Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Abr 00

 

 

É este mês de Abril, pleno de intensa espiritualidade. Aproximando-se a celebração da vitória do Príncipe da Vida, a liturgia reflecte o que Jesus fez há dois mil anos, com os seus discípulos.

Procurou prepará-los para o grande final, informando-os de que “o Filho do Homem tem de ser levantado, a fim de que todo aquele que n`Ele crer tenha a vida”.

Explicou-lhes “que Deus não enviou o Seu Filho ao mundo para o condenar, mas para que o mundo seja salvo por Ele”. (Jo 3, 14-17)

Esta promessa de salvação teve o seu epílogo e concretização quando Jesus, fazendo a vontade do Pai, livremente “levou até ao extremo o seu amor” por aqueles que, naquele tempo concreto, eram seus contemporâneos e por todos aqueles, que ao longo dos tempos, haviam de vir a este mundo mercê da Sua divina vontade, maculados pelo pecado original.

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. (Jo 15, 13) Jesus, entregando-se desta forma radical em que se inclui a aceitação da própria morte, fê-lo por amor.

Amor intenso a Deus-Pai: “Pai nas Tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). Amor pelos homens, por todos os homens. Cristo sofre a paixão e a cruz por causa dos pecados de toda a humanidade.

Esta entrega generosa é o testemunho máximo de amor e a semente fecundadora de tantos mártires que ao longo da história da Igreja não hesitaram em imitar Jesus e de tantos outros que ofereceram a sua vida à causa dos mais desprotegidos e aí encontraram a realização plena, e a comunhão quotidiana com Cristo sofredor.

Porém, não foi em vão que Cristo sofreu, que Cristo morreu. A sua ressurreição gloriosa é o epicentro da nossa fé. A razão de sermos cristãos.

O sepulcro vazio é a vitória de Cristo sobre a morte, a alegria de uns, a incredulidade de outros, o reconhecimento da divindade de Jesus por outros tantos.

Como Cristo Ressuscitado, também nós ressuscitaremos um dia. Para que tal aconteça, importa não esquecer as palavras do Apóstolo: “Permanecei firmes, inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do Senhor, tendo sempre presente que o vosso trabalho no Senhor não é em vão”. (1 Cor 58)

Como é reconfortante esta certeza. Em Cristo Ressuscitado está a nossa alegria, a nossa recompensa. Ele enxugará as lágrimas dos nossos olhos; não haverá mais morte, nem pranto, nem gritos, nem dor”. “Venho em breve e trarei comigo a recompensa: darei a cada um segundo as suas obras”. (Ap 21, 4) (Ap 22, 13)

Que esta Páscoa o seja de facto. Páscoa da Ressurreição, de passagem duma vida de pecado para uma vida em graça. Uma vida com sentido, feliz e solidária, rumo à Pátria Celeste.

 

publicado por aosabordapena às 17:16

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