Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

20
Dez 99

 

Nestes três últimos anos, preparou-se o povo de Deus para celebrar, com alegria, os 2000 anos do nascimento de Jesus – Menino.

O primeiro ano foi dedicado ao Filho, o segundo ao Espírito Santo e este último, de 1999, ao Pai, por Quem somos convidados a entrar no novo século e milénio, confiantes na misericórdia divina, e disponíveis para encetar um novo período da história, com empenho redobrado, na construção de um mundo melhor.

O Ano Santo da Encarnação tem início na noite de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1999, com a abertura da Porta Santa da Basílica de S. Pedro, no Vaticano, e o seu encerramento terá lugar no dia 6 de Janeiro de 2001, festa da Epifania do Senhor.

Nos Anos Santos, o convite de Jesus à conversão pessoal é mais intensamente sentido.

A plenitude da misericórdia do Pai, no Ano Jubilar, concretiza-se através da reconciliação com Deus, e da purificação de algumas consequências do pecado, através do usufruto, ao longo de todo o Jubileu, do dom da indulgência, sinal peculiar através do qual se manifesta “o dom da misericórdia de Deus”.

Pela indulgência, é concedida ao pecador arrependido, a remissão da pena temporal devida pelos seus pecados já perdoados, quanto à culpa.

Considerando a graça especial da oportunidade que Deus põe à nossa disposição, quanto à possibilidade de podermos ganhar indulgências, não desperdicemos tal oportunidade, cumprindo as condições gerais e particulares que superiormente forem determinadas.

 

publicado por aosabordapena às 16:18
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20
Nov 99

 

 

 

Terminamos neste mês a série de apontamentos subordinados ao tema, “Preparação para o Jubileu do Ano 2000”, sendo a sua finalidade contribuir, embora modestamente, para que esta caminhada iniciada há um ano, fosse uma caminhada de reconciliação com Deus, connosco próprios e com o nosso próximo.

Neste caminhar difícil e incómodo, não podemos prescindir da ajuda e do exemplo de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe.

No mistério da maternidade de Maria, na intimidade com seu filho Jesus, Maria descobre Deus como Pai, de Quem é a filha predilecta e diante de Quem achou graça.

Por Maria, apoiados no seu regaço maternal, somos convidados a regressar à Casa do Pai, “fazendo tudo o que Ele vos disser”.

Aos pés da Cruz, Jesus confiou-nos ternamente aos braços acolhedores de Maria: “Mulher, eis aí o teu filho”, “Eis aí a tua Mãe”.

Assim, nada tendo a temer, neste fim de ano, limiar de um novo século e de um novo milénio, somos incitados a ir “com alegria ao encontro do Senhor”.

Este convite ser-nos-á renovado, na noite de Natal deste ano, altura em que terá início o grande Jubileu do ano 2000.

Procuremos, pois, juntamente com os pastores de Belém e com os Magos do Oriente, ir ao encontro de Deus – Pai, por intermédio de Jesus – Menino, inspirados pelo Espírito Santo e conduzidos por Maria Santíssima.

E nesta alegria do encontro, dar-nos-emos conta de que O encontrámos, porque Ele também veio ao nosso encontro. Fê-lo como o pai da parábola do filho pródigo, porque é rico em misericórdia, sempre pronto a perdoar.

Porém não devemos ir sozinhos ao encontro do Pai. Acompanhados por Maria Mãe de todos os homens, devemos fazer-nos acompanhar por todos quantos pertencem à “família de Deus”, especialmente por aqueles nossos irmãos que vivem pobres e marginalizados, cujos rostos se encontram sulcados pela amargura e solidão.

Que o Ano Santo da Encarnação que se aproxima, seja proveitoso para todos e o início duma nova etapa no amor a Deus e ao próximo, e um hino de louvor e acção de graças a Deus – Pai que nos concedeu em Cristo a graça de sermos “concidadãos dos santos e membros da família de Deus”.

 

 


20
Out 99

(Monte Nebo,na Jordânia, local, segundo a

Tradição, donde Moisés avistou a Terra Prometida)

 

O terceiro ano de preparação do grande Jubileu impõe que olhemos o mundo, a grande aldeia global, com redobrado espírito de solidariedade, dispostos a perdoar, contribuindo assim para uma civilização onde impere o amor.

O mundo já não se divide entre bons e maus, mas entre “peregrinos” que, apesar da dureza da caminhada e das quedas nos precipícios, se levantam com humildade e força para ultrapassar os próximos obstáculos, e aqueles que se refugiam, exclusivamente, na sombra de ídolos enganadores, como o dinheiro, o poder e o sucesso, que, ilusoriamente, enchem a vida de grandes nadas.

Sem amor, atento o seu carácter universalista e multiforme, o homem não se realiza na sua plenitude.

Não é a política, o progresso da técnica ou das ciências que lhe podem dar a felicidade.

Pode parecer utopia propor, nesta sociedade consumista, caminhos de renúncia e humanização.

Contudo, preparar o Jubileu é abandonar tudo aquilo que nos impede de amar e de nos deixarmos amar; é pormo-nos em estado de alerta e de responsabilização, em todos os domínios: na ecologia, na ética, na família, no trabalho, não para fugir ou negar o mundo, mas para caminhar com ele, de forma criativa, inventando novos circuitos de solidariedade, de justiça e de esperança; é, nesta sociedade que pretendemos mais justa, mais humana e mais digna de homens que são irmãos, ser um agente de transformação e não um sujeito massificado que vai com os outros e para onde os outros o empurram; é neste ano do Pai, anunciar o mistério de Deus, o Seu amor pelos homens, manifestado em Jesus Cristo.

É falar de Deus às pessoas, aos homens e mulheres nossos companheiros de viagem, através do testemunho da oração e da caridade evangélica.

É, nesta “idade da melancolia”, perscrutar horizontes de esperança onde o egoísmo e a mediocridade serão derrotados pelo amor e pela inteligência.

 

publicado por aosabordapena às 15:42

18
Set 99

 

(Jordânia- Monte Nebo) 

 

Desde tempos imemoriais que o homem, na sua labuta diária, tenta a explicação daquilo que não compreende, do inacessível, recorrendo ao sobrenatural.

Desde igual forma, dada a sua fragilidade, nos momentos de incerteza e dor, dúvida e ansiedade, não hesita, valendo-se da sua crença, em pedir a intervenção de Deus.

Para o cristão, não é difícil sacralizar todos os momentos da sua vida e empenhar-se em vivê-la com sentido, tendo como prioridade o encontro com Deus.

Jesus, logo no início da sua vida, expressa tal prioridade, aquando do seu encontro no templo, junto dos doutores, respondendo a seus pais: “Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai? (Lc 2, 49)”.

Hierarquizar valores, manter as referências morais e éticas, descobrir o valor do mundo em que vivemos, sem o despojar da envolvente sagrada, é o caminho certo para descobrirmos a presença de Deus em nós e nos outros, e em todos os momentos da vida.

O mundo sem Deus é “informe e vazio”. O homem sem Deus não tem perspectivas, torna-se fútil e não aprecia a sua condição humana, já que a vive como uma fatalidade, a que não se pode subtrair.

O Cristianismo é a religião da esperança. Esperança numa vida nova – a vida eterna.

Neste ano, fim de milénio, procuremos viver de acordo com a lei de Deus, para que, enquanto esta vida efémera durar, possamos, já que “somos cidadãos do céu”, aplanar o caminho e preparar-nos para a grande viagem.

Procuremos fazer da vida um permanente período de Advento, tempo de preparação, não só para o Natal, como também, para o encontro definitivo com Aquele “que é, que era e que há-de vir” (Ap 1, 4).

Deus espera-nos. Crer na ressurreição da carne e na vida eterna, confere à nossa existência um rumo preciso e elimina a perspectiva sombria de apenas vivermos para a morte.

 

publicado por aosabordapena às 15:12

18
Ago 99

 

 

O “Pai-nosso” foi para Jesus a oração de todos os momentos. O seu diálogo com o Pai é permanente.

Desde criança, tinha então doze anos, expressa, no seu sentido de responsabilidade e preocupação, “não sabeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” Lc 2, 49).

Nas horas de agonia e de dor, invoca o Pai: “Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice…” (Lc 23, 42).

As suas últimas palavras, antes de expirar, são para o Pai: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 2, 46).

Neste ano, também nós somos impelidos a orar, a entrar em diálogo com Deus, a exprimir o nosso amor filial seja qual for o nosso estado de espírito.

Neste fim de milénio, tempo de guerras e catástrofes, de crise e de dúvidas, de contrastes entre o imenso desenvolvimento da ciência e da técnica e a impotência do homem perante as doenças incuráveis, tempo propício aos falsos profetas, impõe-se, mais que nunca, recorrer à oração.

Esta angústia existencial provoca no homem uma ânsia de oração.

Apesar da agitação e do reboliço da vida de hoje, com tantas ocupações, reuniões, com tanta dispersão, torna-se urgente olhar Jesus que também rezou, que nos ensinou a rezar e que nos disse como fazê-lo.

Orar, no sentido de, atenta a nossa fraqueza, solicitar bênçãos e favores para o nosso dia a dia, mas, sobretudo, como prova de agradecimento, de louvor e adoração.

O homem, porque racional e criado à imagem de Deus, deve louvar com o coração, com a inteligência, com os lábios, com a vida, e em tudo o que fizer.

Fazer da existência uma “oferenda viva para louvor da Tua glória”, deve ser a preocupação de todo o cristão.

Quem não louva a Deus, que é absoluto e infinito, é tentado a louvar o que limitado, frágil, caduco, mundano, mesquinho; a louvar os ídolos que nos cegam e que nós próprios carregamos, como sendo, a auto-suficiência, o orgulho, a vaidade e a ostentação.

Aprendamos a adorar o Pai em todas as realidades circundantes.

Da beleza da natureza e das ondas e fúrias do mar à inocência das crianças; da grandeza dos montes e beleza dos vales à imensidão dos desertos; dos animais domésticos e selvagens aos pequenos insectos; das miríades de estrelas no céu, à noite espessa de Inverno; do nevoeiro impenetrável, à claridade radiosa de um dia primaveril.

Em tudo e por tudo, é ocasião de manifestar ao Pai, louvor, admiração, reverência filial, humildade e dizer ao Senhor: “Louvado sejas Senhor, pelo que és, pelas maravilhas do Teu amor, pela beleza de tudo o que criaste”.

 

publicado por aosabordapena às 15:44

19
Jul 99

(Fonte de Maria em Nazaré. Segundo a tradição

era aqui que a Mãe de Jesus vinha buscar água)

  

Na sociedade dualista em que vivemos e onde impera uma cultura individualista, a caridade impõe-se como meio eficaz de derrotar a angústia e a solidão.

Por tal motivo, o Santo Padre João Paulo II, propõe à Igreja a caridade como virtude a privilegiar neste ano de preparação para o Jubileu.

A prática da caridade cristã pode concretizar-se em várias vertentes.

O Evangelho evidencia claramente uma opção preferencial pelos pobres e marginalizados. Jesus durante a sua vida pública tem uma predilecção especial pelos cegos, pelos coxos, pelos leprosos, pelos surdos e anuncia a Boa Nova aos pobres (Mt 11, 5).

Esta preferência exige dos cristãos uma luta sem tréguas pela concretização da justiça, neste mundo onde imperam tantos conflitos e onde há imensas desigualdades sociais e económicas, e onde a defesa dos direitos humanos, tantas vezes espezinhados, deve constituir uma nova forma de evangelização.

Exige que os cristãos apoiem as famílias mais carenciadas e que intervenham activamente junto dos poderes públicos, para que lhes seja facultada habitação condigna e um rendimento mínimo que lhes possibilite o sustento.

Exige uma atenção particular às crianças, denunciando os que lhes infligem maus tratos, e os que as integram, precocemente, no mercado de trabalho e que, por isso, as privam do tempo para brincar e do direito de se instruírem e educarem.

Exige solicitude pelos idosos, vítimas da solidão e do abandono.

Exige luta pela promoção da mulher e defesa da sua dignidade, criando-lhe condições de trabalho compatíveis com a sua missão de esposa e de mãe.

Exige uma atenção especial aos irmãos e irmãs, caídos nas malhas da droga, da prostituição, aos infectados pelo vírus da sida e aos que se encontram privados da liberdade, a todos aqueles que procuram emprego e não o encontram e a todos aqueles que o perderam no caminho da desventura.

Perante estes desafios sociais, perante estes dramas feitos tragédias, os cristãos devem, não só preocupar-se com os problemas que conhecerem no seu prédio, mas também, empenhar-se na transformação das estruturas e das instituições, pois é urgente lutar pela eliminação das causas da pobreza e da injustiça.

A caridade impõe-nos também que amemos os nossos inimigos. “Eu digo-vos: amai os vossos inimigos, rezai por quem vos persegue; assim sereis filhos de vosso Pai que está nos Céus” (Mt 44, 45).

Procuremos pois, nesta caminhada para o fim do milénio, contribuir, na medida da nossa capacidade e poder de intervenção, para que as desigualdades sociais se minimizem e para a construção duma sociedade onde sobressaia uma cultura de solidariedade; procuremos promover o diálogo entre todos, para que as barreiras e os males entendidos desapareçam; procuremos dar a todos afecto e partilhar bens com os necessitados; procuremos dar voz aos desesperados do silêncio.

Afinal, como disse D. Hélder Câmara, “ ninguém é tão rico que não possa receber, nem tão pobre que não possa dar”.

 

 

publicado por aosabordapena às 14:06

19
Jun 99

(A Torre de David em Jerusalém)

 

Os mandamentos da lei de Deus resumem-se em dois que são: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Amar a Deus é a resposta humana ao apelo divino: “É ao Senhor, vosso Deus, que deveis temer e seguir; cumprireis os Seus preceitos e não obedecereis senão, à sua voz; só a Ele prestareis culto e só a Ele servireis” (Dt 13, 5).

Amar a Deus implica obediência à Sua vontade. Implica pôr em prática os ensinamentos de Deus, porque “aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática, é semelhante ao néscio que edificou a sua casa sobre a areia (Mt 7, 26). Implica tomar Cristo como modelo perfeito deste amor – obediência.

Jesus disse “O Meu alimento é fazer a vontade d`Aquele que Me enviou e realizar a Sua obra” (Jo 5, 34).

Amar a Deus é a busca incessante da perfeição; é um caminhar diário, no qual o nosso pensamento querer e fazer se perspectivam e se concretizam com o fim último de agradar a quem amamos.

Amar a Deus, é amar o próximo como a nós mesmos; amar o próximo como amamos a Cristo; amar o próximo como Cristo também o ama.

Se nas relações com os outros, conseguirmos ver mais longe e no nosso semelhante virmos para além da sua pessoa, concerteza que o nosso procedimento será mais correcto, justo e solidário.

“ É urgente evitar o contra-senso de acreditar em Deus e viver como se Deus não existisse”

É urgente evitar o contra-senso de pensar que amamos a Deus, quando desprezamos os nossos irmãos.

Os caminhos que nos levam a Deus são os caminhos percorridos em consonância com todos aqueles que connosco se cruzam na labuta diária, aos quais, dispensamos o nosso afecto, a nossa ajuda, o nosso sorriso.

Porém, nem sempre é fácil o seu trilhar. Por vezes, não paramos no sinal vermelho e atropelamos o nosso próximo; por vezes não atendemos à intermitência do sinal amarelo, e seguimos em frente, altivos, indiferentes, como se não existisse mais ninguém nesta vida, para além de nós. Quando assim acontece, caímos no precipício do nosso orgulho e insensibilidade.

Importa arrepiar caminho e inspirados na Parábola do Filho Pródigo, retroceder e orientar a bússola na direcção de Deus, mediante o recurso ao Sacramento da Penitência.

Cumprir os mandamentos de Deus implica uma contínua conversão e luta permanente, um contínuo recorrer à oração, dada a nossa fragilidade e falta de coragem.

Neste ano de preparação para o Jubileu do ano 2000, procuremos pois, conservar Deus como hóspede privilegiado no nosso coração, mantendo acesa a chama da Graça que Ele, pródiga e incessantemente nos disponibiliza.

 

 

publicado por aosabordapena às 13:55

18
Mai 99

 

 

 

(Santiago de Compostela)

A mensagem de Jesus revela Deus como Pai. “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho” (1 Cr 17, 13).

Esta revelação de que somos filhos de Deus, ajuda-nos a compreender Deus em Santíssima Trindade.

“Somos filhos e igualmente herdeiros – herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” (Rom 8, 17).

“É por Ele que ambos temos acesso junto do Pai, num mesmo Espírito” (Ef 3, 18).

Ser cristão significa ser filho do Pai do Céu, irmão de Jesus e templo do Espírito Santo.

Jesus prometeu-nos: “ Se alguém Me ama … viremos a ele e faremos nele a nossa morada” (Jo 14, 23).

Esta promessa expressa no plural compromete toda a Trindade. Também a Escritura no livro do Génesis, e igualmente no plural, diz “Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança” (Gn 1, 26).

Assim sendo, a nossa vida espiritual forçosamente, só terá pleno desenvolvimento no amor a este Deus trino, à Santíssima Trindade.

As três Pessoas Divinas são três pétalas vivas do mesmo Amor – Perfeito.

O nosso diálogo, a nossa oração, não deve ser com um Deus longínquo, impessoal, mas sim, com essas pessoas divinas que estão em nós, mais que nós próprios.

Daí a necessidade de silêncio interior para as escutarmos e com elas promovermos um diálogo envolto em afecto.

Esta oração não deve ser da garganta para cima, oração oral e de raciocínio, mas sair do fundo do nosso coração. O ser humano é afecto, é coração. Quem ama, prolonga a pessoa amada no pensamento. Por isso, o homem deve rezar, com o coração.

Não se trata de sentimentalismo, pieguice, de devoção melada. Trata-se, sim, de fazer canalizar para as três Pessoas Divinas, o nosso coração e o nosso afecto, a nossa capacidade de amar.

O Espírito Santo santifica, cura e purifica-nos interiormente. É Ele que nos faz compreender o sentido da Palavra, nos entusiasma a vivê-la e a pô-la em prática. É Ele que nos consola e anima, nos alenta no fracasso; é um bálsamo nas nossas angústias.

O Filho, feito homem, é o nosso modelo de oração. Jesus, sendo o caminho para o Pai, só Ele nos pode mostrar o Pai, revelar o rosto de Deus, que é amor, que é bondade, misericórdia, Deus Amigo, Deus “da festa e do perdão”.

O Pai é o fim último das nossas preces. Falar-Lhe, abrir-Lhe o coração e a alma, em diálogo filial, deve ser a maior devoção dos cristãos. Para ela nos encaminha o Espírito e o exemplo de Jesus Cristo.

Neste ano de preparação para o Jubileu, saibamos crescer em comunhão e diálogo com a Santíssima Trindade. A amizade exige presença e o querer estar com os que se amam.

Por isso, aumentemos, em qualidade e quantidade, as visitas ao Sacrário, quer de forma presencial quer espiritualmente, e procuremos provocar pequenos encontros com as pessoas da Santíssima Trindade, no santuário do nosso coração.

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 15:24

19
Abr 99

A Porta de Damasco em Jerusalém)

 

 

Graças Vos damos Senhor por nos terdes elevado à condição de vossos filhos. Filhos tantas vezes indignos que, sem mais esta ou aquela, trocamos a intimidade filial com Deus por “um prato de lentilhas”.

Filhos arrogantes, levando connosco a parte dos bens que havíamos exigido, a nossa pseudo auto-suficiência e presunção.

Como porém é ilusória e caduca esta miragem, que nos tolda a razão e o discernimento.

Apesar de tudo, Deus “Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação” (2 Cor 1, 3), está sempre pronto a esquecer, a passar uma esponja e a remover a imundice das nossas iniquidades.

Queiramos nós regressar à Casa do Pai, arrependidos e dispostos a retomar o caminho estreito que o Evangelho sinaliza. Não faltará o “vitelo gordo” para a festa e a alegria nos céus será imensa.

Viver o Jubileu como regresso à Casa do Pai, significa ter confiança no perdão que Deus não nos regateia, significa o trilhar de um caminho de autêntica conversão.

Neste caminhar para o ano 2000, não desperdicemos esta oportunidade de obter a misericórdia divina, de endireitarmos as nossas veredas e sufocarmos os nossos fantasmas.

O perdão de Deus está subordinado à fé do pecador arrependido, pois “quem acredita n`Ele recebe, pelo Seu nome, a remissão dos pecados” (Act 10, 43).

Este poder de perdoar, dado por Cristo aos ministros da Igreja, é a nossa âncora de salvação.

Usemo-la, quando o nosso barco estiver à deriva e nos sentirmos náufragos. Valorizemos a celebração do sacramento da penitência que é o sacramento da misericórdia de Cristo, pelo qual, mediante a absolvição, recebemos o perdão dos nossos pecados.

Nesta redescoberta da misericórdia divina para connosco, somos também convidados a tornarmo-nos missionários da misericórdia e do perdão para todos aqueles que nos ofenderam.

Foi o próprio Jesus que recomendou: “Mostrai-vos misericordiosos, como o Vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36).

Desta simbiose da misericórdia divina com a misericórdia terrena, ressurgirá a paz interior, a paz entre os homens e a paz com Deus.

 

 

publicado por aosabordapena às 13:48

20
Mar 99

 

Deus é amor e é a fonte da caridade. Num primeiro plano, nós, homens imperfeitos e ingratos, somos amados imensamente por Deus.

“Vede com que amor nos amou o Pai, ao querer que fossemos chamados filhos de Deus. E, de facto, somo-lo” (1 Jo 3,1).

Este amor tem a expressão máxima na crucificação e morte de Jesus Cristo.

Correspondendo a este amor e investidos da dignidade de filhos de Deus e irmãos de Jesus, somos todos chamados a amar a Deus acima de todas as coisas.

Este amor implica obediência à vontade de Deus “Vós sereis Meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando” (Jo 15, 14)).

Cristo é o modelo perfeito deste amor – obediência “O meu alimento é fazer a vontade d`Aquele que me enviou a realizar a sua obra” (Jo 5,34).

Desta capacidade de amar a Deus, somos impelidos a amar o próximo como a nós mesmos, a amar o próximo como a Cristo, a amar o próximo como Cristo também o ama.

A caridade surge assim como a grande centralidade da vida dos cristãos.

“Vinde, benditos do meu Pai, recebei em herança, o reino que vos está preparado, desde a criação do mundo. Porque tive fome e deste-Me de comer, tive sede e deste-Me de beber; era peregrino e recolhestes-Me; estava nu e destes-Me de vestir; adoeci e visitastes-Me; estive na prisão e foste ter Comigo” (Mt 25, 34-36).

A procura de Deus faz-se inevitavelmente através do amor aos outros. “Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor realizou-se em nós” (1 Jo 4, 12).

Neste peregrinar para o ano 2000 pratiquemos a caridade para com todos os irmãos, especialmente para com os mais pobres e desprotegidos, vendo neles Jesus. “Dai e dar-se-vos-á: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que empregardes com os outros será usada convosco” (Lc 7, 38).

 

publicado por aosabordapena às 16:12

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