Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Jan 03

 

 

Vivemos numa sociedade impregnada de motivações materialistas, em que o apelo ao consumo, ao prazer, ao individualismo, completa o quadro de referência em que nos movemos.

É tempo de ganância. De triunfo dum impiedoso neoliberalismo. Duma globalização que ignora as pessoas, em que os ricos, saem vencedores, e os pobres, cada vez mais pobres, arredados dos benefícios duma sociedade que os ostraciza e transforma em rostos sem nome, anónimos subjugados pela ditadura do parecer e comandados pelo poder da publicidade, da televisão, das multinacionais e da moda.

É tempo de vitória e de sucesso a qualquer custo em que o individualismo egoísta tornou as pessoas menos solidárias.

Perante esta ambiência, os cristãos não se devem deixar submergir. Devem “fazer-se ao largo” e mergulhar no mar imenso das Bem-Aventuranças, código de conduta que Jesus nos deixou, diametralmente oposto ao culto da riqueza, do poder, do egoísmo e do domínio do mais fraco pelo mais forte.

No dizer de Monsenhor Paul Poupard “o cerne da cultura cristã é o olhar de amor que transforma os indivíduos em pessoas e as sociedades em comunidades. O amor é a unidade da comunidade, como a vocação é a unidade da pessoa”.

Uma sociedade autista que ignore os valores morais, que desafie e denegue os valores cristãos que a enformam e lhe serviram de matriz é uma sociedade à deriva.

Os seus membros sentem-se como se estivessem num mundo vazio, desencantado, onde nada tem sentido.

Falta-lhes aquele olhar capaz de ver no outro um irmão, e não um estranho, a afectividade que facilita as relações sociais, a certeza de que o centro de gravidade está em Deus, e não em deuses ilusórios criados por si e para si, quimeras que se desvanecem como a espuma do mar, desilusões que deixam marcas profundas de agressividade e aridez.

Daí a necessidade urgente duma vivência impregnada de sobrenaturalidade, na qual, Deus seja o centro e o sentido da nossa vida, a razão da nossa existência e o nosso destino final.

A exemplo de Jesus sejamos promotores de paz e construtores de amor.

 

publicado por aosabordapena às 19:35

Janeiro 2003
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