Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

20
Out 12

 

 

 

Chama-nos, Senhor,

Para trabalhar na Tua vinha.

Faz-nos deixar “o barco e a rede

E o pai Zebedeu”.

Faz-nos percorrer os caminhos da vida

Proclamando que o “Reino do Céu está perto”,

Sem exigir nada em troca,

Pois quem “recebe de graça

Dá de graça”.

Que o “ouro, a prata e o cobre”

Não nos tolde a visão

E endureça o coração.

Contrata-nos, Senhor.

“Não nos deixes ficar

Todo o dia sem trabalhar”,

Mas manda-nos “anunciar a Boa Nova

De aldeia em aldeia”.

Inclui-nos, Senhor,

Numa nova “Missão dos 72”

E envia-nos a dizer

Que Cristo, Pessoa viva

Mata a sede do coração.

Dá-nos coragem para enfrentar

Os “lobos” do mundo

Que espreitam no fim da vereda,

E, quando extenuados, faz-nos descansar

Em qualquer Sicar

Junto ao poço de Jacob,

E beber da “água viva”

Para “nunca mais ter sede.”

Dá-nos o entusiasmo da Samaritana

Para anunciarmos

Que “a beleza de Cristo

É um choque, uma colisão

Que captura o coração.

(Mt 4, 10, 20; Lc 9; Jo 4)

 

 

publicado por aosabordapena às 10:22

20
Out 10

No dia 24 de Outubro celebra-se o Dia Missionário Mundial, este ano subordinado ao tema: Missão: comunhão e partilha.

Na sua mensagem para este dia, Sua Santidade o Papa Bento XVI afirmou: “Aquilo de que o mundo tem necessidade é do amor de Deus, é de encontrar Cristo e acreditar n`Ele”.

“Queremos ver Jesus” (Jo 12, 21) é o pedido que ressoa no nosso coração neste mês de Outubro, recordando-nos como o compromisso do anúncio evangélico compete a toda a Igreja, “missionária por sua própria natureza (Ad gentes, 2).”

Citando Dom Hélder da Câmara “ Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso eu. É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los.”

A partilha de bens e a oração são formas de ser missionário. Sejamos generosos.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 16:47

14
Set 07

 

 
 
No dia 21 de Outubro, 29º. Domingo do Tempo Comum dedica a Igreja uma especial atenção às Missões, sendo a mensagem papal, para este Dia Missionário Mundial, subordinada ao tema, “Todas as Igrejas para o mundo inteiro”.
Tendo Cristo ordenado: «ide e ensinai todas as nações, baptizando-as no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28,19), são os missionários ad gentes os audazes e radicais cumpridores desse mandato missionário do Senhor.
Partem para terras longínquas, inóspitas, onde grassa a miséria e onde as condições de vida do povo simples e humilde que os acolhe de braços abertos, deixam muito a desejar, renovando assim o prodígio do Pentecostes.
“Vivem e trabalham comunitariamente, partilhando alegrias e tristezas, sucessos e fracassos, rezando em comum, partilhando os bens materiais provenientes do seu trabalho».
São eles os profetas da nova evangelização que “hospedam” no coração, grupos culturais e ambientes tão diferenciados daqueles onde nasceram e estudaram e onde a chama do anúncio do Evangelho os incendiou.
Mas ser missionário não é só percorrer grandes distâncias, ir para outros continentes, mas é a difícil viagem de sair de si mesmo, de ir ao encontro do outro, do “diferente”, do marginalizado, os preferidos de Jesus. Este espírito de missão permite criar novos laços, novas relações, um novo jeito de olhar a vida, um novo jeito de ser igreja.
«Nenhuma comunidade cristã é fiel à sua vocação se não é missionária», pois tal é a essência do Ser Cristão, e é a nossa obrigação: «ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Cor 9, 16)
Rezar pelas missões e para que o Senhor mande mais obreiros para a sua messe, participar materialmente em projectos dos campos de missão ou na formação de missionários, são algumas formas de ser missionário.
Contudo a forma mais radical de o ser, é assumir, em plenitude, o compromisso de cristão autêntico, fazendo da vida, uma entrega total ao reino de Deus, em prol da promoção humana, da justiça, do perdão e do acolhimento de todos, sem qualquer tipo de discriminação.
Ser cristão não apenas de nome, mas de acção e compromisso.
 
 
 
publicado por aosabordapena às 16:13

07
Out 05

 

   Ainda foi Sua Santidade o Papa João Paulo II quem assinou no dia 22 de Janeiro de 2005, a Mensagem para o Dia Missionário Mundial que celebramos a 23 de Outubro do mesmo ano, cujo título é «Missão, pão partido para o Mundo».
   Com efeito, Jesus ordenou aos discípulos «ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15) e «fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo». (Mat 28, 19)
   Esta é, pois, a missão da Igreja na qual todos somos chamados a participar, ainda que de forma diversa: por acção directa, pelo exemplo de vida, pelo testemunho da palavra, pela oração, pela promoção do diálogo, pela cooperação material em projectos missionários e em Bolsas de Estudo destinadas à formação de novos missionários, etc.
   Contudo, é a Eucaristia, “pão partido para a vida do mundo” que nos faz compreender o sentido da missão, que nos move a um maior envolvimento, pois ela «é projecto de solidariedade em prol da humanidade inteira».
   Nestes tempos que são os nossos, o mundo parece desorientado enquanto é abalado e confundido por acontecimentos dramáticos e calamidades naturais catastróficas.
   A humanidade sente-se insegura, pelo que necessita de Cristo «pão partido».
   Precisa de quem lhe anuncie a Boa Nova. Precisa de missionários, «pão partido para a vida do mundo» para anunciar e dar testemunho do Evangelho e dar aos homens razões para a esperança e sentido para a vida.
   Com a nossa acção e partilha seremos missionários com os missionários.
   Não desperdicemos esta oportunidade.
 
publicado por aosabordapena às 16:32

07
Nov 04

 

(Convento de Cristo em Tomar)

 

   O Francisco, jovem estudante da antiga Escola Industrial
e Comercial de Bragança, hoje, Escola Abade de Baçal,
gostava das «coisas da Igreja».
   Havia frequentado com empenho a Catequese, tendo sido
acólito na sua Paróquia.
Recebido o Sacramento do Crisma, o Francisco, jovem,
mas adulto na fé, continuava imparável nos seus estudos.
Contudo, no seu íntimo, a ideia dum maior comprometimento
com Jesus, esse Jesus que deixou a casa, a família, os bens
e a própria vontade, para fazer a vontade do Pai e se entre
gar a fazer bem aos que mais precisavam dele; esse Jesus
que evangelizou os pobres, acolheu e perdoou pecadores,
promoveu os marginalizados pela lei e pela sociedade,
começou a germinar e o seu “coração ardia-lhe no peito”
 como aos discípulos de Emaús.
   Era uma tarde cinzenta de Outono. O pai, a mãe e o
irmão mais novo estavam confortavelmente a ver televisão.
   O Francisco decide-se e lança-lhes a pergunta: e se eu
fosse para o Seminário?
   O pai, atónito, fez de conta que não ouviu. A mãe ficou
inquieta e ansiosa.
 O irmão continuou a ver o filme.
   O certo é que, no ano seguinte, o milagre aconteceu.
O Francisco entrou no Seminário, levando no coração a
concordância do pai, a saudade da mãe e o orgulho e
 incentivo do irmão.
   Aí chegado, cedo viu confirmada a ideia que tinha
do Seminário: o local privilegiado da formação dos futuros
padres, formação essa que abrange vertentes tão variadas
como a humana, cristã, espiritual, científica e pastoral;
 cedo interiorizou que no dia a dia do Seminário se aprende
a viver em comunidade, se reza, se medita; que há activida
des lectivas, tempos de estudo, desporto e lazer como
teatro, música, visitas culturais etc.…
   Perspicaz, e tendo conhecimento de que alguns dos
seus companheiros de aventura, não podiam suportar o
custo integral dos estudos por dificuldades financeiras das
suas famílias, o Francisco ficou a saber que o Seminário vive,
para além do contributo das famílias que podem, de
contributos de sacerdotes, leigos e de instituições; do
ofertório das paróquias em géneros e dinheiro na semana
dos Seminários; da constituição de bolsas de estudo a favor
dos mais carenciados.
   Com o partilhar da sua história e do seu dia a dia,
quis o Francisco desassossegar as consciências, e alertar
todas as comunidades cristãs de que o Seminário precisa
do empenhamento e da participação de todos; que ajudar
com orações e materialmente o Seminário é urgente para
que os futuros pastores do povo de Deus não deixem de
receber a necessária formação, para que um dia possam
exercer em plenitude o seu múnus sacerdotal.
   Todos os domingos, o Seminário retribui, oferecendo a
Eucaristia pelos seus benfeitores e amigos.
   Sejamos sensíveis aos apelos do Francisco.
A partilha é uma forma de evangelizar.
 Não deixemos de ajudar o nosso Seminário.
   (Este Francisco imaginário partilha integralmente o ser
e o sentir do autor)
publicado por aosabordapena às 16:52

14
Out 04

 

 Claustro Convento de Cristo
 
Corria o ano de 1956. A vida nas aldeias era dura. Tempos difíceis para famílias numerosas.
Os trabalhos agrícolas e as jeiras “na floresta” eram a única saída para os jovens que completavam a 4ª. Classe. Mesmo daqueles cujas famílias tinham posses, poucos eram os que iam estudar.
Neste Outubro missionário, vou recordar a minha história: Filho mais velho duma família de sete irmãos, jovem pacato, tímido e inteligente que gostava de saber e aprender.
Quis Deus, por intermédio do saudoso Padre Silva, o então jovem pároco da nossa aldeia, que entrasse para o Seminário.
Desses tempos, ainda hoje, conservo na memória a experiência da viagem para o Porto que conjuntamente com o meu pai efectuei durante toda a noite, à boleia, no camião que o falecido Gil regularmente conduzia carregado de madeira; a paragem nos postos de controlo que a GNR tinha ao longo do percurso; o choque que a vida da cidade me provocou; o frio que tive na Estação de S. Bento totalmente deserta às 6 horas da manhã; a imponência da sua construção, a magia dos comboios e a novidade da sua estreia.
Aí, à hora aprazada, lá estava um padre missionário, de capa e batina, a quem fui entregue conjuntamente com outras crianças.
Foi um momento difícil a hora da separação. Contudo, a incerteza e atracção do desconhecido, o fervilhar da grande cidade, a marcha galopante do comboio, o vislumbrar do mar lá ao longe, o receio de perder os poucos haveres, as apressadas mudanças de comboio, depressa fizeram com que as lágrimas secassem e o grupo, recém-formado, se sentisse unido e seguro.
Chegados ao Seminário instalado no Convento Cristo, em Tomar, centenas de jovens, já aí se encontravam.
Foi a descoberta da nova casa, a balbúrdia dos primeiros tempos, o toque da sineta, o aprender do “caminho” da camarata, da capela, da sala de aulas, do refeitório, do campo de futebol.
Era o começo duma nova etapa. O deslumbramento dos rituais. A descoberta do caminho iniciado. O sonho de ser missionário nos sertões africanos.
Não quis Deus, porém, que tal se concretizasse. Contudo, ainda hoje guardo saudades desses tempos que, tão importantes foram para o desenvolvimento da minha personalidade, da minha maneira de ser e de estar hoje na vida.
Neste mês de Outubro, mês em que se assinala o Dia Missionário Mundial, ao partilhar o meu sonho e emoções, é com o intuito de acicatar os jovens, desassossegar-lhes a consciência e dizer-lhes que, num mundo cada vez mais carregado com as tintas do “carreirismo”, mundo de aparências, mundo em que pontificam o hedonismo e a ambição da fortuna, se algum dia ouvirem a Palavra de Jesus “vem e segue-Me”, não tenham medo de enfrentar o desconhecido, de arriscar a vida ao serviço de Deus e dos irmãos.
Não é loucura segui-Lo, loucura é ignorá-Lo.
 
publicado por aosabordapena às 16:22

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