Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Nov 04

 

Paira no ar um aroma adocicado das flores outonais misturado com o odor intenso das velas ardendo suavemente.

O cemitério, lugar de repouso transitório, cede lugar a um movimentado ponto de encontro social onde, sentimentos como saudade, recolhimento, tristeza, contrastam com situações de exagero e superficialidade. É assim a vida. É assim o homem.

Neste dia em que recordamos os nossos amigos e entes queridos que se purificam no purgatório, antes da sua entrada na glória, é ocasião propícia para recordar a insignificância humana, ou seja que, no dia da nossa morte, tudo continuará como se nada tivesse acontecido.

O trânsito fluirá normalmente, os cafés continuarão a funcionar e o arraial não será interrompido.

É, pois, tempo de reflexão. Para o cristão, a vida não acaba com o cessar do ritmo biológico. É na morte que começa a verdadeira vida.

É urgente estabelecer prioridades, fazer desde já a reserva, preparar a bagagem, sem medo do excesso de peso. O «nosso tempo há-de cumprir-se», mais cedo, mais tarde, mais logo, que será sempre «o quando Deus quiser». 

Apesar de aparente contradição, devemos ficar alegres, pois no purgatório onde os nossos se encontram, há alegria. E há alegria, porque há esperança, embora dolorosa. Esperança da visão de Deus que nos concedeu a nós que ainda peregrinamos neste mundo terreno e passageiro, o poder de aliviar as penas das almas do purgatório, de acelerar a sua entrada no paraíso, rezando e fazendo boas obras. Tal tem concretização através do dogma consolador da comunhão dos Santos, pela relação e interdependência de todos os fiéis de Cristo, os que estão na terra, no céu ou no purgatório.

Comemoração dos Fiéis Defuntos. Tempo de saudade, de silêncios e de esperança. A nossa está em Jesus que venceu o desespero e ressuscitou dentre os mortos. Com Ele havemos nós e os nossos defuntos de ressuscitar. É esta a Sua promessa e a nossa esperança.

Reconciliemo-nos com os nossos mortos e peçamos ao Senhor que lhes dê o eterno descanso.

Novembro 2004

Paira no ar um aroma adocicado das flores outonais misturado com o odor intenso das velas ardendo suavemente.

O cemitério, lugar de repouso transitório, cede lugar a um movimentado ponto de encontro social onde, sentimentos como saudade, recolhimento, tristeza, contrastam com situações de exagero e superficialidade. É assim a vida. É assim o homem.

Neste dia em que recordamos os nossos amigos e entes queridos que se purificam no purgatório, antes da sua entrada na glória, é ocasião propícia para recordar a insignificância humana, ou seja que, no dia da nossa morte, tudo continuará como se nada tivesse acontecido.

O trânsito fluirá normalmente, os cafés continuarão a funcionar e o arraial não será interrompido.

É, pois, tempo de reflexão. Para o cristão, a vida não acaba com o cessar do ritmo biológico. É na morte que começa a verdadeira vida.

É urgente estabelecer prioridades, fazer desde já a reserva, preparar a bagagem, sem medo do excesso de peso. O «nosso tempo há-de cumprir-se», mais cedo, mais tarde, mais logo, que será sempre «o quando Deus quiser». 

Apesar de aparente contradição, devemos ficar alegres, pois no purgatório onde os nossos se encontram, há alegria. E há alegria, porque há esperança, embora dolorosa. Esperança da visão de Deus que nos concedeu a nós que ainda peregrinamos neste mundo terreno e passageiro, o poder de aliviar as penas das almas do purgatório, de acelerar a sua entrada no paraíso, rezando e fazendo boas obras. Tal tem concretização através do dogma consolador da comunhão dos Santos, pela relação e interdependência de todos os fiéis de Cristo, os que estão na terra, no céu ou no purgatório.

Comemoração dos Fiéis Defuntos. Tempo de saudade, de silêncios e de esperança. A nossa está em Jesus que venceu o desespero e ressuscitou dentre os mortos. Com Ele havemos nós e os nossos defuntos de ressuscitar. É esta a Sua promessa e a nossa esperança.

Reconciliemo-nos com os nossos mortos e peçamos ao Senhor que lhes dê o eterno descanso.

 

publicado por aosabordapena às 20:06

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