Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Fev 03

 

Todos nós passamos por momentos de aridez, de falta de gosto espiritual. É nestas ocasiões que provamos a nossa fidelidade e o nosso amor a Deus.

Se nos mantivermos numa situação de apatia, é inevitável a morte espiritual. Daí que, à semelhança da planta que não é irrigada, a vida espiritual irá definhando, se faltar o sustento que só a oração lhe pode proporcionar.

Como no dia a dia, a ausência de diálogo provoca o isolamento e o distanciamento dos que nos são próximos, também, quanto menos dialogarmos com Deus, mais nos afastamos Dele.

Daí ser importante em todos os momentos manter viva, no pensamento e no coração, a presença de Deus, o Amigo por excelência, força de sedução e fascínio.

Sem Deus tudo falta. Sem Deus, vivemos na periferia de nós mesmos.

Por vezes, a nossa alma fica dura, difícil, fria. A fé é golpeada. Parece que o mundo se abateu sobre as nossas cabeças. Sentimo-nos sufocados, abandonados.

Nestas circunstâncias, é imperioso continuar a rezar mesmo que não se sinta nada, rezar mesmo sem vontade para que venha a vontade de rezar. Pensar que Deus é gratuitidade e aceitar que a sua pedagogia para connosco é desconcertante.

A vida com Deus é relação e movimento. Esperança de que o amanhã será melhor. É vida de fé na Palavra que nos deixou: “peçam, que Deus vos dará, procurem, que hão-de encontrar, batam à porta, e ela há-de abrir-se, pois o que pede, recebe, o que procura, encontra; e a quem bate, a porta se abrirá”. (Lc 11, 9; 10)

Com um Deus assim, quem poderá temer?

 

publicado por aosabordapena às 21:36

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