Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

08
Mai 02

 

 

Realizou-se, nos dias 20 e 21 de Abril, a peregrinação nacional da Sociedade, a Fátima, cuja tema, este ano, foi: “2º Mandamento – O Nome de Deus é Santo”.

Esta peregrinação, teve a presença de cerca de 4000 vicentinos, vindos de todo o País e, foi presidida por Suas Excelências Reverendíssimas os Senhores D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo de Leiria – Fátima e D. Óscar Braga, Bispo de Benguela, Angola.

A diocese também esteve presente, através da Conferência Vicentina masculina de S. João Baptista e feminina de Nossa Senhora de Fátima, ambas da Paróquia da Sé, e da Conferência Vicentina de S. Tiago da nossa Paróquia.

Do programa, apraz destacar, entre outros momentos, a saudação e consagração dos vicentinos à Senhora de Fátima, a renovação do compromisso vicentino na Capelinha das Aparições, bem como a Assembleia Vicentina que teve lugar no auditório do Centro Apostólico Paulo VI.

Esta teve a participação activa da diocese de Aveiro, a qual está de parabéns pela animação e alegria que soube transmitir e que contagiou a assembleia, mediante a actuação do seu Grupo de Jovens, e a representação cénica que mostrou o modo de ser e viver aveirenses, suas actividades, trajes e figuras, entre as quais sobressai a da Princesa Santa Joana, (diga-se, de passagem, que a Igreja Católica apenas a reconhece oficialmente como Beata), modelo de virtudes e de fé, religiosa beatificada em 1693, pelo Papa Inocêncio XII.

Tanto os cânticos, como a encenação apresentada, deixaram no ar um suave cheiro a maresia.

O desenvolvimento do tema da peregrinação foi, brilhantemente, apresentado pelo P. Carlos Azevedo, vice-reitor da Universidade Católica de Lisboa.

O nome de Deus é para os homens, atracção, temor, respeito e, sobretudo, proximidade: “Moisés desviou o olhar, porque teve medo de olhar para Deus”. “Tenho visto como sofre o Meu povo, por isso, estou decidido a ir libertá-lo”. (Ex 3, 6-8)

Foi ainda referida a urgência de fugir da idolatria, qualquer que ela seja, da superstição, da magia, de não ter medo da opinião pública, de questionar ou recusar o “pronto a pensar” que a televisão, a comunicação social e a publicidade nos querem impor.

Todos os homens são chamados a servir a Deus, e não, manipulando o Seu Nome, a servir-se de Deus e, em Seu Nome, cometer as maiores atrocidades.

Para isso, é necessário que todos O conheçam, e que haja uma disponibilidade interior, uma dimensão espiritual que galvanize as suas vidas, com vista a servir o Deus Vivo, que, por vezes, desconcerta, mas que está sempre pronto a ajudar.

“Senhor, que queres que eu faça?”, deve ser a principal preocupação de todos os cristãos.

Os cristãos e, em especial, os vicentinos, foram desafiados a ser servidores da Santidade de Deus: Deus Santo, para compreender a vida, o cosmos e os sinais dos tempos; Deus Santo, para servir, mediante gestos concretos de serviço; Deus Santo, para celebrar, na alegria e como fonte de esperança.

Todos somos convidados à festa, à gratuitidade da espera, enquanto não formos chamados para entrar na “Jerusalém Celeste”.

Os vicentinos, são pelo seu carisma, chamados a acariciar os carenciados, a abanar os bem instalados na vida, a denunciar as injustiças e a combater as desigualdades.

Deus Santo, pobre e humilde, precisa da nossa ajuda para testemunhar o Seu Amor por todos os homens. Não Lha recusemos.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 19:19

02
Abr 02

A Conferência Vicentina de S. Tiago foi fundada no dia 18 de Outubro do ano jubilar 2000.

Desde então, os membros que a compõem, nesta data, oito, reúnem com regularidade, todas as quintas-feiras, às 21 horas.

Da acção desenvolvida ao longo do último ano, apraz registar a sua participação em projectos de ajuda aos mais carenciados, como: Leprosos, Crianças do Afeganistão, campanha de Natal promovida pela Rádio Renascença “Crianças no coração” etc.

Tal não seria possível, sem a ajuda dos benfeitores, aos quais a Conferência agradece penhoradamente.

 No dia 8 de Novembro de 2001, os seus membros decidiram solicitar a sua agregação à Sociedade de S. Vicente de Paulo.

É com todo o prazer, que informamos a Comunidade, de que tal pedido foi aceite pelo Conselho Geral da Sociedade, com sede em Paris.

“Caminhos” felicita a Conferência e o seu conselheiro espiritual, Sr. P. José Carlos.

Oxalá a sua acção progrida cada vez mais, e entusiasme outros elementos da nossa Paróquia no sentido de a integrarem, contribuindo generosamente, com a sua presença, ou com donativos destinados a ajudar os que mais precisam.

 

publicado por aosabordapena às 19:06

03
Nov 01

 

 

Desde a primeira hora, a Voz da Paróquia da Sé, nos disponibilizou as suas páginas para a divulgação do ideal vicentino, acontecimentos e notícias que nos diziam respeito.

Pelo facto, e sabendo que este é o último número em que podemos participar, queremos agradecer ao seu Director, Sr. Cónego Nogueira Afonso tal gentileza, e desejar-lhe as maiores felicidades pessoais, felicitando-o pelo excelente trabalho realizado ao longo de 36 meses.

Assim, e na despedida, informamos que as Conferências Vicentinas da paróquia da Sé, comemoraram, no passado dia 27 de Setembro, o dia do seu Patrono, S. Vicente de Paulo.

Para tal, foi celebrada pelo seu Conselheiro espiritual, o pároco da Sé, uma Eucaristia pelos vicentinos vivos e falecidos, benfeitores e pobres por elas assistidos, tendo a colecta da mesma, por sua iniciativa, revertido para ambas as Conferências, o que muito nos sensibilizou.

 

 

publicado por aosabordapena às 14:59

03
Set 01

 

 

Celebra-se no dia 27 de Setembro, a festa de S. Vicente de Paulo que, Frederico Ozanam e seus companheiros, inspirados pelo seu pensamento e pela sua obra, escolheram para patrono da Sociedade que fundaram em 1833.

Corria o ano de 1608 quando o P. Vicente de Paulo, chegado a Paris, deparou com a miséria de milhares de homens, de mulheres e crianças que enchiam as ruas, pedindo esmola.

De noite, percorria-as, procurando crianças abandonadas que depois entregava a senhoras piedosas que as tratavam como verdadeiras mães.

Era entre os pobres, os doentes e as crianças que melhor se sentia.

Um dia, estando a pregar um sermão ao povo, apresentou o caso duma família constituída pelos pais e seis filhos, que viviam na maior penúria. Dizia ele: “meus filhos, numa quinta, aqui perto, há uma família de doentes e que nada têm para comer.

Dá, verdadeiramente, pena contemplar tão triste espectáculo! Jesus Cristo derramou o seu preciosíssimo sangue por todos nós. Certamente que Ele não quer que estes irmãos nossos vivam como estão a viver, com falta de tudo, até do mais necessário…”

Tais palavras geraram uma tal onda de generosidade cristã nos fiéis, que S. Vicente de Paulo se encarregou de organizar uma “Sociedade” para uma melhor distribuição dos donativos.

Nasceu assim, a primeira conferência da caridade dotada de um Centro, para onde era canalizada a generosa caridade dos ricos.

 

publicado por aosabordapena às 14:47

02
Ago 01

 

 

A vocação vicentina não se esgota somente em servir os pobres. Vai mais longe.

O vicentino é o sal e o fermento que, paulatinamente, se vai infiltrando e transformando o mundo ao seu redor.

Ele é o apóstolo, pelo exemplo, pelo gesto da partilha, pela palavra amiga, oportuna e desinteressada. Em suma, é um difusor da mensagem evangélica que é a doutrina do amor.

Com o testemunho de uma vida coerente com a doutrina de Jesus, o vicentino alarga o reino de Deus, anuncia a Boa Nova, evangeliza.

Para além desta vertente evangelizadora, cabe-lhe também deixar-se contagiar por um espírito missionário, aventureiro e audacioso no bom sentido, e que se concretiza na tarefa urgente de apelar, incentivar e trazer para messe do Senhor mais operários, pois, ela é vasta e os operários são poucos.

Aqui fica o desafio. Procure cada vicentino, neste mês, contactar um amigo, um conhecido, um vizinho e convidá-lo para, sem compromissos, assistir a uma reunião da sua Conferência.

O Espírito Santo fará o resto.

 

publicado por aosabordapena às 21:05

02
Jul 01

 

A Mesa duma Conferência Vicentina, como sua principal animadora, é constituída, no mínimo, além do presidente, por um vice-presidente, um secretário e um tesoureiro.

É dever do vicentino aceitar o cargo para que foi eleito ou designado, salvo motivo ponderoso, exercendo-o em espírito de serviço à Sociedade e de dedicação pelo próximo.

Servir e espírito de caridade, são assim o motor que deve impulsionar os vicentinos no sentido de, através da acção, atingir os objectivos últimos da Sociedade de S. Vicente de Paulo e que se traduzem numa preocupação constante para que os entraves à justiça social, as misérias da fome e da guerra, os sofrimentos causados pelo subdesenvolvimento sejam, senão eliminados, pelo menos minorados, mesmo quando ocorram a grandes distâncias.

A dimensão do que é hoje “o nosso próximo” é muito mais vasta do que literalmente se pode deduzir.

O terceiro mundo, com toda a avalanche de problemas que enfrenta, não pode ser ignorado pelos vicentinos.

A participação em obras de cooperação com as jovens comunidades cristãs, seja através dos missionários que nos países lusófonos se debatem com falta de meios, seja directamente através das conferências vicentinas locais, é uma expressão da vocação vicentina que urge implementar. Aqui fica o desafio.

 

publicado por aosabordapena às 20:25

02
Mai 01

 

O Regulamento Nacional pelo qual se rege a Sociedade de S. Vicente de Paulo em Portugal foi aprovado em 27 e 28 de Novembro de 1993, na 35ª reunião plenária do Conselho Nacional que se realizou em Lisboa.

É preocupação de todas as Conferências e Conselhos Centrais aprofundar o seu conhecimento e procurar cumprir rigorosamente o que nele se encontra estatuído.

Assim no que respeita à admissão dum candidato à família vicentina, estabelece o regulamento que aquele, depois de uma fase de preparação e adaptação com um mínimo de um ano, proclame o seu compromisso durante uma Assembleia Regulamentar.

Estas Assembleias devem ser organizadas pelo respectivo Conselho Central e realizam-se, segundo a tradição, por altura da festa da Imaculada Conceição (8 de Dezembro) e outra, na data da comemoração litúrgica de S. Vicente de Paulo (27 de Setembro).

Em relação a esta última e dado que a data em causa ocorre, num período de férias, é aceitável a sua realização noutra ocasião, aconselhando-se, no entanto, o mês de Abril em que se comemoram os nascimentos do Beato Frederico Ozanam (23 de Abril) e de S. Vicente de Paulo (24 de Abril).

 

 

publicado por aosabordapena às 20:31

03
Abr 01

 

 

Existem na paróquia da Sé, duas conferências vicentinas.

Segundo a recomendação da Regra da Sociedade de S. Vicente de Paulo, as conferências distinguem-se entre si, por uma designação titular que, normalmente, é o nome dum Santo.

Assim, a conferência masculina tem como patrono, S. João Baptista, e a conferência feminina, tem a protecção de Nossa Senhora de Fátima.

As suas reuniões são semanais e realizam-se no Cartório Paroquial. A masculina reúne à segunda-feira pelas 20, 30 horas e a feminina, ao sábado, pelas 17,00 horas.

Nos termos da Regra, cabe ao presidente da conferência, entre outras, a função de orientar as reuniões, coordenar actividades e esforços, assegurar a coesão do trabalho e manter a sua unidade.

Papel preponderante cabe ao conselheiro espiritual da conferência, função exercida pelo Pároco o qual tem a seu cargo a animação e formação espiritual e vicentina dos seus membros e é o sinal visível da plena comunhão existente entre a conferência, a santa Igreja e a respectiva paróquia.

Estes tópicos acerca do funcionamento das nossas conferências vicentinas são uma chamada de atenção, um levantar do véu, e sobretudo, um convite a que, pessoas de boa vontade integrem este Movimento, cuja espiritualidade se poderá resumir assim: “quem dá aos pobres, empresta a Deus”. Sê generoso. Associa-te. Deus convida-te. Os pobres agradecem.

 

 

publicado por aosabordapena às 15:27

03
Mar 01

 

 

 

É próprio dos vicentinos aliar a acção em prol dos mais desfavorecidos com a oração e uma reflexão comunitária, relacionada com a sua actividade, sempre inspirada na Palavra de Deus, sendo a partilha dos bens que o Senhor generosamente lhes confiou, o corolário natural de quem se comprometeu a ajudar e servir o próximo carenciado.

Na oração, o vicentino encontra a força necessária para superar desânimos, para retemperar forças, para agradecer a graça de integrar um movimento cuja espiritualidade se traduz num testemunho de fé, fazendo bem aos pobres, retratos vivos de Cristo Sofredor.

Com a reflexão comunitária, os vicentinos enriquecem-se interiormente, meditando nos ensinamentos do Evangelho e da Igreja, actualizando os seus conhecimentos acerca da problemática relacionada com a pobreza, aprofundando e mantendo vivo o ideal vicentino.

A partilha concretiza-se, não só mediante uma contribuição monetária indispensável à aquisição dos bens materiais de que os pobres necessitam, mas também pela presença, pela disponibilidade, pela assiduidade, pelo saber e carisma pessoais postos ao serviço da Conferência, pelas ideias e iniciativas formuladas.

Munidos destes instrumentos, os vicentinos estão prontos para a acção, para o contacto pessoal com os pobres, para a realização do desejo expresso na oração final de cada reunião: “que dêem com a melhor vontade aos pobres o que possuem e se dêem a si mesmos”.

 

publicado por aosabordapena às 15:23

02
Fev 01

 

 

Foi na tarde de sábado, 23 de Dezembro do ano 2000. Cumprindo a tradição, as Conferências de S. Vicente de Paulo da paróquia de S. João Baptista da Sé, promoveram a entrega de géneros alimentícios a 14 famílias carenciadas, visando assim contribuir para a melhoria da sua Ceia de Natal.

Apesar do frio e da chuva, os olhares humedecidos daqueles que visitámos, transmitiram-nos uma lufada de calor humano. A angústia e a solidão foram momentaneamente derrotadas. A esperança renasceu no coração dessas pessoas.

Estes momentos de contacto humano são para nós, membros das Conferências, o bálsamo que conforta a alma, o prémio espiritual que Deus nos proporciona e nos impele a prosseguir nesta caminhada de entrega ao serviço dos pobres. Para eles, desesperados do silêncio, cuja voz clamante nem sempre é ouvida ou pressentida por aqueles que têm obrigações institucionais de combater a pobreza e a exclusão social, significa que, apesar de tudo, há sempre alguém que os não esquece.

Como é reconfortante sentir a alegria estampada nesses rostos vincados pela marca do tempo.

“Até bacalhau nos trazem!”, balbucia um homem relativamente novo, de sobretudo coçado, cujas barbas e cabelos hirsutos transfiguraram num homem alquebrado e mais velho.

Sim, respondem-lhe. É pouco, mas trazemo-lo em nome das Conferências de S. Vivente de Paulo, com muito amor e com votos de que este Natal seja melhor do que o do ano transacto.

Segurando a sua mão trémula, despedimo-nos, com afecto.

As estrelas já cintilavam nos céus, tentando dissipar o nevoeiro. O espírito natalício, envolto numa suave alegria, invadiu as nossas almas. “Dar aos pobres é emprestar a Deus”.

Contudo este gesto de partilha, finalidade última da existência das Conferências, só é possível, graças à generosidade dos seus amigos e benfeitores, a quem desejamos as maiores venturas pessoais, em Cristo, nosso Salvador.

 

publicado por aosabordapena às 20:44

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