Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Mai 01

 

 

A nossa vocação procede da soberana vontade de Deus. Diz o Senhor: «Antes que fosses formado no ventre da tua mãe, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio materno, Eu te consagrei». (Jer 1,5)

Privilegiados por termos nascido no seio de uma família cristã, «fomos feitos, pelo Baptismo da Fé, verdadeiramente filhos e participantes da natureza divina e, por conseguinte, realmente santos. (Lg 40)

A partir desse momento, libertos do pecado original, integrámos a Igreja, fizemo-nos Igreja, membros de pleno direito do Povo Santo de Deus.

Foi o começo de uma longa caminhada. Descobrimos a emoção de receber Jesus no nosso coração, de Lhe falar, de Lhe prometer amor eterno aquando da Primeira Comunhão.

Sentimos a tristeza de O termos ofendido e também o bálsamo reconfortante do seu perdão e da sua misericórdia, quando nos abeiramos do Sacramento da Reconciliação.

Sentimos a lufada do “vento que fala” e nos tocou a consciência, quando fomos confirmados pela acção do Espírito Santo, Senhor e Fonte de Vida.

Viver esta vocação de santidade à qual fomos chamados na Igreja, é tarefa que se constrói diariamente, com avanços e recuos, mas tendo sempre como mestre e modelo de perfeição o próprio Cristo.

Toda a vida cristã deve, pois, configurar-se à vida que Jesus Cristo viveu, aos seus critérios, às suas atitudes, ao seu modo de viver e sentir os problemas e as angústias dos homens.

Jesus ordenou «a todos e a cada um dos seus discípulos de qualquer condição: sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito. A todos enviou o Espírito Santo, que os move interiormente a amarem a Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todo o espírito e com todas as forças e a amarem-se uns aos outros como Cristo os amou». (Lg 40)

Esta forma de ser e de estar na vida é o cumprimento do mandato de Jesus e influencia positivamente a sociedade onde actuamos, promovendo um modo de vida mais humano e ajudando à construção de um mundo mais justo e fraterno.

Na diversidade de caminhos e ocupações em que nos empenhamos, procurando seguir de perto os passos de Jesus, na obediência à voz do Pai e guiados pelo Espírito de Deus, a meta almejada é comum.

Os caminhos concretos pelos quais o Espírito nos impele e orienta são diversos, pois muitos são os estados de vida e ocupações que se nos apresentam.

Compete a cada um traçar o seu caminho e avançar sem hesitações, segundo o carisma ou dom gratuito concedido por Deus ao homem, não só para a sua santificação pessoal, mas para que ele possa cooperar na santificação alheia.

São porém três, os principais estados de vida ou caminhos de santidade:

a)      Vida consagrada pela função ministerial: papa, bispos, presbíteros e demais ministros sagrados. Escolhidos para a plenitude do sacerdócio, são os pastores do rebanho de Cristo. Compete-lhes anunciar a todos o Evangelho de Deus. Cabe-lhes, como educadores da fé, ajudar os homens a conseguir a maturidade cristã e a provê-los de todos os meios necessários à salvação.

b)      Vida religiosa consagrada.

Através de votos ou outros compromissos sagrados a eles semelhantes, o cristão que professa os conselhos evangélicos de castidade consagrada a Deus, de pobreza e de obediência, entrega-se totalmente ao serviço de Deus.

O estado religioso ao tornar os seus membros mais livres das preocupações terrenas, imita e representa na Igreja a forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo para cumprir a vontade do Pai e por Ele foi proposta aos discípulos que O seguiram.

Através da ajuda directa, da oração, da contemplação e do sacrifício, os religiosos colaboram com todos os homens na construção da cidade terrena, ou seja, nos mosteiros, escolas, hospitais, missões, etc.

Pela sua acção se fomenta, de forma especial, a santidade da Igreja.

c)      Vida laical na qual se insere, com especial relevo, a vida consagrada pelo Sacramento do Matrimónio. A vida matrimonial e familiar é uma escola de apostolado, na medida em que os esposos são um para o outro e para os filhos, testemunhas da fé e do amor de Cristo.

      Os esposos e pais cristãos, amparando-se mutuamente na graça, com amor fiel durante a vida inteira, são exemplo de amor incansável e generoso, promovem a valorização humana, constituindo o esteio fundamental da sociedade.

Relevante é, também, o papel que as pessoas viúvas ou celibatárias desempenham e que muito pode concorrer para a santidade e acção da Igreja, pela sua disponibilidade, pela caridade e acolhimento com que servem, pela imensidão de tarefas que executam nas paróquias, pela sua inserção e participação activas nos movimentos apostólicos.

Neste mês de Maio em que, especialmente, é celebrado o Dia Mundial da Oração pelas Vocações, supliquemos a Nossa Senhora Medianeira de todas as graças, que cumule de bênçãos todos aqueles que, fiéis à sua vocação, procuram seguir o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo, e que faça surgir na Igreja, muitas e santas vocações religiosas e sacerdotais.

 

 

publicado por aosabordapena às 19:15

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