deu aos homens completa liberdade de acção. Contudo, os cristãos, acreditando que um dia hão-de ser julgados e que hão-de ressuscitar para a vida eterna, e que, o seu Deus «não é um Deus de mortos, mas de vivos», tudo farão para que «Deus os encontre sem faltas, sem pecados e em paz» na última hora, e assim, poderem entrar na Cidade Santa, a nova Jerusalém.

E no meu silêncio … eu escuto e escuto-me. O filme corre veloz. A angústia invade-me. A solidão dói. A fé e a esperança são um bálsamo reconfortante para a dor de, por vezes, Te ter esquecido. E a vossa misericórdia, Senhor, é uma suave brisa que inunda a meu ser.

 


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