Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

22
Mai 08

  

Foi o homem criado à imagem e semelhança de Deus.

Independentemente da cor, estatura, raça, nacionalidade, sexo, somos o sinal visível da obra criadora dum Deus que nos amou tanto, ao ponto de nos ter enviado o Seu divino Filho, revestido da natureza humana, em tudo igual a nós, excepto no pecado, para nos salvar, «para nos fazer co-herdeiros com Cristo». (Rm 8,17)

É isto que sou. Obra de Deus, um insignificante grão na engrenagem global, que existo, porque Deus, antes de eu ser concebido no ventre de minha mãe, já me conhecia e pessoalmente me identificava.

Estou perante mim próprio. Olho-me e às vezes não me conheço, nem reconheço. Se hoje me aceito, amanhã detesto-me. Que fazer? Desaparecer? Ilusão. Para onde fugiria, Senhor, se Tu estás em toda a parte, inclusive, dentro de mim?

Nesta introspecção, viajo pelas estradas do meu íntimo e encontro no mais recôndito do meu ser os afectos, as desilusões, a maldade em efervescência, a bondade numa quietude vigilante.

E no silêncio de mim mesmo, escuto-me, e escuto a voz do Senhor. Voz de misericórdia, de pai solícito e providente, voz que se alegra quando pratico o bem, que se entristece quando me afasto dos Seus trilhos, parecendo ausente na Sua Omnipresença.

E recordo as palavras do Apóstolo: «Vede que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus; e, realmente, o somos!» (1 Jo 3, 1)

E no meu silêncio, consciente deste divino privilégio, sinto-me reconfortado, imbuído de esperança e predisposto a seguir o apelo de Deus e a comungar dos anseios e angústias dos homens meus irmãos, no sentido duma sociedade mais justa, mais fraterna, mais humana.


21
Mai 08

 

Parece-me estar a vê-LO, subindo paulatinamente, os degraus do Templo.

O Seu rosto está calmo e distribui sorrisos à multidão que O segue e LHE acena.

Contudo, aquela que parecia ser uma tarde calma, de oração e pregação, transforma-se, não por culpa de Jesus, numa tarde algo agitada, cujo relato, hoje, nos desconcerta e nos induz a uma maior proximidade com o nosso Deus.

Deus que se indigna com as injustiças, com os impostores, com os mentirosos, com os corruptos, com os que não pagam os salários ou os impostos, com os que enganam o próximo ou o Estado, prejudicando assim a colectividade, no seu todo. Com todos eles, Jesus se “irrita”.

Transmutados hoje para os nossos tempos, os “vendilhões do Templo” continuam activos e, aos nossos olhos terrenos, incólumes. Parece que o crime compensa.

Contudo, aos cristãos (que adoram e conhecem Deus ao estilo de Jesus Cristo), compete não calar e actuar de harmonia com as leis e a vontade de Deus.

Compete-lhes denunciar as injustiças, combater a opressão, praticar a caridade e amar, sem reservas, o próximo.

Diz o Senhor: «Aquele que é mau, continue a fazer o mal, e o que é pecador, continue a pecar. Quem é bom, deve continuar a ser bom e o que é santo deve santificar-se mais. Mas, atenção! Eu virei muito em breve e trarei comigo a recompensa para dar a cada um segundo as suas obras.» (Ap.22, 11-12)

Deus, infinitamente justo e misericordioso, deu aos homens completa liberdade de acção. Contudo, os cristãos, acreditando que um dia hão-de ser julgados e que hão-de ressuscitar para a vida eterna, e que, o seu Deus «não é um Deus de mortos, mas de vivos», tudo farão para que «Deus os encontre sem faltas, sem pecados e em paz» na última hora, e assim, poderem entrar na Cidade Santa, a nova Jerusalém.

E no meu silêncio … eu escuto e escuto-me. O filme corre veloz. A angústia invade-me. A solidão dói. A fé e a esperança são um bálsamo reconfortante para a dor de, por vezes, Te ter esquecido. E a vossa misericórdia, Senhor, é uma suave brisa que inunda a meu ser.

 


14
Mai 08

 

 

O nosso Deus é um Deus de silêncio, um Deus que cala. Não felicita nem reprova. Parecendo ausente, mas sempre presente.

Chove, neva, o dia amanhece e a noite paira sobre a terra. As árvores crescem, as flores murcham. O homem faz a guerra. A vida e a morte acontecem. As crianças sofrem. A fome e as doenças alastram.

E o nosso Deus onde está? Será que se esqueceu de nós?

Não fora a certeza da Fé, face às contrariedades da vida e à nossa limitada compreensão dos acontecimentos e situações, por certo, já O teríamos abandonado e fugido como fizeram os Apóstolos no Jardim das Oliveiras.

Na hora em que mais precisava de conforto, Jesus sentiu o sabor amargo da solidão e a ausência do Pai.

“Nisto começou a sentir-se angustiado e cheio de aflição e exclamou: “sinto uma tristeza de morte. Ó Pai, tudo Te é possível. Afasta de mim este cálice de amargura. No entanto, não se faça a minha vontade, mas sim a tua”. “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”.

Nestes momentos de dor, Jesus experimentou o sentir e o saber da fé.

Ele sabia que o Pai estava com Ele, que nunca o abandonaria. Comovido pela sua fidelidade e obediência, o Pai enviou “um anjo do céu que veio dar-lhe forças”.

Também nós, nos sentimos por vezes sós e marginalizados. E nessas ocasiões, como é reconfortante sabermos que Jesus é um suave bálsamo que adoça a nossa amargura, um colete de salvação que nos garante segurança e alento.

Como o salmista, também nós, peregrinos, sentimos saudades do Deus que nos criou, que é o nosso Senhor, mas que não conhecemos. Resta-nos a esperança de que um dia veremos o Seu Rosto.

Enquanto tal não acontecer, ao optar por Jesus nossa garantia e certeza em Fé traduzida, não nos equivocámos. Acertámos.

Ajoelhados na noite da fé, acreditamos em Ti, Deus do silêncio, nosso refúgio e conforto.

“Por que hei-de estar desanimado e preocupado?” (Salmo 42)

                                                                                              

 


04
Abr 08

 

 

Cristo, nosso Cordeiro Pascal, é a actualização do mais profundo significado da Páscoa (1 Cor, 7-8): «Purificai-vos do velho fermento, para serdes uma nova massa, já que sois pães ázimos. Pois Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da pureza e da verdade».

Celebrar a Páscoa é assim comprometer-se vitalmente com o anúncio de Cristo ressuscitado. Ela é o memorial todos os dias actualizado no qual somos, simultaneamente, participantes e concelebrantes

Jesus, a grande Luz, é o Salvador. Ele fez-se homem até ás últimas consequências. Até aos trinta anos «cresceu em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens». (Lc 2,52). Foi um judeu normal, com uma vida normal, trabalhador, atento a tudo o que se passava, atento aos sinais, ao que se dizia, à situação existente e ao ar que se respirava na época.

Jesus sai do anonimato através de João Baptista: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo». Vindo de Nazaré da Galileia para ser baptizado por João no rio Jordão, ao sair da água, Deus Pai, com o Espírito Santo, apresenta-o solenemente como seu Filho, que assim inaugura a sua vida pública: «Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu agrado.» (Mc 1, 9-11)

O seu programa é o Reino de Deus e a Eucaristia faz parte integrante do Reino. Em contraposição ao Antigo Testamento, a Boa Nova de Jesus, faz a pedagogia do sim e põe o acento tónico na pessoa: a salvação é gratuita e ao alcance de todos; Deus é de todos e para todos; é a abertura plena ao universalismo, havendo uma valorização da graça e da pureza de coração.

Para a sua concretização, Jesus prepara-se por palavras e acções. Disso são exemplo as suas refeições: aceita o convite dum fariseu para comer consigo (Lc 7,36); faz-se convidado de Zaqueu, o cobrador de impostos, «desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa». (Lc 19,5); convida e prepara o banquete para cinco mil pessoas (Jo 6, 1-71). Jesus ergue o olhar, preocupa-se com a multidão e mandou-a sentar: tomou os pães e ele próprio os distribuiu.

Jesus, os apóstolos, os judeus, a multidão, «o rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes» e os cede generosamente, são os personagens desta história de amor: Jesus é o Pão da Vida.

Depois, Jesus caminha sobre as águas e passa duma margem para a outra. É o convite à fé, ao abandono e à confiança num Deus misericordioso e pleno de amor, um convite a receber e acolher o Pão do Céu.
O seu percurso é: do pão material passa ao maná; deste à Palavra; da Palavra à pessoa de Jesus e por fim à Eucaristia. Esta actualiza e torna presente a Páscoa de Jesus, celebrada na «sua sala, com os seus discípulos».

A Páscoa de Jesus é uma dádiva de amor por toda a humanidade e as refeições do Ressuscitado – a EUCARISTIA – foram e são um meio de ajudar os seus discípulos a fortalecer a fé em Cristo ressuscitado, um meio de os fazer ganhar coragem para a missão apostólica de que então e hoje ainda os incumbe.

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 17:02

23
Mar 08

 

Sendo a Quaresma, um tempo “forte” de oração, propício a privações e à prática duma caridade mais diligente, especialmente, em relação aos mais necessitados, é oferecida, a todo o cristão, a possibilidade de se preparar convenientemente para a Páscoa, fazendo um sério discernimento da própria vida, confrontando-a, de maneira especial, com a Palavra de Deus, que ilumina o seu itinerário quotidiano.

Regularizadas as nossas deficiências, renovada a esperança e o propósito de cada dia ir crescendo na fé, tem cabimento o júbilo que inunda os corações na manhã radiosa da Ressurreição.

A natureza já despertou da letargia invernal. Os rebentos e as flores vicejam aqui e além. Cristo, o “renovo maior”, pleno de vitalidade, de promessas cumpridas e dúvidas desfeitas, emerge do sepulcro e dá sentido e razão à razão da nossa fé.

“ O Senhor ressuscitou verdadeiramente!”. É este o grito que acalma a nossa inquietação. O grito que, na boca de S. Paulo, se torna desafio: “Onde está, ó morte, a tua vitória?” (1 Cor 15, 55)

Páscoa é a festa em que a esperança é transformada em certeza. O mundo atolado em dor, morte e pecado, sabe agora, que a dor é redenção, a morte é apenas preâmbulo de ressurreição e a ferida do pecado pode ser curada com a transfusão do Sangue de Cristo na nossa vida, pelo baptismo e pelos demais sacramentos.

Páscoa é, também, tempo de anunciar esta certeza a todos os homens. Madalena viu o sepulcro vazio e correu a avisar Pedro e João. Pedro e João correm ao sepulcro: verificam o facto e acreditam. Madalena vê então o Senhor e diz aos Apóstolos: “Vi o Senhor!” (Jo. 20,18). Os discípulos vêem o Mestre e dizem a Tomé: “Vimos o Senhor!” (Jo. 20, 25). Os dois discípulos de Emaús reconhecem-nO na fracção do pão e regressam a Jerusalém a contar aos outros…

É esta a mensagem que recebemos. É este o testemunho que temos de transmitir.

Celebrar a Páscoa cada ano que passa, é insuflar a alma dum novo impulso vital, impeditivo do desânimo, da descrença, um bálsamo purificador que alivia a vida, até que chegue a nossa Páscoa, rumo à Jerusalém celeste.

O Senhor ressuscitou! Aleluia! Uma Santa Páscoa para todos.

 

        

 

publicado por aosabordapena às 16:50

23
Jan 08

 

No discurso proferido no dia 10/11/2007, dirigido aos Bispos Portugueses aquando da visita «ad Limina», Sua Santidade o Papa Bento XVI referiu a necessidade da educação cristã:
 
«À vista da maré crescente de cristãos não praticantes nas vossas dioceses, talvez valha a pena verificardes «a eficácia dos percursos de iniciação actuais, para que o cristão seja ajudado, pela acção educativa das nossas comunidades, a maturar cada vez mais até chegar a assumir na sua vida uma orientação autenticamente eucarística, de tal modo que seja capaz de dar razão da própria esperança de maneira adequada ao nosso tempo» (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 18).»
 
Em entrevista concedida ao jornal «A GUARDA», D. Manuel Felício, Bispo Coadjutor da Diocese da Guarda, referiu a necessidade de «fazer passar a mensagem a todos os nossos cristãos de que não pode haver vida de Fé, sem formação permanente na Fé, e a mesma obrigação que todos temos de participar na Missa ao domingo, temo-la igualmente para participar nas acções de formação programadas pelas paróquias ou grupos de paróquias. Só assim levamos a sério o apelo à prática da nova evangelização que nos continua a ser insistentemente feito».
Se é preocupante o crescente número de cristãos não praticantes, também o é o elevado número de católicos que assistindo à Santa Missa não participam da Sagrada Comunhão.
Assim é imperiosa a necessidade de formação cristã a nível individual e a nível colectivo, dentro e fora das igrejas.
 A leitura da Bíblia é um poderoso instrumento para a descoberta ou redescoberta de Deus e da Palavra com que Jesus nos falou e fala a cada momento. Não foi Ele que disse: «quem me escuta, escuta o Pai». (Jo. 12, 44)?
Permito-me ainda referir “O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica” de fácil e acessível aquisição, o qual, segundo o Papa Bento XVI, «contém, de modo conciso, todos os elementos essenciais e fundamentais da fé da Igreja…que permite às pessoas, crentes ou não, abraçar, com um olhar de conjunto, o inteiro panorama da fé católica».
A metodologia de pergunta/resposta torna a sua leitura cativante e permite dissipar as dúvidas e angústias que tantas vezes nos surgem.
 A revitalização do cristianismo, o revigoramento duma Fé consciente, não terá lugar sem uma constante aquisição e actualização de conhecimentos.
 
Oxalá esta constatação, chegue a todos os cristãos e leve muitos corações a uma total abertura ao Espírito, sentindo necessidade de mais formação e informação para que o seu cristianismo de pertença sociológica, falho de sentido de vida comunitária e sacramental, se transfigure num cristianismo assumido com fervor, intensidade e plena adesão a Jesus Cristo, Vivo e Ressuscitado.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
publicado por aosabordapena às 19:08

13
Nov 07

 

 

É muito especialmente neste mês de Novembro que se verifica um confronto mais próximo com a morte. O homem invade este “território de dor” onde os vivos procuram prolongar o seu amor com os entes queridos e buscar inspiração, alento e conforto para suportar ou redireccionar a vida, junto daqueles que já se encontram nas “eternas e insondáveis paragens”.

 É o cemitério, local de culto, sítio místico que transmite uma certa paz; havendo nele vida, nele está tudo o que faz parte da vida: o amor e a morte, o consolo, a afectividade e a nostalgia; o trabalho, a cultura e a arte; a opulência e a simplicidade, o silêncio, o bulício e a agitação; é, pois, uma outra cidade, dentro da cidade, de incongruências e fragilidades feita.

Ir ao cemitério, “cidade” feita de memórias de vidas já vividas, pode ser angustiante, reconfortante, mas dificilmente será indiferente.

A razão principal para esta visita é sobretudo de ordem espiritual: pedir ao Senhor da vida e da morte que na Sua Casa, na “Casa do Pai” dê o eterno descanso aos nossos e a todos os defuntos. E nesta prece, está subliminarmente presente, a certeza que um dia também nós havemos de ser visitados por outras gerações; que, para quem crê na vida para além da morte e na ressurreição, apesar da angústia e do temor humanamente compreensíveis, a certeza no reencontro e numa nova vida totalmente diferente de todos os parâmetros nossos conhecidos, é o grande bálsamo consolador que nos impele a viver; que somos seres insignificantes e transitórios rumo à morada que o Senhor nos tem preparada.

Importa pois preparar o caminho para sermos dignos da Bem-aventurança eterna, vivendo dia a dia, segundo os preceitos divinos.

Os nossos mortos ajudar-nos-ão. Ajudemo-nos a nós próprios na certeza de que o nosso Deus, «não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos vivem».

E nós, de certeza, também queremos viver. E para sempre.

 

publicado por aosabordapena às 19:56

04
Nov 07

 

Fazer memória dos entes queridos que nos tomaram a dianteira, ajuda a vencer a dor da ausência que a morte provoca.

Neste mês, a saudade aperta e lágrima aflora com mais facilidade ao canto do olho.

Peregrinos que somos, crentes na vida eterna, na vida plena em Deus e, esperançados na dádiva do reencontro, aquando da ressurreição no fim dos tempos, resta-nos a fé como lenitivo e o desfilar das recordações, por vezes tão longínquas, que já se esfumam na bruma dos tempos.

Vamos ao cemitério rezar, acender velas, oferecer flores e com elas reacender a saudade; vamos repetir juras de amor eterno, apaziguar tensões, pedir perdão, fazer a paz com os que já partiram, caso a consciência acuse algum assunto mal resolvido.

Desse território de dor, fazemos ponto de reunião onde a matéria e o finito se revestem duma aura de espiritualidade e, simultaneamente, de imensas dúvidas e incertezas; de local de recolhimento, de reflexão e antevisão da nossa partida rumo à Jerusalém Celeste.

Cientes e conscientes duma realidade a que ninguém escapa, importa prepararmos o caminho, vivendo segundo os preceitos do Senhor, com o coração leve em que os afectos e a generosidade tenham lugar privilegiado. E acima de tudo, confiar na misericórdia do Senhor, pois «Deus é o nosso refúgio e a nossa força, ajuda permanente nos momentos de angústia. De quem teremos medo? (Sl 27 e 46)

 

 

 

publicado por aosabordapena às 16:28

14
Out 07

 

 

Uns vivem a correr atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, seja de enfarte ou dum acidente na estrada, por correrem para chegar a tempo. Outros, tão ansiosos por viver o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente existe.

O tempo é o mesmo para todos; ninguém tem mais nem menos de 24 horas por dia. A diferença está no que cada um faz do seu tempo.

 Há pois que saber aproveitar cada momento, porque, como alguém disse: «a vida é aquilo que acontece enquanto planeamos o futuro».

A consciência de que a vida é passageira e que a fé leva a não dar largas ao desespero, estão bem expressos nos seguintes versículos (6 a 9), do Salmo 39:

 «Senhor …de poucos palmos fizeste os meus dias;

Diante de ti a minha existência é como nada;

O homem não é mais do que um sopro!

Ele passa como simples sombra!

É em vão que se agita:

amontoa riquezas e não sabe para quem ficam.

Agora, Senhor, que posso eu esperar?

A minha esperança está em ti».

 

publicado por aosabordapena às 18:13

14
Set 07

 

 
 
No dia 21 de Outubro, 29º. Domingo do Tempo Comum dedica a Igreja uma especial atenção às Missões, sendo a mensagem papal, para este Dia Missionário Mundial, subordinada ao tema, “Todas as Igrejas para o mundo inteiro”.
Tendo Cristo ordenado: «ide e ensinai todas as nações, baptizando-as no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28,19), são os missionários ad gentes os audazes e radicais cumpridores desse mandato missionário do Senhor.
Partem para terras longínquas, inóspitas, onde grassa a miséria e onde as condições de vida do povo simples e humilde que os acolhe de braços abertos, deixam muito a desejar, renovando assim o prodígio do Pentecostes.
“Vivem e trabalham comunitariamente, partilhando alegrias e tristezas, sucessos e fracassos, rezando em comum, partilhando os bens materiais provenientes do seu trabalho».
São eles os profetas da nova evangelização que “hospedam” no coração, grupos culturais e ambientes tão diferenciados daqueles onde nasceram e estudaram e onde a chama do anúncio do Evangelho os incendiou.
Mas ser missionário não é só percorrer grandes distâncias, ir para outros continentes, mas é a difícil viagem de sair de si mesmo, de ir ao encontro do outro, do “diferente”, do marginalizado, os preferidos de Jesus. Este espírito de missão permite criar novos laços, novas relações, um novo jeito de olhar a vida, um novo jeito de ser igreja.
«Nenhuma comunidade cristã é fiel à sua vocação se não é missionária», pois tal é a essência do Ser Cristão, e é a nossa obrigação: «ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Cor 9, 16)
Rezar pelas missões e para que o Senhor mande mais obreiros para a sua messe, participar materialmente em projectos dos campos de missão ou na formação de missionários, são algumas formas de ser missionário.
Contudo a forma mais radical de o ser, é assumir, em plenitude, o compromisso de cristão autêntico, fazendo da vida, uma entrega total ao reino de Deus, em prol da promoção humana, da justiça, do perdão e do acolhimento de todos, sem qualquer tipo de discriminação.
Ser cristão não apenas de nome, mas de acção e compromisso.
 
 
 
publicado por aosabordapena às 16:13

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