Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

26
Out 12

 

 

É tempo de outono

Tempo de simbolismo,

Nostalgia e solidão,

De folhas amarelecidas

Atapetando o chão.

É outono

De verde amarelo tecido.

É outono.

O da vida

É tempo de obscuridade

E ansiedade,

De longos silêncios

De temores

E dúvidas galopantes.

Resta a saudade

E o passo... sempre apressado

Rumo à Outra Cidade

 

 

publicado por aosabordapena às 13:27

09
Out 11

 

Olho o teu olhar

Em mim fixado,

Oriundo da fotografia,

Que da estante,

Me contempla dia a dia.

Olhos risonhos,

Rosto de amora,

Sorriso aberto,

Cacho de ternura,

Causa da minha alegria.

Cai a tarde.

E neste domingo outonal

O vento sopra,

Sopra com brandura,

Agitando suavemente

A roupa no estendal.


29
Nov 09

 

Iniciamos hoje a preparação para o Natal. O Advento é apelo a viver de acordo com alguns comportamentos essenciais do cristão: uma expectativa vigilante e alegre, a esperança, a conversão e  pobreza. Se não vivermos com intensidade estes elementos, o nascimento de Cristo não será senão uma mera lembrança histórica. O Advento é um "tempo de graça" que devemos aproveitar para realinhar o sentido da nossa existência e assim o Natal do Senhor terá por certo um novo sentido na nossa vida espiritual. Antes da missa das 19 horas na Igreja da Parede eu e a minha mulher, Maria Elisa, tivemos o privilégio de um ouvir um recital de música sacra pelo Coro "Vox Maris", Coro "a Voz do Mar", mar que dá um encanto e vida a esta localidade tão pitoresca. Foi um momento de calma e interiorização que a melodia e a beleza das obras bem interpretadas nos proporcionaram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 22:04

03
Jul 09

 

 

16, 30 horas. Praia de Carcavelos. Uma ligeira brisa fazia ondular os chapéus de sol. Corpos tisnados pelo sol atapetavam o imenso areal. A água estava quente e as ondas vinham suavemente demoronar-se na praia. Hoje fui acompanhado pelos meus netos: Adriana, João e Daniela e pela avó Elisa. Feliz coincidência foi termos encontrado a prima Carolina e a mãe. O João e a Daniela gostaram da aventura de enfrentar as ondas do mar agarrados ao avô. O pior foi que, passados alguns minutos, começaram a tiritar de frio o que fez com que terminasse mais cedo a brincadeira.

Entretanto a Adriana e a Carolina, porque mais crescidas, já se aventuravam mar adentro furando as ondas.

Depois de enxutos e vestidos foram lanchar os seus yogurtes e saborear um bom gelado. Ao longe passava um grande transatlântico rumo ao mar imenso e o céu era atordoado por uma esquadrilha de cinco helicopteros.

O vento continuava a soprar ligeiramente. Era altura de regressar a casa para um reconfortante duche.

publicado por aosabordapena às 21:24

01
Jul 09

 

São Pedro do Estoril. Hoje fui á praia com a minha neta Adriana. O dia estava sombrio e a chuva ameaçava. Porém, por volta das 10h, o tempo tornou-se mais ameno o que facilitou umas horas de repouso, porque tomar banho era impossível já que as ondas estavam alterosas. A bandeira vermelha assim o assinalava.

Este facto permitiu uma observação mais atenta  do que se passou nesta manhã enevoada. Apesar de tudo, o areal era um mar de gente. Crianças com os seus bonés garridos tornavam o ambiente agradável. As suas brincadeiras, os seus risos, os seus choros, as suas trapalhices eram motivo de observação. Havia, entre outras, crianças da Escola 31 de Janeiro da Parede; da creche e infantário "A Curiosidade" de Idanha-a-Velha(sugestivo nome o desta instituição),  da Colónia de férias do "Século". Uns brincavam á bola, outros lutavam contra o mar evitando que a àgua destruisse as suas pirâmides e fortalezas de areia reforçando-as com montes de areia.

Abrigadas junto a um muro, um grupo de idosas cantava alegremente melodias dos seus tempos de jovens.É o relembrar da meninice, a derrota da solidão, a afirmação de que ainda existem.

Ao longo da praia deambulavam elementos da Assoçiação "Criar afectos" ostentando as suas camisolas alaranjadas contendo além da sua identificação,o slogan "Eu fui à praia".

Criar afectos, uma necessidade urgente dos dias que correm. Contra ventos e marés é imperioso criar afectos que amenizem as relações pessoais e as relações colectivas.

Foi uma manhã diferente que passei com a minha neta. Amanhã há mais.

publicado por aosabordapena às 18:42

29
Jun 09

 

 

 

Hoje é dia de festa

Dia de muita alegria

È o dia do baptizado

Do João e da Maria

 

Benvindos à nossa festa

Amigos do coração

A todos muito obrigado

E eterna gratidão.

 

publicado por aosabordapena às 12:45

07
Dez 08

 

 
Vem o Novo Ano carregado de sombras e incertezas. A crise, qual personagem física, acompanha-nos por todo o lado. O certo é que, de abstracta, em termos teóricos, ela transforma-se em realidade pungente, na gestão quotidiana da nossa vida. Não a vemos, mas o mais grave, é que a sentimos efectivamente.
No entanto, o tempo, insensível aos dramas humanos e às oscilações dos mercados, ao preço do dinheiro e das coisas, continua imparável na sua marcha ininterrupta rumo ao futuro, galopando velozmente a estrada da vida.
Eis – nos a iniciar um novo período a que se convencionou chamar Ano Novo, quando na realidade, nada tem de novo, pois é uma sucessão normal da decorrência do tempo. Essa imagem qualitativa com que o designamos, serve-nos apenas para que o nosso imaginário pessoal e colectivo se revigore, para que metaforicamente nos sintamos a começar algo de novo, a iniciar uma nova vida. Daí surge a formulação de sentidos apelos à paz individual e universal, de votos ardorosos de boa saúde, de bem-estar e felicidade; surgem no nosso coração novos projectos, anseios e aspirações.
 É assim a natureza humana. Insatisfeita, solidária, nem que seja por breves horas; incoerente mas sempre disponível para acolher e desejar o bem comum. É algo que, residindo no mais profundo recôndito do coração humano, de tempos a tempos se manifesta de forma favorável. É o coração de carne que assume a sua verdadeira natureza.
Esta ânsia de felicidade e a sua procura incessante são sinais positivos que amenizam o mundo violento, descontrolado e cruel em que vivemos. São sinais de que nem tudo está perdido. Sinais de esperança num mundo melhor em que o homem, perscrutando o infinito, ergue os olhos e eleva a mente para Aquele que é a fonte suprema da Esperança nas suas variadas vertentes e sem o Qual, a vida íngreme e sinuosa que temos de percorrer, se mostra insuportável, vazia e oca de sentido. Parece utopia, no mundo mercantilista e materialista que nos enreda, colocar nas mãos de Deus Pai rico em misericórdia, a nossa confiança, o nosso abandono activo, a nossa esperança, os nossos problemas, quando o apelo à concorrência desenfreada, ao poder do ter, à driblagem desleal, ao salve-se quem puder, parecem ser o meio mais eficaz para vencer e estar bem na vida.
É certo que Deus não nos dispensa da nossa contribuição, da nossa força partilhada com todos para a solução das vicissitudes da vida e que temos de «comer o pão com o suor do nosso rosto». Contudo, o cristão com «a constância da esperança» de que nos fala S. Paulo, tem fortes razões para colocar nas mãos de Deus o seu destino como homem sofredor e peregrino do mundo terreno em que se insere e sobretudo, a esperança, fundada na Ressurreição de Jesus de que, finda esta travessia, as incertezas, o efémero e as dores se hão-de transformar em certezas, perenidade e bem-aventurança eternas, promessa feita a «todos os amados de Deus, chamados a ser santos».
Com este espírito de esperança cristã, comecemos a viver esta nova etapa temporal que Deus coloca à nossa disposição. Vivamo-la impregnada de fé, esperança e caridade. E por certo, os frutos desta actuação, não deixarão de florescer e frutificar.
Feliz Ano, companheiros de 2009
 
 
 
publicado por aosabordapena às 17:32

29
Set 04

 

 

 

 

É o mês de Agosto, o mês por excelência escolhido pelo povo para celebrar os seus santos protectores a cuja intercessão recorre quando tem problemas de ordem material ou espiritual, nas doenças, nas aflições ou para agradecer as graças obtidas ao longo de um ano de trabalho.

 

Não há, concerteza, nenhum rincão do nosso Portugal, por bem ínfimo ou ignorado que seja, que não tenha a “sua” festa. 

As ruas das pequenas aldeias, onde esta religiosidade e o pulsar da festa são mais sentidos, animam-se para receber especialmente os familiares que trabalham no estrangeiro e que, por períodos curtos, vêm dar vida a ruas desertas, animar uma população idosa que estoicamente aí permanece, adoçar com a sua presença, vidas agrestes e solitárias, para quem, os tempos em que as aldeias eram aldeias, febris, buliçosas, com muitas crianças, embaladas pelo chiar estridente dos carros de bois, o som alegre dos chocalhos das vacas e o balir das ovelhas, são longínquas e felizes reminiscências, das quais sobrou um repetido e comovente lamento saudosista.

O dia da “festa” é sempre um dia especial. Dia de matar saudades, de cumprimentos esfusiantes, de apetitosos e cheirosos assados no forno, de música, cor e alegria, em que os Santos protectores, solenemente transportados em andores vistosamente engalanados, são associados à “festa”, percorrendo as ruas dos povoados, abençoando os seus fiéis, ao som da banda de música e do estralejar de foguetes, sinais que conferem à festividade imponência e traduzem um sentimento peculiar de celebrar e viver a fé cristã.

As noites quentes de Agosto, calmas e sonolentas, cortadas aqui e além, pelo barulho dos ralos, do coaxar das rãs e do incomodativo ladrar dos cães, transformam-se, em noites de animação, que as barracas de comes e bebes sustentam, os conjuntos de música popular e brejeira animam e a que o fogo de artifício dá um toque de êxtase e magia.

É assim Agosto. Quente, festivo, religioso, popular. Um mês «gaiteiro se for bonito (ou não, digo eu) o primeiro de Janeiro.

publicado por aosabordapena às 14:10

20
Jan 01

 

 

 

Comemorou-se no passado dia 10 de Dezembro, o 52.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Apesar do progresso da humanidade no campo científico e tecnológico, e dos constantes apelos à paz e a uma cultura onde impere a solidariedade e o respeito pela vida e bem-estar de todos os cidadãos, constata-se que grande número de países, faz, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, letra morta.

Segundo a Amnistia Internacional, são as crianças as grandes vítimas da fúria humana em todo o mundo. Mais de cem milhões de crianças vivem nas ruas. Em numerosos países, a tortura de menores é uma prática comum por parte das forças policiais.

As crianças são vítimas indefesas de maus-tratos, pedofilia, violações, pobreza, mutilações, obrigadas a fazer a guerra e a matar, a trabalhar duramente, quando deveriam brincar e estudar. “Estes abusos continuam a ser a grande vergonha do mundo, uma realidade diária, “ignorada” pelos governos, um pouco por todo o lado. A maioria das crianças sofre, em silêncio; as suas histórias nunca são contadas, os seus algozes nunca são chamados a prestar contas”, denuncia aquela Organização.

E o que se passa no nosso país? Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, no ano 2000, foram apresentadas naquela associação 3358 queixas relativas a violência doméstica, referindo-se 2238 a maus-tratos por parte do cônjuge ou companheiro.

A Amnistia Internacional denunciou também maus-tratos aos presidiários, nas cadeias portuguesas.

Segundo a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, do Ministério do Trabalho e Solidariedade, mais de metade dos pareceres emitidos em 1999 (52%) incidiam sobre casos de mulheres despedidas de empresas, por estarem grávidas.

É deveras doloroso o desrespeito pelos direitos humanos que se verifica neste início de milénio.

Consciencializar e educar as pessoas sobre os direitos humanos, é tarefa urgente.

Combater e denunciar as situações de injustiça é obrigação de todos, em especial, dos cristãos.

Não o fazer é negar a Boa Nova de Jesus, especialmente direccionada para os pobres, os marginalizados e oprimidos, pelos quais tinha sempre uma predilecção especial.

 

 

publicado por aosabordapena às 15:35

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