Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Comemorou-se no passado dia 10 de Dezembro, o 52.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Apesar do progresso da humanidade no campo científico e tecnológico, e dos constantes apelos à paz e a uma cultura onde impere a solidariedade e o respeito pela vida e bem-estar de todos os cidadãos, constata-se que grande número de países, faz, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, letra morta.

Segundo a Amnistia Internacional, são as crianças as grandes vítimas da fúria humana em todo o mundo. Mais de cem milhões de crianças vivem nas ruas. Em numerosos países, a tortura de menores é uma prática comum por parte das forças policiais.

As crianças são vítimas indefesas de maus-tratos, pedofilia, violações, pobreza, mutilações, obrigadas a fazer a guerra e a matar, a trabalhar duramente, quando deveriam brincar e estudar. “Estes abusos continuam a ser a grande vergonha do mundo, uma realidade diária, “ignorada” pelos governos, um pouco por todo o lado. A maioria das crianças sofre, em silêncio; as suas histórias nunca são contadas, os seus algozes nunca são chamados a prestar contas”, denuncia aquela Organização.

E o que se passa no nosso país? Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, no ano 2000, foram apresentadas naquela associação 3358 queixas relativas a violência doméstica, referindo-se 2238 a maus-tratos por parte do cônjuge ou companheiro.

A Amnistia Internacional denunciou também maus-tratos aos presidiários, nas cadeias portuguesas.

Segundo a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, do Ministério do Trabalho e Solidariedade, mais de metade dos pareceres emitidos em 1999 (52%) incidiam sobre casos de mulheres despedidas de empresas, por estarem grávidas.

É deveras doloroso o desrespeito pelos direitos humanos que se verifica neste início de milénio.

Consciencializar e educar as pessoas sobre os direitos humanos, é tarefa urgente.

Combater e denunciar as situações de injustiça é obrigação de todos, em especial, dos cristãos.

Não o fazer é negar a Boa Nova de Jesus, especialmente direccionada para os pobres, os marginalizados e oprimidos, pelos quais tinha sempre uma predilecção especial.

 

 

publicado por aosabordapena às 15:35

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