Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

20
Jan 99

          (Cristo-Rei)

 

 

No último número falámos de Deus – Pai, nosso Pai que está nos céus, Pai de misericórdia.

Neste caminhar em Igreja ao encontro de Deus vivo, somos convidados a questionar-nos e a abanar a comodidade da nossa existência, para que procuremos n`Ele a resposta radical para a busca de sentido e de felicidade nesta vida. Em suma, que procuremos o Deus vivo da história da salvação, fonte de vida e transformação interior.

Deus criou o mundo porque quis criar o homem, à sua imagem e semelhança. Esta criação é um acto de amor divino. Contudo, a plenitude da criação verifica-se com a incarnação do próprio Verbo de Deus; só Cristo é a imagem perfeita do Pai, conforme diz o apóstolo S. Paulo aos Coríntios.

Em Cristo está centrada a dimensão salvífica da criação afirmada pelo apóstolo, “Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais, em Cristo. Ele escolheu-nos, antes da criação do mundo, para sermos santos e imaculados, na sua presença, determinando antecipadamente que seríamos para Ele filhos adoptivos em Cristo”.

Como ensina o Concílio Vaticano II, “o aspecto mais sublime da dignidade humana encontra-se na vocação do homem a viver em comunhão com Deus: este convite que Deus dirige ao homem para dialogar com Ele, começa com a existência humana. Se o homem existe, é porque Deus o criou por amor e, por amor, lhe dá continuamente o ser; e o homem só vive plenamente, na verdade, se reconhecer livremente este amor e se abandonar ao seu Criador”.

Deus é a fonte de vida, tanto na criação, como na redenção.

Não tenhamos receio de mergulhar em Cristo, fonte de água viva. Nele podemos libertar-nos do homem velho, lavar as nossas iniquidades e renascer para uma vida nova.

Aproveitemos este ano para redescobrirmos Deus. A redescoberta de Deus como Pai de misericórdia implica a conversão do coração e esta obtém-se pelo sacramento da penitência.

Cristo veio para os que se confessam pecadores, pois “não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Prefiro a misericórdia ao sacrifício porque não vim chamar os justos, mas os pecadores”.

Respondamos afirmativamente a este apelo, confiantes em Deus que é para nós um Pai de misericórdia, sempre pronto a perdoar.

A graça de Deus é-nos dada pelos méritos de Jesus Cristo, pois nós não a merecemos.

Pelo arrependimento, pelo reconhecer das nossas fraquezas, Deus concede-nos a graça, dom sobrenatural, interior e permanente, que nos santifica e diviniza, tornando-nos membros da família divina.

Estar na Graça de Deus é enfrentar a vida sem receios, pois “Cristo e eu – Maioria Absoluta”.

 

 

publicado por aosabordapena às 15:28

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