Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

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Mai 05

 

 

A seguir aos momentos de dor e comoção pela morte do Papa João Paulo II, instalou-se uma grande ansiedade no seio do “povo de Deus”.

Com efeito, após o início do conclave no dia 18 de Abril, as horas arrastavam-se e o fumo negro ia adiando a notícia pela qual todo o mundo crente e não crente ansiava.

Dia 19, pelas 17 horas e 50, eis que o fumo branco brotou da chaminé da Capela Sistina. A confirmar a sua aparição, às 18 horas e 5 em ponto, os sinos da Cidade Eterna repicaram efusiva e festivamente.

A emoção tomou conta da multidão presente na Praça de S. Pedro e dos milhões de pessoas que, de olhos cravados no pequeno ecrã, ansiosamente esperavam a anunciada notícia.

Às 18 horas e 43 a varanda central da Basílica abriu-se finalmente e, lentamente, o cardeal protodiácono anunciou ao mundo: “Habemus Papam”. Joseph Ratzinger que escolheu o nome de Bento XVI.

Uma explosão de alegria e de entusiasmo irrompeu quando Bento XVI surgiu à janela, acenando, como querendo abraçar o mundo, um sorriso rasgado estampado no rosto, um olhar tímido e humilde.

Eis as primeiras palavras do 265º Sumo Pontífice da Igreja Católica: «Queridos irmãos e irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os cardeais escolheram-se a mim, um simples e humilde trabalhador das “vinhas do Senhor”: o facto de o Senhor saber trabalhar e agir, mesmo com meios insuficientes, consola-me e, acima de tudo, faz-me confiar nas vossas preces. Com a alegria de Cristo Ressuscitado, confio no Seu apoio constante. Caminharemos com a ajuda do Senhor, e Maria estará ao nosso lado».

Palavras suficientes para provocar uma onda de alegria, propícias a uma imediata aceitação e adesão em torno da sua figura.

Palavras prenunciadoras de esperança neste pontificado que ora se inicia, tendo ao leme um grande teólogo, um grande intelectual, mas sobretudo «um Papa que seja santo, que seja amigo de Jesus Cristo, um verdadeiro católico, que ame Deus e a Sua obra e que ame a Sua Igreja» no dizer do Sr. P. João Seabra.

Que o Espírito Santo lhe dê a sabedoria para enfrentar com coragem os grandes desafios que se colocam à Igreja Católica neste mundo complexo e conturbado em que vivemos e assim possa cumprir, com eficácia, o mandato de Jesus: Bento XVI «apascenta as minhas ovelhas».

 

publicado por aosabordapena às 18:33
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