Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

19
Abr 99

A Porta de Damasco em Jerusalém)

 

 

Graças Vos damos Senhor por nos terdes elevado à condição de vossos filhos. Filhos tantas vezes indignos que, sem mais esta ou aquela, trocamos a intimidade filial com Deus por “um prato de lentilhas”.

Filhos arrogantes, levando connosco a parte dos bens que havíamos exigido, a nossa pseudo auto-suficiência e presunção.

Como porém é ilusória e caduca esta miragem, que nos tolda a razão e o discernimento.

Apesar de tudo, Deus “Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação” (2 Cor 1, 3), está sempre pronto a esquecer, a passar uma esponja e a remover a imundice das nossas iniquidades.

Queiramos nós regressar à Casa do Pai, arrependidos e dispostos a retomar o caminho estreito que o Evangelho sinaliza. Não faltará o “vitelo gordo” para a festa e a alegria nos céus será imensa.

Viver o Jubileu como regresso à Casa do Pai, significa ter confiança no perdão que Deus não nos regateia, significa o trilhar de um caminho de autêntica conversão.

Neste caminhar para o ano 2000, não desperdicemos esta oportunidade de obter a misericórdia divina, de endireitarmos as nossas veredas e sufocarmos os nossos fantasmas.

O perdão de Deus está subordinado à fé do pecador arrependido, pois “quem acredita n`Ele recebe, pelo Seu nome, a remissão dos pecados” (Act 10, 43).

Este poder de perdoar, dado por Cristo aos ministros da Igreja, é a nossa âncora de salvação.

Usemo-la, quando o nosso barco estiver à deriva e nos sentirmos náufragos. Valorizemos a celebração do sacramento da penitência que é o sacramento da misericórdia de Cristo, pelo qual, mediante a absolvição, recebemos o perdão dos nossos pecados.

Nesta redescoberta da misericórdia divina para connosco, somos também convidados a tornarmo-nos missionários da misericórdia e do perdão para todos aqueles que nos ofenderam.

Foi o próprio Jesus que recomendou: “Mostrai-vos misericordiosos, como o Vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36).

Desta simbiose da misericórdia divina com a misericórdia terrena, ressurgirá a paz interior, a paz entre os homens e a paz com Deus.

 

 

publicado por aosabordapena às 13:48

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