Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

18
Mai 99

 

 

 

(Santiago de Compostela)

A mensagem de Jesus revela Deus como Pai. “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho” (1 Cr 17, 13).

Esta revelação de que somos filhos de Deus, ajuda-nos a compreender Deus em Santíssima Trindade.

“Somos filhos e igualmente herdeiros – herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” (Rom 8, 17).

“É por Ele que ambos temos acesso junto do Pai, num mesmo Espírito” (Ef 3, 18).

Ser cristão significa ser filho do Pai do Céu, irmão de Jesus e templo do Espírito Santo.

Jesus prometeu-nos: “ Se alguém Me ama … viremos a ele e faremos nele a nossa morada” (Jo 14, 23).

Esta promessa expressa no plural compromete toda a Trindade. Também a Escritura no livro do Génesis, e igualmente no plural, diz “Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança” (Gn 1, 26).

Assim sendo, a nossa vida espiritual forçosamente, só terá pleno desenvolvimento no amor a este Deus trino, à Santíssima Trindade.

As três Pessoas Divinas são três pétalas vivas do mesmo Amor – Perfeito.

O nosso diálogo, a nossa oração, não deve ser com um Deus longínquo, impessoal, mas sim, com essas pessoas divinas que estão em nós, mais que nós próprios.

Daí a necessidade de silêncio interior para as escutarmos e com elas promovermos um diálogo envolto em afecto.

Esta oração não deve ser da garganta para cima, oração oral e de raciocínio, mas sair do fundo do nosso coração. O ser humano é afecto, é coração. Quem ama, prolonga a pessoa amada no pensamento. Por isso, o homem deve rezar, com o coração.

Não se trata de sentimentalismo, pieguice, de devoção melada. Trata-se, sim, de fazer canalizar para as três Pessoas Divinas, o nosso coração e o nosso afecto, a nossa capacidade de amar.

O Espírito Santo santifica, cura e purifica-nos interiormente. É Ele que nos faz compreender o sentido da Palavra, nos entusiasma a vivê-la e a pô-la em prática. É Ele que nos consola e anima, nos alenta no fracasso; é um bálsamo nas nossas angústias.

O Filho, feito homem, é o nosso modelo de oração. Jesus, sendo o caminho para o Pai, só Ele nos pode mostrar o Pai, revelar o rosto de Deus, que é amor, que é bondade, misericórdia, Deus Amigo, Deus “da festa e do perdão”.

O Pai é o fim último das nossas preces. Falar-Lhe, abrir-Lhe o coração e a alma, em diálogo filial, deve ser a maior devoção dos cristãos. Para ela nos encaminha o Espírito e o exemplo de Jesus Cristo.

Neste ano de preparação para o Jubileu, saibamos crescer em comunhão e diálogo com a Santíssima Trindade. A amizade exige presença e o querer estar com os que se amam.

Por isso, aumentemos, em qualidade e quantidade, as visitas ao Sacrário, quer de forma presencial quer espiritualmente, e procuremos provocar pequenos encontros com as pessoas da Santíssima Trindade, no santuário do nosso coração.

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 15:24

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