Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

04
Nov 07

 

Fazer memória dos entes queridos que nos tomaram a dianteira, ajuda a vencer a dor da ausência que a morte provoca.

Neste mês, a saudade aperta e lágrima aflora com mais facilidade ao canto do olho.

Peregrinos que somos, crentes na vida eterna, na vida plena em Deus e, esperançados na dádiva do reencontro, aquando da ressurreição no fim dos tempos, resta-nos a fé como lenitivo e o desfilar das recordações, por vezes tão longínquas, que já se esfumam na bruma dos tempos.

Vamos ao cemitério rezar, acender velas, oferecer flores e com elas reacender a saudade; vamos repetir juras de amor eterno, apaziguar tensões, pedir perdão, fazer a paz com os que já partiram, caso a consciência acuse algum assunto mal resolvido.

Desse território de dor, fazemos ponto de reunião onde a matéria e o finito se revestem duma aura de espiritualidade e, simultaneamente, de imensas dúvidas e incertezas; de local de recolhimento, de reflexão e antevisão da nossa partida rumo à Jerusalém Celeste.

Cientes e conscientes duma realidade a que ninguém escapa, importa prepararmos o caminho, vivendo segundo os preceitos do Senhor, com o coração leve em que os afectos e a generosidade tenham lugar privilegiado. E acima de tudo, confiar na misericórdia do Senhor, pois «Deus é o nosso refúgio e a nossa força, ajuda permanente nos momentos de angústia. De quem teremos medo? (Sl 27 e 46)

 

 

 

publicado por aosabordapena às 16:28

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