Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

13
Fev 05

 

13 de Fevereiro de 2005. Acabo de tomar conhecimento da morte da Irmã Lúcia. Fico triste e emocionado como a generalidade dos meus concidadãos. A última vidente de Fátima foi chamada pelo Senhor e juntou-se na eternidade a seus primos Francisco e Jacinta.

Revejo a fotografia tirada em conjunto, quando crianças. A Jacinta, mão esquerda na anca, um olhar angelical; o Francisco, olhar meigo, sereno, arrimado ao seu bordão pastoril; a Lúcia, rosto enigmático, determinada, levemente zangada, amparando-se com as mãos cruzadas à frente do corpo.

Três atitudes, três maneiras de estar, uma só ambição: agradar à “Senhora mais brilhante que o sol”, amar o Coração Imaculado de Maria, rezar pelo Papa, oferecer sacrifícios pela conversão dos pecadores e consolar Jesus ofendido por tantos pecados do homem.

A Irmã Lúcia partiu «com serenidade» após 97 anos a «dar testemunho, com simplicidade, do Amor de Deus e de Nossa Senhora».

Lenços brancos agitam-se no ar. Há lágrimas de emoção e cânticos de louvor à mensageira de Fátima, à «Santa de Portugal». É o último adeus.

No meu silêncio, procuro imaginar a alegria celestial do reencontro na Casa do Pai. Na minha memória, quero guardar a sua figura maternal, o suave sorriso dos seus lábios, a paz dum olhar perscrutando o Infinito. Ao longe, em surdina, julgo escutar maviosos cantos angelicais.

publicado por aosabordapena às 13:46

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