Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Nov 09

 

 

 

O homem, minúsculo grão de areia da espantosa engrenagem que é o universo criado por Deus, é um ser frágil, “formado do pó da terra”, inconstante, um eterno insatisfeito.

Fruto da sua fragilidade, da sua cegueira e sede crescente de “ter e poder”, não poucas vezes ofende a Deus e aos homens seus irmãos.

E quando tal acontece, o coração endurece, a consciência pesa, as relações tornam-se azedas e os comportamentos agressivos.

É o corte da harmonia e estabilidade emocionais, da ausência de paz e tranquilidade.

Nestas condições, o nosso Deus, sempre acolhedor e compreensivo, espera com ternura o regresso do “filho pródigo”, porque «Deus é Amor», é perdão.

Como então à mulher adúltera, também hoje, Jesus continua a dizer-nos: «Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar». (Jo 8, 10-11)

Consciente da misericórdia divina, o cursista encontra na reunião do seu Grupo uma forma de crescer espiritualmente, um apelo constante à perfeição e à conversão, um incentivo para não desistir, um alento nos fracassos.

Poderíamos dizer que ser cursista é um projecto de santificação, de crescimento na Fé, Esperança e Caridade por meio da oração, da aprendizagem e actualização constantes da Palavra de Deus, pela acção concreta em prol dos mais necessitados, aqueles que Deus acarinha de forma especial.

Conversão dos comportamentos, das mentalidades, das relações interpessoais, conversão do coração, é o grande desafio de todos os cristãos e dos cursistas em particular, desafio alicerçado na força do Espírito de Deus, pois só o Espírito vence as tendências humanas negativas.

Este tempo santo da Quaresma que Deus na sua infinita misericórdia nos permite estar a viver, é a época propícia para arrepiar caminho, para recuperar o tempo perdido, para a conversão ao Deus que nunca se zanga e nunca castiga o homem pecador.

Tempo de acolher o chamamento do Senhor: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve». (Mt 11, 28-30)

Que mais pode o cristão desejar?

 

publicado por aosabordapena às 19:14

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