Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Jun 01

 

O Deus dos cristãos é um Deus Trino. É comunhão, é família divina, trinitária. São três pessoas, são três pétalas vivas do mesmo Amor-Perfeito. São três acções distintas: do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Ser cristão significa ser filho do Pai do Céu, irmão de Jesus, templo do Espírito.

Por isso a nossa oração deve ser orientada nesta dimensão trinitária, rezando a cada uma das pessoas divinas, e desenvolvendo uma relação diferente, afectiva e consciente com cada uma dessas pessoas diferentes, mas um só e mesmo Deus.

“Se alguém Me ama … viremos a ele e faremos nele morada”. (Jo 14, 23) É a promessa de Jesus, feita no plural, comprometendo toda a Trindade.

A Escritura já afirmara no livro do Génesis que tínhamos sido feitos à imagem das três pessoas divinas. O texto diz: “façamos o homem à Nossa imagem, à Nossa semelhança”. (Gén 1, 26) O plural indica duma maneira clara, que o ser humano foi criado à imagem da Santíssima Trindade.

Daí que, mesmo no plano humano, é n`Ela que se realiza a nossa personalidade, o desabrochar harmonioso da nossa vida espiritual.

Daí a necessidade de silêncio interior para escutar as pessoas divinas que nos habitam e penetram, que estão em nós, mais que nós próprios.

O homem deve rezar sobretudo com o coração.

Amar exige presença, comunhão e diálogo. Daí a importância de crescer na qualidade e no número de visitas ao Sacrário, quer corporal quer espiritualmente e de provocar durante o dia, pequenos encontros com as pessoas da Santíssima Trindade no santuário do nosso coração.

O Espírito que nos habita e do qual somos templo é o Mestre da oração. É Ele que santifica, cura e purifica interiormente. Faz-nos compreender o sentido da Palavra, entusiasma-nos a vivê-la e a pô-la em prática. É ajuda na desolação, ânimo e alento no fracasso.

O Filho feito homem é o modelo de oração. Ele é caminho para o Pai. Só Ele nos pode revelar o rosto de Deus que é amor, bondade e misericórdia.

Deus Pai, Deus Amigo, Deus da festa e do perdão é, deve ser cada vez mais, o fim último da nossa prece. Para Ele deve ser a nossa maior devoção, pois para lá nos encaminha o Espírito Santo e é esse o exemplo de Jesus.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 19:22

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