Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

05
Set 00

(Cesareia de Filipe. Provavelmente, neste local

Pedro fez a sua profissão de fé)

 

Acompanhado pelos discípulos, dirigia-se Jesus para as aldeias de Cesareia de Filipe, local paradisíaco e uma das nascentes do rio Jordão.

Nesse lugar tranquilo, depois de ter feito oração, perguntou aos discípulos: “E vós quem dizeis que Eu sou?”

Respondeu-lhe Simão Pedro: “Tu és o Cristo, o filho de Deus vivo”.

Com esta declaração solene, reconhecem os discípulos pela boca de Pedro, não só a divindade de Jesus, como também que é o Messias prometido, aquele “cujo reinado não terá fim”.

Ao lermos esta passagem do Evangelho de S. Mateus, deixemos que o nosso pensamento percorra os caminhos pedregosos da Judeia e imaginemo-nos integrados na comitiva de Jesus, escutando atentamente as suas palavras.

Interpelados directamente pelo Senhor, qual seria a nossa resposta à pergunta formulada?

Por certo, não teríamos saber nem coragem para responder, nem a resposta seria pronta e categórica como a de Pedro, que falou por inspiração do “Pai que está nos Céus”.

Mesmo assim, não deixemos de, interiormente, nos interrogarmos acerca do desafio lançado e tentarmos, no íntimo do nosso coração uma resposta acertada, reconhecendo, talvez por outras palavras, que Jesus é o “Filho de Deus vivo” que veio ao mundo para nos salvar.

Decorridos 2000 anos, será que a nossa resposta coincidiria com a resposta acertada de Pedro?

Neste mundo ensurdecedor em que vivemos e que desvia a nossa atenção para o consumismo e a materialidade; mundo no qual impera a violência; mundo de desigualdades, onde a uns poucos nada falta, enquanto outros são dizimados pela fome e pelas doenças, é fácil esquecermo-nos de quem é esse Jesus que veio salvar todos os homens e que tinha uma predilecção especial pelos humildes e mais fracos.

Por isso, a pergunta de Jesus aos discípulos, ainda hoje ecoa aos nossos ouvidos, inquietando-nos, dada a sua oportuna e constante actualidade.

Importa, pois, fazer silêncio no nosso coração, para que cada dia que passa, possamos reafirmar a profissão de fé de Pedro e por nós assumida; “Tu és o Cristo, o filho de Deus vivo”, o Bom Pastor, o Pai misericordioso, sempre pronto a acolher os seus filhos pródigos.

Se assim procedermos, por certo que a nossa vida ganhará sentido; a sensação de frustração e de vacuidade dará lugar à alegria de viver, já que uma fé viva, ainda que pequena “como um grão de mostarda” consegue maravilhas, pois, além de exprimir confiança no poder e vontade de Deus a nosso respeito, será como que uma mola impulsionadora que nos ajudará a vencer os obstáculos que, no dia a dia, se nos deparam.

 

publicado por aosabordapena às 16:13

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