Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

19
Jun 12

 

 

Realizou-se no passado dia 17 de junho no Santuário do Divino Senhor da Agonia dos Chãos e de Nossa Senhora da Soledade a ultreia de encerramento das actividades deste ano pastoral,

Este Santuário situa-se nos Chãos, um pequeno lugar pertencente à freguesia de Salsas, concelho e distrito de Bragança.

Segundo nota publicada no facebook pelo P. António Carlos, “ é fácil encontrar a etimologia da palavra Chãos. Provém do étimo latino planus que na sua evolução deu a forma erudita plano e chão, forma popular. A configuração do terreno, sem acidentes físicos de monta, plano e com alguns lameiros, confirma o significado da palavra em questão, que provém directamente do latim. Chãos seria uma quinta, ou um villar situado na confluência de caminhos importantes que vinham de Bragança para Mirandela e Moncorvo. Nasceu como resultado de uma certa animação comercial.

O santuário do Divino Senhor da Agonia dos Chãos apresenta uma certa grandiosidade. Teve o seu apogeu no século XVIII, tal como os santuários limítrofes. Apesar dos objectivos diferentes, a economia e religião quase sempre se têm amparado. O primitivo santuário aparece como resposta à assistência dos feirantes, mercadores e almocreves, que se dirigiam de Bragança para Mogadouro, Mirandela e Moncorvo.”

Foi neste ambiente agradável que decorreram todas as actividades programadas para a manhã – boas vindas pelo presidente do secretariado, oração da manhã, reunião de grupo e terço, estimando-se a presença de cerca de 200 cursistas.

Depois do almoço servido nas instalações da Confraria do Divino Senhor da Agonia dos Chãos, excelentemente confeccionado e servido na perfeição pelo simpático e prestável pessoal dos Centros Sociais e Paroquiais de S. Roque de Salsas e de Santa Comba de Rossas, teve lugar o rolho a cargo do cursista Marcolino Gonçalves que, fruto da sua vasta experiência ao serviço do Movimento, do seu saber e forma de estar na vida, relembrou o itinerário e as linhas orientadoras que devem balizar a vida de todos os cursistas.

Seguiram-se as respectivas ressonâncias, vivências e testemunhos feitos com o ardor e entusiasmo usuais das nossas ultreias, tendo, no fim, os directores espirituais P. José António e Cónego Manuel João Gomes dirigido palavras de incentivo e congratulação a toda a assembleia.

Ponto alto deste dia foi a celebração da Eucaristia presidida pelo nosso bispo, D. José Cordeiro, tendo concelebrado os directores espirituais, bem com o reitor do santuário P. António Carlos Estevinho Pires.

Na homilia, o bispo diocesano fez um apelo para que todos os cristãos e, em especial, todos os cursistas se empenhem no anúncio do Reino, pois “na Fé não há pessoas reformadas e ninguém está dispensado desta missão”, referindo ser fundamental o papel dos leigos na vida da Igreja, para quem a Palavra de Deus deve ser “ provocação e desassossego, incomodando e não acomodando”.

Finda a Eucaristia, o presidente do secretariado, Cândido Silva, agradeceu a colaboração de todos os cursistas, desejou boas férias, não para a “vida em graça”, mas para retemperar forças com vista a um redobrado empenhamento na tarefa que a todos cabe de evangelizar e de estar ao serviço da Palavra de Deus e da Igreja.

 

publicado por aosabordapena às 16:24

16
Jun 11

publicado por aosabordapena às 17:17

publicado por aosabordapena às 17:15

04
Out 10

 

 

A breve e singela reflexão, que convosco vou partilhar, subordinei-a ao título – A vertente missionária dos Cursos de Cristandade, considerando que Outubro é, por excelência, um mês missionário. E a melhor forma de a iniciar é recordar um poema de Dom Hélder da Câmara, intitulado “Missão é partir”. E passo a citar: “Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, Quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso eu. É parar de dar a volta ao redor de nós mesmos Como se fôssemos o centro do mundo e da vida. E não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos: A Humanidade é maior. Missão é sempre partir, mas não devorar quilómetros. É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los. E, se para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar nos céus, Então missão é partir até aos confins do mundo”. Neste contexto, apraz referir que, entre as preocupações dos fundadores do nosso Movimento perante o mundo descristianizado do seu tempo, preocupação, que nos nossos tempos se tem agudizado, sobressaem como linhas fundamentais de acção, a necessidade de uma pastoral de evangelização e de despertar nos homens a fome de Deus. Como sabemos o Movimento dos Cursilhos de Cristandade põe a sua ênfase na forma e na qualidade do que é “ser cristão”, porque quando se é verdadeiramente cristão faz-se melhor tudo o que pode ser feito. E há muito que fazer nestes tempos de ganância e de usura, de profunda crise social geradora de fome, de ausência de solidariedade e de justiça social, de elevados índices de pobreza e de desemprego. Daí que o Movimento deve ler, com olhar evangélico, o “dia de cada dia”, o “dia de hoje” para poder conhecer e evangelizar o homem concreto que connosco se cruza nas esquinas da vida, nos ambientes onde nos movimentamos e que podemos influenciar. Como consta do Ideias Fundamentais, a evangelização ou fermentação dos ambientes, assenta nas seguintes características essenciais: - a opção pela pessoa humana. - a opção por uma pastoral de renovação centrada na evangelização, no renovar do ser cristão, no buscar a experiência de Deus que leva a uma conversão contínua e actuante. - a opção por uma pastoral de anúncio, do anúncio da Boa Nova, da graça e misericórdia de Deus em relação àqueles que O não conhecem ou, conhecendo-O, não O vivem, não O experienciam. Por isso, esta pastoral que é essencialmente missionária deve ir, de preferência, à procura da ovelha perdida. Como refere o Papa Bento XVI, é dever de cada um de nós tornar “Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus”, pois, “cada cristão é na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo”. Ser sinal de esperança no mundo, sinal do amor de Deus é um desafio que nos é lançado, todos os dias. Quem vive o Amor de Cristo na sua vida, não pode calar-se, guardá-lo com exclusividade nem ficar quieto no seu canto. Como dizia D. Hélder da Câmara, é urgente partir de si mesmo e ir ao encontro de todos os irmãos, principalmente daqueles que se encontram em situações de fragilidade, quer económica, quer espiritual. É dever de cada um de nós ter a ânsia de dar a conhecer e de amar Cristo, de ter a obsessão, no bom sentido do termo, de propagar o Reino de Deus, de influenciar, não só as pessoas, mas o próprio meio social quase sempre adverso e hostil à influência cristã. Ser cursista é sentir com agudeza a miséria espiritual do meio ambiente e procurar transformá-lo, é ser uma vasilha transbordante de fé e do amor inebriante de Deus que contaminem e seduzam os outros. Estamos cientes da nossa fragilidade e impotência. As palavras podem desassossegar, mas não chegam, pois, ser cursista, ser apóstolo, ser missionário, exige muita fé, oração, esforço e uma vida plenamente impregnada de Cristo. Quem descobre verdadeiramente Deus, descobre o fundamento da esperança, e procura abandonar o altar do egoísmo e abrir-se à solidariedade e à luta pela justiça universal. A liturgia do vigésimo sétimo Domingo comum fazia-nos este convite: “Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações”, pois este “hoje” da salvação pode ser o último para nós. Na certeza de que “A Palavra de Deus permanece eternamente” é seguro confiar nela, vivê-la e anunciá-la. E termino referindo as últimas palavras de S. Francisco de Assis: “Irmãos, comecemos a servir o Senhor, porque até agora ainda nada fizemos”.

publicado por aosabordapena às 16:30

04
Dez 09

 Imagem da Net

 

 O MCC reconhece a necessidade de responder ao apelo do saudoso Papa João Paulo II que logo no início do seu pontificado, afirmava ser necessária uma nova evangelização na Igreja, caracterizada por um novo ardor, novo entusiasmo e novos métodos.
Outra coisa não seria de esperar já que fazendo parte da Igreja, não nos podemos fechar sobre nós próprios, mas devemos pensar o MCC como parte integrante de um conjunto mais vasto de que todos fazemos parte – um só corpo, que é Cristo e uma só Igreja a qual se deseja dinâmica, interpelativa e apelativa para os homens dos dias de hoje.
Não se trata de inventar um novo Evangelho, pois este é sempre o mesmo, é preciso sim, perante a realidade presente, impregnada de materialismo exagerado, ateísmo e indiferença religiosa, verificar qual o melhor método e forma de anunciar a Boa Nova de Jesus Ressuscitado.
Diz S. Paulo «anunciar o evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se impõe; ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho».
Conscientes desta responsabilidade, os cursilhistas não se devem limitar à vivência interna das ultreias, de ir a uns tantos funerais ou rezar uma série de fórmulas de manhã e à noite. Tudo isso é bom, mas é preciso ir mais longe.
Recordemos o episódio dos discípulos de Emaús.
Regressavam a casa desiludidos, desanimados. Jesus, em quem depositavam a esperança de que viria redimir Israel, havia sido crucificado e morto e “já lá ia o terceiro dia” e tudo estava na mesma. É certo que havia uns rumores, mas a Ele ainda não O tinham visto.
Jesus interveio e reaparece nas suas vidas. Acede a ficar com eles e, pela explicação da Palavra, pelo Pão dado como alimento, reconheceram-no e o ardor dos seus corações explodiu, tanto que não se quedaram em suas casas a saborear o momento, mas levantaram-se, voltaram para o mundo e contaram o que lhes havia acontecido.
Os cursilhistas também se devem assemelhar aos discípulos de Emaús.
Recobrar a coragem, a passividade, o desânimo, tomando com renovado fervor a Sagrada Eucaristia. Esta fonte de energia inesgotável, aliada à Palavra de Deus que nos deve ser servir de farol, aliada à oração saída do coração e não só dos lábios, aliada ao amor ao próximo, farão do nosso testemunho de vida uma forma eficaz de evangelizar, pois os outros certificar-se-ão que os actos praticados são coerentes com a fé professada.
Problema sério do MCC, aliás comum a outros movimentos, é o da renovação geracional. Parece-me que o campo privilegiado de escolha de candidatos à frequência dos cursilhos se situa, geralmente, em candidatos que já passaram à situação de reforma ou estão em vias disso, o que não traz ao Movimento o necessário rejuvenescimento. Com o aproximar do “Outono da vida” algumas pessoas, geralmente já ligadas à Igreja, procuram «aplainar melhor os caminhos e endireitar as suas veredas», daí a sua adesão e perseverança na vida do Movimento. É bom, mas a renovação geracional não se opera.
A vida familiar dos jovens casais com filhos, a crise económica, a dificuldade em faltar ao emprego, especialmente na iniciativa privada, e a diminuição do salário daí resultante, são factores que influem na adesão aos convites formulados para participar nos cursilhos, impedindo assim a renovação geracional desejada.
Contudo, e apesar de todas as dificuldades não devemos desanimar, mas pedir ao senhor da Messe, que «não nos deixe ociosos nas praças, sentados à beira dos caminhos, sonolentos, desavindos, a remendar bolsas e redes», mas que nos envie para anunciar Cristo Ressuscitado no qual os homens encontram respostas para as suas angústias.
publicado por aosabordapena às 19:04

28
Nov 09

 

 

Promoveu o Secretariado Diocesano do Movimento dos Cursilhos de Cristandade, no passado dia 23 de Março de 2002, no Seminário Maior de S. José, um dia de espiritualidade e reflexão.

 Estiveram presentes 28 cursistas a quem foram propostos pelo Sr. P. Sobrinho Alves, como temas de reflexão, o que é ser Movimento e a caracterização do mundo de hoje. 

Reconhecida que é a importância dos Movimentos Apostólicos na construção do Reino de Deus, importa que as suas portas se abram à acção renovadora do Espírito Santo.

Movimento é, intrinsecamente, algo dinâmico, dinamizador, que deve extravasar. Não é, nem pode ser extático.

Também não é uma congregação nem uma confraria, sem demérito e desprimor para a importante acção específica que estas organizações desenvolvem.

É missão dos Cursilhos de Cristandade sair da catacumba espiritual onde por vezes se auto aprisionam, para estar ao serviço da Igreja em todos os ambientes.

A acção dos cursistas é, pois, na frente de batalha e não na sacristia.

É ir ao encontro das pessoas, fazer apostolado, isto é, implantar pelo testemunho, espírito de serviço, coerência de vida, os valores do Evangelho na sociedade, no ambiente familiar, no ambiente de trabalho, à mesa do café, nas associações políticas e sociais.

O mundo de hoje é um mundo de permissão total, de anarquia, carente de valores, violento, competitivo e intolerante, que vive em função do poder.

É um mundo que afasta e se afasta de Deus, para poder manipular livremente.

É um mundo de injustiças e desigualdades, individualista e falho de critérios morais, onde a cultura dominante é o endeusamento pessoal, o ter em detrimento do ser, a não-aceitação da verdade absoluta que é Deus.

É neste ambiente hostil, que os leigos, a quem alguém apelidou de “clérigos milicianos” e, em especial, os cursistas, devem ser o sal e o fermento evangélicos, e, com tolerância, prudência, sem fundamentalismos, ser instrumentos do Espírito de Deus que passa.

Diz Santo Agostinho: “Salva uma alma e terás a tua salva”.

Oxalá esta afirmação encontre eco no coração de todos os cursistas e seja a sua principal preocupação.

 

 

publicado por aosabordapena às 23:40

15
Nov 09

 

 

 

O homem, minúsculo grão de areia da espantosa engrenagem que é o universo criado por Deus, é um ser frágil, “formado do pó da terra”, inconstante, um eterno insatisfeito.

Fruto da sua fragilidade, da sua cegueira e sede crescente de “ter e poder”, não poucas vezes ofende a Deus e aos homens seus irmãos.

E quando tal acontece, o coração endurece, a consciência pesa, as relações tornam-se azedas e os comportamentos agressivos.

É o corte da harmonia e estabilidade emocionais, da ausência de paz e tranquilidade.

Nestas condições, o nosso Deus, sempre acolhedor e compreensivo, espera com ternura o regresso do “filho pródigo”, porque «Deus é Amor», é perdão.

Como então à mulher adúltera, também hoje, Jesus continua a dizer-nos: «Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar». (Jo 8, 10-11)

Consciente da misericórdia divina, o cursista encontra na reunião do seu Grupo uma forma de crescer espiritualmente, um apelo constante à perfeição e à conversão, um incentivo para não desistir, um alento nos fracassos.

Poderíamos dizer que ser cursista é um projecto de santificação, de crescimento na Fé, Esperança e Caridade por meio da oração, da aprendizagem e actualização constantes da Palavra de Deus, pela acção concreta em prol dos mais necessitados, aqueles que Deus acarinha de forma especial.

Conversão dos comportamentos, das mentalidades, das relações interpessoais, conversão do coração, é o grande desafio de todos os cristãos e dos cursistas em particular, desafio alicerçado na força do Espírito de Deus, pois só o Espírito vence as tendências humanas negativas.

Este tempo santo da Quaresma que Deus na sua infinita misericórdia nos permite estar a viver, é a época propícia para arrepiar caminho, para recuperar o tempo perdido, para a conversão ao Deus que nunca se zanga e nunca castiga o homem pecador.

Tempo de acolher o chamamento do Senhor: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve». (Mt 11, 28-30)

Que mais pode o cristão desejar?

 

publicado por aosabordapena às 19:14

 

 (Wadi Kharar, nas margens do Rio Jordão.

Pensa-se ter sido neste local onde S. João

Baptista baptizou Jesus)

 

O mundo em que, por dom divino, nos é dado hoje viver, é um mundo em rápida e constante transformação, globalizado, altamente competitivo, que não se compadece com aqueles que não conseguem acompanhar o ritmo alucinante imposto pela concorrência desenfreada, pelo apelo ao consumo, pela procura do sucesso a qualquer preço.

É um mundo técnica e cientificamente avançado, mas infeliz, em que as pessoas vivem durante mais tempo, têm mais qualidade de vida, mas que, simultaneamente é gerador de guerras, de milhões de pobres, de um número incontável de deslocados e refugiados. 

É um mundo cruel que destrói inúmeros excedentes alimentares quando há tanta gente com fome. É um mundo inseguro, onde o terrorismo grassa, as atrocidades se sucedem e o desrespeito pela vida humana, com especial referência pela vida das crianças, atinge limites inimagináveis. 

Em termos de valores morais e comportamentais, assiste-se a uma crescente degradação e a uma indiferença religiosa assustadora.

O homem julga poder prescindir do Criador, por isso esquece-se de Deus, o qual continua, na Sua infinita misericórdia, a fazer brotar a vida em todas as suas vertentes e latitudes, apesar da insensatez humana.

Perante este quadro negro, o cursista não pode atemorizar-se e refugiar-se no seu pequeno núcleo familiar, no seu restrito grupo de amigos, no seu grupo de ultreia. Precisa saber olhar o mundo para mais saber sobre Deus e poder influir pela oração, pela acção e pelo testemunho na sociedade, com vista a minorar as agruras em que vivem os homens seus irmãos. Como seres eminentemente sociais que somos, seres de relação e co-responsáveis pelos que caminham connosco, dependentes do trabalho e da vida de outros irmãos, do seu modo de ser e de estar, é o cursista desafiado a destruir o próprio egoísmo e a lutar por uma sociedade mais solidária, mais caritativa e mais feliz.

O mundo anda cansado de tantas ilusões, de tantas promessas e falsas expectativas. Cansado de esperar. É pois urgente que o cursista decida actuar e participar na história humana do dia a dia, como cristão autêntico, que deseja o melhor para a Humanidade e cujo sonho seja a paz, a derrota da fome e da solidão, a fraternidade universal, a adesão de todos os homens à Boa Nova de Jesus Ressuscitado, cuja obra redentora pretende a salvação de todos os homens e da qual o cursista deve ser obreiro empenhado.

Cabe-lhe ainda, de igual forma, contribuir por todos os meios ao seu alcance, para o crescimento duma consciência moral e social, de modo que, todos e cada um dêem as mãos, e unidos caminhem já neste mundo, gozando da felicidade que Deus Criador quer participada por todos os seres humanos.

E então Deus, olhando ternamente do “Seu condomínio celestial”, ficará “satisfeito” com o trabalho desenvolvido pelos cursistas em todo o mundo; verá que o mundo aqui e além se encontra salpicado de oásis de felicidade, fruto do “sal e fermento” cursistas; e como nas origens, apesar da fragilidade humana, «vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa». (Gn 1, 31). E o Senhor continuará a «percorrer o jardim pela brisa da tarde», (Gn 3,8), na certeza de que a missão do Filho Redentor tem nos cursistas, os seus melhores continuadores.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 19:10

Foto da Net

 

 

 Relativamente ao pré-cursilho, o ideal seria de facto estudar e seleccionar previamente os ambientes prioritários.

No entanto, as dificuldades começam logo por definir o que se entende “por ambientes prioritários” e o que é que define o grau de prioridade.

E as questões são imensas. São prioritários os ambientes difíceis, ou os de grande amplitude? Os ambientes rurais ou os citadinos? Os ambientes já ligados à Igreja ou os baptizados afastados.

Como é sabido, há uma grande indiferença e ignorância relativamente a temas religiosos, pelo que o terreno de captação para os cursilhos está “cheio de pedregulhos” e portanto limitado.

O pré-cursilho é sempre uma fase difícil, cujo desenvolvimento geralmente se deixa sempre para os últimos dias.

 Como se consegue convencer um adulto a frequentar um cursilho, se ele só vai à Igreja nos baptizados, na comunhão dos filhos e nos funerais?

Daí que, o cursilho ou é infrutífero, ou são convidados os que é possível arregimentar, geralmente pessoas de idade avançada e já ligados à prática religiosa.

No pós-cursilho, verifica-se que há uma grande taxa de ausência de perseverança, quando não de desistências, sobre a qual temos que nos interrogar.

Será que o cursilho não produziu efeitos? Será que não foram satisfeitas as expectativas dos novos cursilhistas? Será que os candidatos foram mal escolhidos?
Muitas outras questões se poderiam colocar. Apesar de tudo, importa ir caminhando confiantes na acção do Divino Espírito Santo para quem nada é impossível, cientes de que as mediações por onde antes passava a fé: a família, a escola, a cultura, o meio, deixaram, em parte, de o ser pois estão em decadência.

Às vezes, como disse o P. Francisco Libermann é preferível «esperar a hora de Deus, não querer fazer as coisas, converter, salvar, antes da hora de Deus, aceitar os ritmos de Deus.»

De colores

 

 

publicado por aosabordapena às 19:07

03
Jul 09

 

Foto da Net

 

 

Consultando o Ideias Fundamentais constata-se que o MCC surgiu ao terminar a década de quarenta do séc. XX devido à constatação dos seus iniciadores de que «o mundo estava de costas voltadas para Deus, para Cristo e a sua Igreja».

Preconizava-se então que «toda a solução apostólica para ser eficaz, deveria dirigir o seu olhar para a vida humana e que não bastava uma solução parcial e individualista mas que era necessária uma transformação ambiental que atingisse todos e tudo».

A finalidade última era a de transformar em cristã uma sociedade que tinha deixado de o ser.

Ainda segundo o Ideias Fundamentais as linhas fundamentais de acção eram:

a) Uma pastoral de evangelização. b) Um despertar a fome de Deus. c) Uma pregação de conversão. d) Uma visão da Igreja como sacramento universal de salvação. e) Uma visão do cristão como apóstolo. f) Uma visão do mundo como o conjunto de pessoas que Deus quer redimir.

Se verificarmos a situação actual constatamos que o nosso mundo, o mundo no qual vivemos é um mundo surdo à Palavra de Deus.

Um mundo que tem outros deuses: a imoralidade, a vaidade, a corrupção, o dinheiro e o prazer fáceis. É um mundo onde impera uma indiferença atroz ao divino, ao transcendente e que tem uma apetência exagerada pelas coisas materiais. O homem de hoje não sente a necessidade de Deus. Apesar das grandes tragédias naturais, das mortíferas guerras que ensanguentam e enlutam o mundo, dos ataques terroristas que o atemorizam, o homem vive alheado de Deus. Devido á evolução da técnica, da ciência, das novas tecnologias, o homem sente-se como já não precisando de Deus para nada.

Daí que as premissas dos iniciadores do Movimento continuam integralmente válidas e actuais face á conjunta actual.

A renovação do Movimento passará, talvez, por um esforço de actualização dos meios, formas e linguagem; talvez, por uma maior exposição e intervenção públicas de modo a atingir de uma forma mais eficaz o homem nosso irmão que vive a nosso lado e o leve a pensar, por exemplo, na transitoriedade da vida e da sua condição de peregrinos de passagem para a “Casa do Pai”; que o leve a pensar que a felicidade está mais no “ser” do que no “ter”; que Deus é um Pai misericordioso disposto a perdoar e que quer salvar todos os homens, pois nenhum Lhe é indiferente.

Na conferência inaugural do V Simpósio do Clero de Portugal que terminou aqui em Fátima no passado dia 8, o Bispo D. Rino Fisichella defendeu “ a necessidade de reflectir sobre o contexto em que se realiza o anúncio de salvação actualmente, senão corre-se o risco de se usarem linguagens incompreensíveis para os nossos contemporâneos.”

Também no passado dia 6, o papa Bento XVI referiu na sua habitual catequese das quartas-feiras que o objectivo da nossa vida deve ser «conhecer Jesus», porque se isso não acontecer» ficamos sempre a sós, connosco mesmo, como frente a um espelho, cada vez mais sós» e exortou os presentes na audiência geral «a deixar-se conquistar por Jesus, a estar com Ele e a convidar também os outros a partilhar esta companhia indispensável».

São estes desafios que também se colocam aos cursilhistas. Precisamos de um novo Pentecostes.Com a nossa vontade, a acção inspiradora do Espírito Santo, a intercessão de Maria e em especial a intercessão do nosso patrono o Apóstolo S. Paulo levaremos a bom termo a tarefa de anunciar aos outros a fé no Crucificado – Ressuscitado

De Colores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 21:53

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