Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Jun 01

 

 

 

Aquando da ascensão ao céu, Jesus prometeu aos discípulos o baptismo no Espírito Santo, o qual iria transformar definitivamente a sua maneira de pensar e de agir.

Revestidos pela sua força, hão-de encontrar ânimo para ultrapassar a aparente orfandade em que se encontravam e a coragem para testemunhar sem medo, a Boa Nova, “em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo”.

Esta promessa foi cumprida no dia de Pentecostes, isto é, cinquenta dias após a Páscoa.

Este dia, que para os judeus era um dia de solene celebração da festa das searas e da proclamação da Lei no Sinai, marcou de forma indelével, os apóstolos.

“Subitamente ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento que encheu toda a casa onde se encontravam”. (Act 2, 2)

Este vento era um vento diferente dos outros ventos. Não destruía. Não arrasava. Não fazia mal. Não afectava as pessoas. Não prejudicava a natureza. O som desse vento era harmonioso, agradável, sereno, pacífico.

Os apóstolos sentiam-se bem. Não tiveram medo. Apenas sentiam que esse “Vento lhes falava”. Lhes tocava a consciência. Dava-lhes paz interior, serenidade, discernimento e coragem para levar a Boa Nova aos mais diversos auditórios, mesmo aos mais recalcitrantes.

O azorrague, a prisão, as injúrias, as humilhações, não os assustavam.

“Todos ficaram cheios de Espírito Santo, começando a anunciar a Palavra de Deus com desassombro”. (Act 4, 31)

A partir desse momento, o Espírito começou a habitar no coração de todos os crentes, deixando de ser privilégio de reis e profetas.

A sua acção na vida dos baptizados manifesta-se através dos sete dons que generosamente lhes disponibiliza.

Pelos dons de Sabedoria e Entendimento, o cristão compreende o desígnio de Deus a seu respeito e é capaz de discernir como deve viver concretamente, segundo a vontade divina.

Pelos dons do Conselho e Fortaleza, adquire capacidade para saber decidir correctamente e coragem para realizar essa decisão.

Os dons da Ciência e Temor de Deus possibilitam a descoberta constante de Deus nas coisas, nas pessoas, nos acontecimentos e o desejo de respeitar a sua aliança, vivendo integralmente segundo os seus mandamentos.

Por último, pelo dom da Piedade, é impelido, como bom filho, a dialogar na fé com Deus.

O tempo de oração é uma audiência divina, um diálogo a dois, do qual devem constar o louvor pelos dons recebidos e a entrega da vontade, para que em cada dia que passa, o cristão possa afirmar como S. Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. (Gal 2, 20).

 

 

publicado por aosabordapena às 19:41

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